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19 de julho de 2024
 
 
 
Actividades Internacionais

Khalihenna Ouald Errachid: Autonomia é a proposta central situada entre a independência e integraçào total.

O Senhor Khalihenna Ouald Errachid declarou numa entrevista jornalistica junto ao Diario ' EL PAIS'  em Madrid que o Conselho Real Consultivo para os Assuntos saranianos corresponde a vontade Real: Ele busca alternativas satisfatorias para os saranianos num âmbito da soberania Nacional; empenha ainda a encontrar soluçào contra o problema do conflito do sara com dignidade e paz : onde nao ha nem vencedor nem vencido: Como também sublinhou o papel do conselho  a buscar a completar a sua missào pelo qual ele foi creado. 



O presidente do Conselho Real Consultivo para os assuntos saranianos deixou claro que o Conselho "deve refletir a vontade real  para encontrar uma solução no âmbito da soberania do Marrocos.".
O Presidente do Conselho aclarou que este conselho considera "todas as categorias e sensibilidades" do sara ", e de uma forma que reflete com honestidade a natureza da sociedade do sara".

Ele também defendeu o desenvolvimento do plano de  autonomia para  Saara como uma "solução" uma única solução e viável ", acrescentando que" criar um  pequeno estado levará aos conflitos constantes entre as tribos sobre os  recursos". Isso poderia levar " um segundo Darfur na África. "

O presidente do Conselho Real Consultivo para os assuntos saranianos, considera que a recente decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas que propôs uma solução de compromisso e "políticamente consensual". E isso que corresponde com uma  autonomia acrescentando que esta solução " se situa entre o  estatuto de independência e a plena integração e, por essa razão, que ele se basea sobre o princípio sem vencedor nem vencido».

O senhor Ouald Errachide exprimiu o seu desejo de "conhecer a verdadeira visão dos refugiados", que estão do outro lado, salientando que "a liberdade de expressão e a manifestação existem no sara", de modo que as forças de segurança não intervêm a não ser nos momentos em que as manifestações se tornem violentas.

O senhor Ouald Errachid disse neste contexto que "há algumas pessoas que defendem idéias separatistas, e eles provocam muito barulho  recorrendo à violência na rua, mas trata de uma minoria."

A seguir o texto desta entrevista:

"El Pais": O CORCAS foi ativado por diversas vezes por parte do rei, será que essa vez vai ser sério?

Khalihenna Ouald Errachid O conselho anterior não tem a mesma  missão do Conselho de hoje. O conselho de hoje vai responder à vontade real que visa encontrar um terreno vasto para os sarauis no seio de Marrocos, e vamos resolver o problema com dignidade.

"El Pais": Não seria melhor, a fim de avançar nas idéias, ouvindo os sarauís em Laayoune ao invés de criar um lugar em Rabat?

Khalihenna Ouald Errachid: esta questão é segundária. Este Conselho foi o produto de uma vontade real e será junto a ele, sendo que ele pertence ao Rei, e para Ele levarmos as idéias.

"El Pais": Você é o presidente do Conselho Municipal em Laayoune há 23 anos, mas de repente você  nora em Rabat?

Khalihenna Ouald Errachid: Eu vivo entre as duas cidades. Eu era ministro por 17 anos, no reinado de Hassan II, o que me obrigou a residir  em Rabat, mas eu sou do sara, e eu conheço detalhes dos problemas desta região.

"El Pais": os membros do CORCAS forma nomeados, não eleitos, pergunto se não se inicia a democracia e auto-governo a partir das eleições livres?

Khalihenna Ouald Errachid: a nossa sociedade é ainda uma comunidade tribal. CORCAS não é um órgão eleito, mas é uma copia conforme da comunidade do sarao, onde há prefeitos, deputados e senadores e membros da sociedade civil os mais  representativos. O importante é que eles pertencem a todas as sensibilidades.

"El Pais": Por que não podem escolher entre a autonomia e independência?

Khalihenna Ould Errachid: É um problema complexo. Não é possível aplicar os modelos implantados em outras regiões do mundo a favor do sara. Porque o sara não sai dos âmbitos tribais, as tribos do sara sobre uma área de mais de 34 milhões de quilômetros quadrados, a partir de Guelmim sul de Marrocos, ao norte da Mauritânia, através do sudoeste da Argélia, incluso uma parte do Mali. Por que vair permitir ao sarananiano marroquino o plano de autonomia e não ao saraniano da  Argélia? Isso seria injusto para o Marrocos.

"El Pais": Por que foi aceito na África das fronteiras herdadas do colonialismo diante deles?

Khalihenna Ouald Errachid: porque aconteceram dezenas de guerras é o que queremos evitar. O surgimento de mini estados vai nos arrastar a inúmeros conflitos entre tribos face aos recursos. Nós seremos a exemplo de outros como Darfur, na África. Pois a única solução possível para o sara é o plano de auto-governo.

"El Pais", o recente relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, evitou, no entanto, insistir sobre o Marrocos e o Polisário para discutir o plano de  auto-governo, porque isso equivaleria ao reconhecimento da soberania marroquina.

Khalihenna Ouald Errachid: A recente decisão do Conselho de Segurança, proponha uma solução política, em conformidade com as partes, e isso não significa que autonomia é no meio do caminho e entre as suas linhas. Meio do caminho seja entre a independência e a plena integração. Sem que haja vencedor nem perdedor.

"El Pais": Parece que voceis  confirmam que apenas um terço dos refugiados sarauis estão nos acampamentos dos separatistas, e não há outras pessoas dentro?

Khalihenna: O que me  interessa e conhecer o que pensam os refugiados de fato. Em contra parte existe no sara a liberdade de expressao e a liberdade de manifestação, eles podem ser reprimidas mas só quando provocam  violência - e talvez isso aconteceu as vezes face alguns abusos do poder,  - algumas detêm  idéias separatistas, e muitas vozes foram ouvidas porque não se basea sobre a violência.

"El Pais": Então, Ali Salem Tamek não detem uma representatividade?

Khalihenna: É um jovem saraniano origem de ASA (uma área da Espanha incorporada ao Marrocos em 1958), Ele foi liberado ultimamente. Ligei para prabenizá-lo e gostaria de conversar com ele porque eu tenho certeza que ele vai converser-se no final.

 

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