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sexta-feira, 26 de novembro de 2021
 
 
 
Discursos Reais

Renova-se tal sincero apelo do soberano aos nossos irmãos na Argélia para batir as relações bilaterais, sobre a confiança,  diálogo e boa vizinhança: sem culpar ninguém, nem dar lições a ninguém; como irmãos separados por um corpo estranho, sem lugar a estar entre nós.




A Sua Majestade o Rei Mohammed VI dirigiu, neste sábado, um discurso à nação pela ocasião do Dia Glorioso do Trono, que coincide com o vigésimo segundo aniversário da ascensão de Sua Majestade ao trono de seus abençoados ancestrais.

Eis a seguir o texto integral do discurso real:

“Louvado seja Deus, que a paz e as orações estejam sobre o profeta,  Mensageiro de Deus,  sua família e companheiros.

Caro Povo,

A Festa do Trono, coincidindo com o vigésimo segundo aniversário, sendo o  mais do que uma ocasião para celebrar a ocasião da entronização no trono.

Traduzindo os laços de sagrada lealdade e da forte coesão , unindo sempre  os reis e sultões de Marrocos para com o seu povo, e em todas as circunstâncias, situações e condições.

O Marrocos é um país autêntico e nação unida, cujas raízes  profundas na história. Seja um Marrocos forte com sua unidade nacional, e consenso de seus componentes em torno das  consagrações.

É forte também de suas instituições, energias e competências de seus filhos,  trabalhos em prol do desenvolvimento e progresso, da defesa da sua unidade e estabilidade.

Tal capital humano  e civilizacional renovado e contínuo permite ao nosso país enfrentar desafios e superar as dificuldades ao longo da sua longa trajetória e moderna história.

Caro Povo,

Inicialmente, apresentam-se agradecimentos para todos os atores no sector da saúde público, privado e militar, bem como às forças de segurança e autoridades públicas, pela dedicação e espírito de responsabilidade, demonstrado face à epidemia de Covid-19.

Trata-se de uma fase difícil para todos nós, para mim pessoalmente e para a minha família, bem como aos outros cidadãos, uma vez que quando se vê os marroquinos sofrer, sentindo a mesma dor e compartilhando o mesmo sentimento.

Tal epidemia tem afetado negativamente projetos e atividades econômicas e as condições materiais e sociais de muitos cidadãos, buscando soluções, no sentido de reduzir os efeitos desta crise.

Desde o surgimento desta epidemia, inicia-se com um fundo especial, visando mitigar as suas repercussões, o qual tem  sido aceito espontaneamente pelos cidadãos.

Também foi lançado um ambicioso plano do reforço da economia, apoiando as pequenas e médias empresas, no sentido de preservar empregos e o poder de compra das famílias, e por meio da assistência material direta.

Tem sido criado o Fundo de Investimentos Mohammed VI, visando a promover atividades produtivas, acompanhar e financiar vários projetos de investimento.

Caro Povo,
Hoje, tem-se direito de nos orgulhar do sucesso de Marrocos face a “batalha para ter a vacina”,  nada fácil, em relação ao bom desenrolar da campanha nacional de vacinação, e da ampla participação e envolvimento dos cidadãos.

Acredita-se que a soberania sanitária constitui um elemento essencial para alcançar a segurança estratégica do país, respondendo a um projeto pioneiro rumo à fabricação de vacinas, medicamentos e materiais médicos necessários no Marrocos.

Diante de tudo isso,  destaca-se que a epidemia continua sendo presente e a crise desafia. Todos devem estar vigilantes, respeitando as diretrizes dos poderes públicos.

Caro povo,

Graças a este esforço coletivo nacional, a economia nacional  registou indicadores positivos, capaz de recuperar todo o seu potencial.

Tal situação foi reforçada, graças a Deus, pelos resultados positivos desta época agrícola, cujo Deus nos concedeu, resultado do produto agrícola nacional, mantido graças ao espírito de harmonia entre os cidadãos.

Tal notável desenvolvimento surge neste contexto promissor, coincidindo com a apresentação da Comissão Especial do modelo de desenvolvimento e das propostas,  permitindo  uma nova fase do arranque económico, da consolidação e do projecto de sociedade, pretendido ao nosso país.

Este comitê tem realizado um esforço construtivo, louvável  e patriótico, no qual participaram as forças vivas da nação, envolvendo os partidos políticos, as organizações econômicas, os sindicatos e sociais, bem como a sociedade civil e os cidadãos.

Como tem sido na fase de preparação, considera-se  implementação deste modelo uma responsabilidade nacional,  requerendo a participação de todas as energias e competências da nação, sobretudo aquelas que vão assumir as responsabilidades governamentais e públicas nos próximos anos.

Aspirando que o “Pacto Nacional para o Desenvolvimento” constitui um quadro de referência dos princípios e prioridades do desenvolvimento, bem como de um contrato econômico e social, baseado sobre uma nova revolução do rei e povo.

Como sendo o guardião dos interesses da nação e dos cidadãos, fazendo o possível para acompanhar este projeto, com os procedimentos e mecanismos necessários.

Caro Povo,
Paralelamente com as iniciativas de desenvolvimento, a nível interno, o Marrocos mantém com a mesma determinação e vontade para prosseguir com seus esforços sinceros, visando a consolidar a segurança e a estabilidade no seu entorno africano e euro-mediterrânico, bem como na sua vizinhança do Magrebe.

Acredita-se no sentido, renovando o sincero apelo aos nossos irmãos na Argélia a trabalhar juntos, sem condições, para construir relações bilaterais baseadas na confiança, no diálogo e na boa vizinhança.

Sendo que o estado atual dessas relações não nos satisfaz,  nem do interesse de nossos povos e de muitos países.

Nossa convicção é de que as fronteiras abertas constitui a situação natural entre dois países vizinhos e dois povos irmãos.

Uma vez que o fechamento das fronteiras incompatível com um direito natural e o princípio jurídico autêntico consagrado nos pactos internacionais, envolvendo o Tratado de Marrakesh, fundando a União do Magrebe Árabe,  a liberdade de circulação de pessoas, de serviços,  de bens e capitais entre estes países.

Tendo manifestado com franqueza desde 2008,  enfatizando-o nos diferentes momentos e  ocasiões.

Sobretudo que nem a Sua Excelência o atual presidente argelino, nem seu ex-presidente, nem eu pessoalmente, responsáveis ​​pela decisão de fechamento.

Sendo responsáveis politicamente e moralmente  ​​pela continuação; perante Deus, antes da história e  nossos concidadãos.

Não existe nenhuma  lógica razoável, explicando a situação atual, uma vez que as razões do fechamento das fronteiras, ultrapassadas  sem lugar hoje,  nenhuma justificativa aceitável.

Não se procura culpar ninguém, nem dar lições a ninguém; como irmãos separados por um corpo estranho, que não tem lugar de existir entre nós.

Em relação ao que dizem alguns, que a abertura das fronteiras só leva os males e problemas à Argélia e a Marrocos; tal fato não é verdade. Este discurso não pode ser aceito por ninguém, numa era da comunicação e das tecnologias modernas.

As fronteiras fechadas não cortam a comunicação entre os dois povos, mas sim leva a impedir as mentes, influenciadas por alguns meios de comunicação, com as falsas teses, considerando que os marroquinos sofrem da pobreza e do contrabando e  droga.

Qualquer que seja a pessoa pode confirmar estas alegações  inverdades, uma vez que existe uma comunidade argelina que vive em  nosso país, argelinos da Europa e de dentro da Argélia que conhecem Marrocos e a verdade das coisas.

Garante-se aos nossos irmãos da Argélia que o mal e os problemas nunca vão vir do Marrocos,  perigo ou qualquer ameaça. Porque o que a ameaça nos ameça, e o que nos prejudica os prejudica também.

Assim, considera-se que a segurança e estabilidade da Argélia, e do seu povo, fazem parte da segurança e estabilidade do Marrocos.

Bem como, o que afeta o Marrocos, afeta também a Argélia. Os dois formam o mesmo corpo.

Uma vez que o Marrocos e Argélia sofrem juntos com os problemas de imigração, de contrabando, de drogas e tráfico de pessoas.

Tais gangues constituem o nosso inimigo real e comum.  Trabalha-se junto para combatê-lo, podendo limitar sua atividade e destruir suas fontes.

Além disso, lamenta-se tensões mediáticas e diplomáticas, afetando as relações entre Marrocos e Argélia,  prejudicando a imagem dos dois países, com uma impressão negativa, sobretudo nos fóruns internacionais.

Por isso, chama-se da prevalência da lógica da sabedoria e dos interesses superiores, visando a superar esta situação difícil, desgastante as energias de nossos dois países e contradizendo os laços de amor e fraternidade entre os nossos povos.

O Marrocos e a Argélia são mais de dois países vizinhos, considerados como os gêmeos, complementares.

Razão pelo qual, chamo a Sua Excelência o Presidente argelino trabalhar junto, o mais cedo quando julgar conveniente, para desenvolver as relações fraternas entre os nossos dois povos, mantidas ao longo de anos de luta comum.

Caro povo,

Aproveitamos esta ocasião gloriosa para prestar homenagem e apreço a todos os componentes das Forças Armadas Reais, Gendarmería Real, Segurança Nacional, Forças Auxiliares e Proteção Civil, por sua dedicação e mobilização permanente, sob nossa liderança, visando a defender a unidade da nação e soberania,  bem como a sua segurança e estabilidade.

Também lembrando, com toda a sinceridade, rogando pelas almas e sacrifícios de nossos honrados ancestrais, liderados por nosso avô e nosso bendito pai, Sua Majestade o Rei Mohammed V, Sua Majestade o Rei Hassan II, que Deus esteja com suas almas, justos com os mártires da pátria amada.

O Todo-Poderoso disse: “Se Deus soube do bem em seus corações, os recompensaria do bem”.  Deus disse a verdade

A paz esteja convosco e a misericórdia de Deus esteja convosco ".

 

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