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segunda-feira, 1 de junho de 2020
 
 
 
Discursos Reais

A Sua Majestade declarou que o interesse de Marrocos pela África reflete positivamente sobre a nossa questão da integridade territorial, tanto quanto na posição de países como nas decisões da União Africana, o que fortalece a dinâmica  que conhece este dossiê a nível das Nações Unidas.



Por ocasião do 64º aniversário da Revolução do Rei e do povo, a Sua Majestade o Rei Mohammed VI dirigiu no domingo à noite (20 de agosto) um discurso no qual ele sublinhou que o interesse de Marrocos pela África reflete positivamente sobre a questão da nossa integridade territorial, tanto nas posições de países como nas decisões da União Africana. Consolidando a dinâmica que conhece este dossiê a nível da ONU.














A sua Majestade esclareceu dizendo que "se o ano 2016 é um ano de firmeza e de rigor, ligando a palavra à ação, denunciando assim as manobras que visavam minar os nossos direitos, e o ano 2017 será o ano da clareza e da volta para os princípios e aos modelos para resolver esta disputa artificial sobre o Saara marroquino".



O rei sublinhou ainda que a gestão da crise do "Karakrat", de forma antecipada,  calma e decisiva fracassou as tentativas dos separatistas para mudar a situação do nosso saara; permitindo enterrar o sonho das "terras liberadas", plas quais os inimigos de Marrocos promovem.

 Eis o texto integral do Discurso real:

"Louvado seja Deus, que a paz e bençoes estejam sobre o Profeta, sua família e  seus companheiros,

 Caro Povo

 A Revolução do Rei e do Povo, pela qual se comemora o sexagésimo quarto aniversário, é mais do que uma epopeia nacional, simbolizando a eternidade da comunhão entre um rei combatente e um povo envolvido na luta pela independência de Marrocos e pelo retorno de seu soberano legítimo.

 Este é um momento-importante na história de Marrocos, tendo em vista  seus efeitos salutares que se estendem muito além das fronteiras nacionais para irradiar os limites  remotos da África.

 Este episódio memorável, marcado pelo selo de sacrifício e de fidelidade, foi uma fonte de inspiração para os movimentos de libertação no grande Magreb e  na África austral e boreal.

 Esta épica gloriosa também foi o catalisador de uma consciência aguda e de uma fé crescente na comunidade de destino que une o Marrocos ao seu continente. O vínculo fusional primeiro tomou forma através da luta comum para consolidar a liberdade e a independência. Isso se concretiza depois, em torno da edificação dos Estados africanos independentes, cuja pedra angular foi o respeito da soberania, da unidade nacional e da integridade territorial dos países do continente.

 Hoje, este trabalho de solidariedade prossegue a fim de alcançar o desenvolvimento comum e o progresso compartilhado pelo qual todos os povos africanos aspiram.

 Isso, então, é sem surprisa que o Marrocos, imbuído do simbolismo e dos valores inerentes a essa Revolução gloriosa, adotado desde sua independênia, com respeito ás posições firmes em benefício da África e da tomada de iniciativas concretas em seu favor. Esta fibra africana manifestou-se em particular através de:

- A participação, em 1960, na primeira operação de manutenção da paz no Congo;

- A realização, no mesmo ano em Tanger da primeira reunião da Comissão Africana de Desenvolvimento; e

- A criação inédita, no seio do Governo de 1961 de um ministério para os assuntos africanos cuja missão é apoiar os movimentos de libertação.

 Esses esforços sinceros a favor dos povos africanos foram coroados em 1961 pela realização da Conferência de Casablanca, que levou  aos primeiros passos do estabelecimento em 1963 da Organização da Unidade Africana.

 Assim, o compromisso de Marrocos em defender as causas e os interesses da África não data de hoje. É uma orientação imutável que herdamos de nossos antepassados ​​e que continuamos de forma confiável e orgulhosa.

 Caro Povo

 A escolha de Marrocos para retornar na direção da África não foi o fruto de uma decisão fortuita. Nem foi ditado por cálculos cíclicos ou cálculos efêmeros. Ele é alias a garantia da nossa fidelidade a esta história comum e à expressão de uma fé sincera na comunidade de destino que nos reúne.

 Esta escolha é também o ponto culminante de uma meditação profunda e realista, organizada em torno de uma visão estratégica, inclusiva a longo prazo, e apoiada por uma abordagem gradual fundada sobre a noção de consenso.

 Com foco em um conhecimento profundo da realidade africana, nossa política continental é ilustrada na base de mais de cinquenta deslocamentos efetuados no curso de nosso reinado em mais de vinte e nove países, dos quais 14 foram visitados desde outubro passado. Também se articulam em turno de uma promoção de interesses comuns com vista o estabelecimento de parcerias solidárias e vantajosas para todos.

 Esta abordagem concreta é melhor ilustrada nos mega-projetos de desenvolvimento que lançamos, como o oleoduto Atlântico Nigéria-Marrocos, a construção de complexos de produção de fertilizantes na Etiópia e Nigéria, a implementação de projetos de desenvolvimento humano para melhorar as condições de vida das populações africanas, bem como os serviços de instalações de saúde, e dos estabelecimentos de formação profissional e das aldeias de pescadores.

 Além disso, esta política foi coroada pelo fortalecimento de nossas parcerias econômicas, com o retorno de Marrocos à União Africana e o Acordo de princípio dado para a adesão do nosso país na Comunidade Económica dos Estados da " África do oueste.

 A reintegração por Marrocos á Instituição Continental constitui um importante mudança diplomática na política externa do nosso país.

 É um grande sucesso para a nossa orientação africana, face aos obstáculos que alguns tentaram desenhar no nosso caminho. É também um reconhecimento solene da credibilidade pelo qual Marrocos desfruta junto aos nossos irmãos africanos, uma prova eloquente do lugar privilegiado que nos reservamos em nossos corações.

 Em relação com este evento histórico, gostaria de reiterar meus agradecimentos e meus cumprimentos a todos os países do continente que permaneceram junto a nós e mesmo para aqueles que não apoiaram nosso pedido. Porque estou convencido de que eles vão mudar da posição uma vez que eles medissem a sinceridade de nossas orientações.

 Esse retorno, tão importante e decisivo que é, não é um fim em si mesmo. Porque a África sempre foi e continuará a ser a nossa principal prioridade. O que, em última análise, é importante para nós contribuir para o seu desenvolvimento e servir o cidadão africano.

 Qualquer pessoa que abandone a África ou a subestime por um desinteresse manifesto por quaisquer causas, ou ainda leva a uma política de suborno para garantir as posições favoráveis, isso não deve valer a ninguém além a si mesmo.

 No que nos diz respeito, a África representa o futuro que começa hoje.

 Qualquer um que considere que o retorno à União Africana foi a única motivação atrás de tudo isso que fizemos até agora, mostra que não nos conhece realmente.

 A hora é a ação. E o Marrocos está ansioso para prosseguir os esforços que o leva  no interior do seu continente desde mais de quinze anos.

 Deve-se enfatizar aqui que o retorno de Marrocos para a sua Instituição Continental não afetará suas fortes relações bilaterais com os países africanos. E de alguma forma isso terá um impacto negativo nos projetos de desenvolvimento já existentes com esses países.

 De fato, este retorno é essencialmente, o início de uma nova etapa que será marcada por um trabalho conjunto com todos os países africanos para dar forma a uma verdadeira parceria de solidariedade e de trabalhar em conjunto em prol do desenvolvimento do nosso continente e de satisfazer as necessidades dos cidadãos africanos.

 Atualmente estamos empenhados em construir uma África autoconfiante, unida, solidária em torno de projetos concretos, aberta sobre o seu meio ambiente.

 É ao subscrever essa concepção integrada da África que o Reino formalizou oficialmente a sua vontade de se juntar à Comunidade Econômica dos Estados da África do oueste.

 A este respeito, gostaríamos de agradecer aos líderes dos Estados membros desta comunidade pelo seu acordo de princípio para a adesão de Marrocos a esta entidade regional, como membro de pleno direito.

 Dado que esta Organização é uma extensão natural da União Africana, não há dúvida de que a adesão de Marrocos a esses dois grupos contribuirá para o desenvolvimento econômico e humano do continente.

 É uma decisão política histórica, marco no processo de integração africana, concebida exclusivamente como a síntese de todas as integrações regionais. Isto é ainda mais verdade, do que, em um contexto particular de política internacional, os agrupamentos regionais estarem agora os atores influentes.

 O Reino de Marrocos, recorrendo ao seu estatuto nesta Comunidade, esforçar-se-á por lançar as bases para uma verdadeira integração destinada a servir a África e a realizar as expectativas dos seus povos que aspiram o desenvolvimento e uma vida digna num clima de unidade, de segurança e de estabilidade.

 Caras Povo

 Optamos por prosseguir uma política de solidariedade com o resto dos países africanos, através do estabelecimento de parcerias equilibradas, com base no respeito mútuo e no melhor interesse dos povos africanos.

 De fato, Marrocos nunca procurou a fazer faler o dinheiro como moeda em seus negócios com seus irmãos africanos. Ele, entretanto, fez a escolha de fazer prevalecer a sua experiência e à sua disposição, pois estamos convencidos de que a verdadeira fonte de lucro para as pessoas não é o dinheiro precário, mas a essência imperecedora do conhecimento.

 E esses países sabem bem disso. É por isso que eles estão solicitando a cooperação e apoio do Marrocos e seu apoio aos seus esforços em muitos domínios, e não o contrário.

 De fato, eles estão cientes da disposição que temos para construir parcerias bem sucedidas, enfocando os investimentos e os programas rigorosamente definidos, associando os setores públicos e privados nos países em questão.

 Quanto àqueles que, embora, de fato, a verdade, se esforçam para passar um número de mistificações, notadamente que o Marrocos gasta umas grandes somas na África, em vez de fazer a favor dos marroquinos, responde a estas pessoas que eles não é o interesse do país que os guia.

 De fato, a orientação do Marrocos para a África não vai mudar a nossas posições e nem será à custa das prioridades nacionais. Ao contrário, ela traz uma valia para a economia nacional, ajudando a fortalecer as relações de nosso país com seu Africano profundo.

 Além disso, esta escolha judiciosa se refletiu diretamente e positivamente na questão da nossa integridade territorial, como foi evidenciado pelas posições dos países sobre esta questão e as decisões da União Africana.

 Este novo dado fortaleceu a dinâmica desta questão no nível das Nações Unidas.

 Sob o signo da firmeza e do rigor, 2016 foi também o ano do Acto junto a palavra tendo em vista  a maneira pela qual  foram centradas as manobras engajadas para minar os nossos direitos. Para 2017, é o ano de clareza por excelência e do retorno aos princípios e aos termos referenciais levados para o assentamento desse conflito artificial, suscitado em torno do Saara marroquino.

 Essa abordagem firme e clara ajudou a colocar o processo do regulamento da ONU no bom caminho e bloquear a rota no sentido de prosseguir para um horizonte desconhecido.

 Esta orientação foi reafirmada em abril último no relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas e através das resoluções do Conselho de Segurança. Além de cumprir as referências que moldam o processo de resolução, comprometido e a avaliação positiva da iniciativa marroquina de autonomia, vista como um quadro de negociação aceitável, o foco tem sido estabelecido sob as responsabilidades legais e políticos, implicando esta parte neste conflito regional.

 Levado ao mesmso tempo com serenidade e firmeza, a gestão pró-ativa da crise de El-Guergarate, permitiu vencer as tentativas de mudar a situação, envolvendo a nossa Saara e desmistificar a quimera mantida pelo Inimigos de Marrocos em torno dos supostos "territórios liberados".

 Paralelamente, a proposta marroquina de autonomia tem sido apoidada e sustentada, por um número crescente de países que retiraram o seu reconhecimento para esta entidade fantasmagórica, bem como a regularização do quadro jurídico regindo a parceria econômica entre Marrocos e muitos grandes poderes.

 Caro Povo

 A Revolução de 20 de agosto não foi apenas um evento saliente na história de Marrocos. Mas ele também foi um consequência importante e das extensões significativas nas esferas magrebís e africanas.

 Hoje, temos uma grande necessidade de tornar nossos valores de sacrifício, de fidelidade e de autodidação permanente para suportar a tocha desta Revolução renovada no cenário nacional e continental.

 Foi armado com estes princípios e dotado de um forte senso de trabalho coletivo que será capaz de enfrentar os desafios complexos e que nos afligem, para finalizar o processo de desenvolvimento global e consolidar a segurança e a estabilidade que exigem estes povos da região.

 Aliás, Saudamos o trabalho sério e a mobilização eficaz da diplomacia marroquina que trabalha para defender os interesses de Marrocos, fortalecer a credibilidade pelo qual goza a nível internacional e estendendo o seu alcance á nível regional, continental e internacional.

Caras Povo,

É com uma viva emoção e profunda lembrança que lembro nesta ocasião a memória de Minha Família durante seu exílio em Madagascar, onde esteve o ano passado.

 Durante essa estadia, consegui medir todo o carinho sincero e a consideração que o povo malgaxe preservou para a família Alawite. Lembrando da memórias comovente e tomei o conhecimento de certas relações humanas cordiais, tecidas no tempo entre a população malgaxe e os membros da Família Real, apesar das dolorosas condições do exílio e da pesada restrição de ser a mil lugares da pátria mãe.

 Também temos um pensamento emocional e deferente para os valentes mártires da Pátria, tendo em primeiro lugar, o Nosso Venerável Avô, Sua Majestade o Rei Mohammed V e o Nosso Pai, Sua Majestade o Rei Hassan II, que Deus esteja com suas almas.

 Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh "


 

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