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quinta-feira, 13 de agosto de 2020
 
 
 
Discursos Reais

Sua Majestade o Rei Mohammed VI, pronunciou na terça-feira um discurso perante à sessão solene do Alto Nível da 22ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP 22), realizada em Marrakech de 07 a 18 de novembro 2016.





Eis a seguir o texto integral do discurso real,

"Louvado seja Deus Paz que a paz e a salvação esteja sobre o Profeta, sua família e seus companheiros;

Majestades, Excelências e Altezas;

Senhor o Secretário-Geral das Nações Unidas,

Excelências, Senhoras e Senhores;

Tem honra de desejá-los ben-vindos  no Reino de Marrocos, uma terra de diálogo e convivência, de encontro entre as civilizações para participar na vigésima segunda sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre    as Mudanças Climáticas.

A organização desta conferência em Marrocos, pela segunda vez, após a sessão de 2001, reflete o nosso compromisso com o quadro multilateral para enfrentar os desafios internacionais: O fato que Marrakech acolhe hoje esta conferência prova do interesse que atribuímos às questões ambientais e climáticas, entre as prioridades do Reino:

De fato, o nosso país conta entre os primeiros estados a ter contribuído para a emergência de uma consciência mundial quanto às mudanças  climáticas, e tem sido desde a minha participação em 1992 na Cimeira da Terra no Rio, onde, em minha qualidade de príncipe herdeiro na época, eu liderei a delegação de Marrocos.

Hoje, a Conferência de Marraquexe constitui um marco no processo de implementação do Acordo histórico de Paris.


De fato, a humanidade enteira tem grandes esperanças nas decisões a ser tomadas durante esta conferência. Na verdade, ela espera mais do que o anúncio dos compromissos e dos princípios para frear o aquecimento  climático e mitigar seus efeitos.

Ela aspira pelo contrário, as decisões ajudando a salvar o futuro da vida na Terra e de tomar iniciativas concretas e medidas práticas, capazes de preservar os direitos das gerações futuras.

Além disso, a realização desta conferência na África nos incita a dar prioridade à necessidade de remediar aos impactos negativos das mudanças climáticas, que não cessam de afectar os países do Sul e as nações insulares ameaçadas em sua existência.

Majestades, Excelências e Altezas,

Nos últimos quinze anos têm visto espalhar um discurso focado sobre as questões de meio ambiente e ao aumento do número de associações envolvidas em sua defesa. O mais importante e que elas têm sido marcadas por uma tomada de consciência quanto à necessidade de proteger o meio ambiente.

Apesar da emergência dessa consciência positiva, pergunta se estamos no caminho certo? Se este processo comum beneficia de coordenação e de colaboração entre todos os atores?

A diferença é grande entre os países e regiões quanto à cultura relativa ao meio ambiente. Além disso, as prioridades entre os chamados países industrializados avançados não são os mesmos para com os países em desenvolvimento. O que também importante é o espaço entre os em termos de meios.

Se é normal que cada partido defende os seus interesses, as decisões tomadas e impostos não são, no entanto, sempre ao alcance de todos os países.

Também, é necessário unificar a educação às questões ambientais e sensibilizar sobre seu papel decisivo na salvaguarda do futuro da humanidade.

Aqui, eu reitero que Marrocos vai consagrar seus esforços, durante seu mandato, e os recursos financeiros disponíveis durante esse curto período, para completar esta missão difícil e nobre


Majestades, Excelências e Altezas,

O compromisso assumido é de enfrentar o problema da mudança climática, através da implementação do Acordo de Paris, traduzindo a nossa determinação comum para reforçar a solidariedade entre  as gerações.

Esta implicação, uma necessidade moral e um dever humano, deve ser apoiada com fé na inevitabilidade de um destino comum e de uma sincera solidariedade entre o Norte e o Sul para respeitar a dignidade humana.

Muitas promessas foram feitas em muitas conferências anteriores. Mas a nossa conferência de hoje é aquela da verdade e da clareza; uma conferência para assumir a responsabilidade diante de Deus, da história, e do nosso povo


Nossas conferências e nossos acordos, pergunto se terão um significado se deixarmos os grupos mais vulneráveis, ai nas ilhas ameaçadas de disparição e nos campos enfrentando o risco de desertificação na África, na Ásia e  na América Latina, face aos seus destinos pesados e de perigo?


O problema do ambiente é um assunto delicado que deve ser abordado com toda a seriedade e responsabilidade necessárias.


A era colonial é terminada, todo como a lógica que consiste a impor as decisões. Na verdade, o desafio é a existência do homem que exige de nos trabalhar juntos lado a lado para protegê-la.


Assim, não deve forçar os países desde o início para aceitar as decisões que não estejam em conformidade. No entanto, isso não significa que eles as rejeitam, uma vez que eles não têm os meios para implementá-las.


Majestades, Excelências e Altezas,


O custo da espera e da falta do impetativo para combater as alterações climáticas e seus efeitos, terão as consequências graves, colocando em perigo a segurança e a estabilidade, e induzindo à extensão de tensão e crises através o mundo.


Em nome do destino comum e em nome de nossa responsabilidade histórica, exorto todas as partes a trabalhar em prol de nosso compromisso com os valores da justiça e da solidariedade, através de:

Primeiro: a possibilidade oferta aos países do sul, particularmente os países menos desenvolvidos e os Estados insulares, para beneficiar de apoio financeiro e técnico urgente que lhes permitam reforçar a capacidade de adaptação diate das alterações climáticas;

Segundo: o cumprimento dos países desenvolvidos perante seus compromissos e suas mobilizações no horizonte de 2020, dos centenas de bilhões de dólares, no mínimo, que foram sido a pedra angular do Acordo de Paris;

Terceiro: o envolvimento de todas as partes interessadas para facilitar a transferência de tecnologia e a necessidade de trabalhar para o desenvolvimento da investigação e  da inovação no domínio do clima; e

Quarta: a contribuição de atores não-governamentais, empresas, autoridades locais e associações da sociedade civil, com um forte dinamização das iniciativas: "Ação Global pelo Clima."

Majestades, Excelências e Altezas,

O Reino de Marrocos não tem poupado nenhum esforço para aumentar as contribuições, no quadro da dinâmica global visando a reduzir o aquecimento  climâtico e mitigar seus efeitos.

De fato, Marrocos, que foi um dos primeiros países tem anunciado a sua contribuição prevista determinada a nível nacional, se comprometeu recentemente a reduzir as emissões.

Da mesma forma, ele tomou medidas concretas para assegurar, no horizonte 2030, 52% de sua capacidade de electricidade nacional a partir de fontes de energia proprias.

No mesmo sentido, propusemos uma série de iniciativas no âmbito da aplicação do Acordo de Paris, notadamente no que diz respeito à adaptação e o financiamento, cuja iniciativa adaptação à agricultura em África.

Majestades, Excelências e Altezas,

O resultado desta conferência será decisiva para o futuro da nova geração das conferências das partes, que incidirão se focalizar sobre a iniciativa e a ação.

Assim, o Acordo de Paris não é um fim em si mesmo. Os resultados da Conferência de Marraquexe são, alias, um verdadeiro teste para medir a confiabilidade dos compromissos que assumimos e a credibilidade das partes  que foram anunciadas.

Chegou a hora para tratar da situação actual. Nós não temos outra escolha a não ser trabalhar para recuperar o atraso através da mobilização contínua e abrangente, bem como da coesão construtiva para garantir que as sucessivas gerações asseguram uma vida digna e sustentável.

Em conclusão, reiteramos os nossos votos de bem-vindo na cidade vermelha de Marrakech e pedimos ao Todo-Poderoso para coroar os trabalhos desta importante conferência com sucesso e prol de toda a humanidade.

'Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh' 

-Notícias sobre a questão do Saara Ocidental / Corcas

 

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