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quinta-feira, 13 de agosto de 2020
 
 
 
Discursos Reais

Marrocos compromete-se a segurança e a estabilidade regional e determinado a reforçar a sua contribuição em prol da defesa dos interesses do continente, com seus países irmãos e no seio da UA.

Sua Majestade o Rei Mohammed VI, que Deus o assiste, pronunciou um discurso quarta-feira na abertura da "Cimeira africana de Acção ", realizada em Marrakech, na margem da 22° Conferência  das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as  mudanças climáticas (COP22)).


No que se segue o texto integral do discurso real,

"Louvado seja Deus que a Paz esteja sobre o Profeta, sua família e seus companheiros,

Majestade, Chefes de Estado e de Governo dos irmãos africanos,

Excelências, Senhoras e Senhores,

O Reino de Marrocos e em particular a cidade de Marrakech, tem o prazer de recebê-los para a "Cimeira africana de Acção", organizada na margem da COP 22.

Vossa presença nos honra, e testemonha o seu compromisso com a África e preocupação pelo futuro e seu destino.

Eu tomei a iniciativa de convidar para esta cimeira, para que o nosso Continente harmoniza a luta contra as mudanças climáticas, e a acção a favor do desenvolvimento sustentável.

Concretizar os projetos regionais e transnacionais estrutrurados, este é o desafio que eu convido a enfrentar;.

Proponho desenhar uma África resistente às mudanças climáticas, uma África que se engaja firmemente no caminho do desenvolvimento sustentável;

É uma África que utiliza seus recursos de forma otimizada, respeitando os equilíbrios ambientais e sociais;

Esta é uma África que vai agir com vista o desenvolvimento inclusivo, de acordo com o que faz sua identidade: a cultura da partilha, da equidade e da solidariedade.

Antes de ir mais longe nas minhas palavras, gostaria de levantar um ponto chave.

Enquanto o discurso que suscita, a justo tîtulo, o futuro de nossa planeta, e o interesse que lhe atribui em particular uma sociedade civil ativa, são bem reais, mas, perguntando se existe entrentanto objectivos comuns na ação? Gostaria de examinar a este sujeito, dois elementos fundamentais,

Primeiro, há, entre o Norte e o Sul, uma disparidade de culturas em termos ambientais; ela é ligada às prioridades e aos meios

É neste senido que é preciso harmonizar ou unificar a educação ambiental; a Presidência marroquina vai engajar-se durante o seu mandato;

Além disso, pergunta se  precisa lembrar que o tempo da colonização terminou, que tal decisão imposta não pode ser produtiva? Tem de lembrar também que os atores não poupam nenhuma força de engajamento, nem de boa vontate; mas a pergunta o que os leva a deixar seus objetivos?

Excelências, Senhoras e Senhores,

África paga um pesado tributo na equação "clima" e representa, sem  nenhuma dúvida, o continente mais penalizado;

De facto, o aumento das temperaturas, a mudança das estações, as secas recorrentes empobrecem a biodiversidade do nosso continente, destrõem os ecossistemas e põem em risco o seu progresso, a sua segurança e sua estabilidade.

No entanto, o nosso continente emite apenas 4% dos gases de efeito estufa.

Alias as mudanças climáticas na escla mundial dificultam muito o desenvolvimento da África, e ameaçam seriamente ameaçam os direitos básicos de dezenas de milhões de africanos.

O nosso continente constitui, portanto,  o centro de todas as vulnerabilidades

A África já tem 10 milhões de refugiados pelo clima. Em 2020, quase 60 milhões de pessoas serão deslocadas devido à escassez de água, se nada não for feito neste domînio.

A grande reserva de água doce constituido antes pelo Lago Chade, ele já perdeu 94% de sua superficie, e ameaçado de secagem definitivo!

4 milhões de hectares de floresta, seja mais que o dobro da média mundial, desaparecem todos os anos.

Embora a agricultura, principalmente de subsistência, emprega 60% de mão de obra africana, nossas culturas foram fortemente perturbadas, e nossa segurança alimentar altamente ameaçada.

Os rendimentos agrícolas do nosso continente poderia, assim, abaixar de 20% em 2050, num mesmo momento em que a nossa população terá dobrada.

Muitas pares e inteiras partes do litoral, quase um terço da infra-estrutura costeira, seria submerso.

As epidemias de origeml hídrica, que causam anualmente milhares de mortes, serão erradicadas, em razão de uma condição criada das infrastruturas   de tratamento de águas residuais.

Enfim a degradação das terras e dos recursssos naturais possam contiunar a representar a causa principal da maioria dos conflitos transnacionais na África.

Excelências, Senhoras e Senhores,

O Acordo de Paris sobre o clima, adotado para a satisfação de todos, consagra o princípio da responsabilidade comum e diferenciado.

É importante que o nosso continente exprime de uma só voz, que ele exija justiça climática e mobilização de recursos necessários, que emitem  propostas concertadas em mateira de luta contra as mudanças climáticas.

Estamos diante de quatro imperativos;

- Identificar as medidas da acção ao financiamento necessário, para organizar os esforços da adaptação Continente.

- Identificar os mecanismos a pôr em prática para apoiar a implementação de programas emblemáticos.

-Reforçar a capacidade institucional do nosso continente.

- Enfim, aproveitar as oportunidades e estudar as implicações de um desenvolvimento de baixo carbono nos domînios de energia, de inovação, de tecnológica, ou, de empregos "verdes".

Excelências, Senhoras e Senhores;

Os actores africanos fizeram prova de uma notável dinâmica durante os dias  de temáticos da COP 22.

Além de serem detentores de iniciativas, elas fizeram parte de muitas coalizões, alianças e redes da "Agenda Global de Ações pelo Clima."

Alegro-me com essas ações continentais e regionais. Elas favorecem a resiliência do nosso Continente, face á ameaça da mudança climática, ela permite uma co-emergência sustentável do nosso Continente.

Meus irmãos chefes de Estado terão a ocaisão hoje de tratar de projectos que suportem e animam.

É de nossa responsabilidade trazer um apoio político a essas iniciativas, mobilizar recursos e competências necessárias para a sua implementação, e colocá-los em perspectiva e em coerência.

Excelências, Senhoras e Senhores

O Reino de Marrocos é um actor empenhado na consolidação da segurança e da estabilidade regional.

Como tal, é determinado a reforçar a sua contribuição para a defesa dos interesses vitais do continente, junto com outros países irmãos, e logo no interior da União Africana.

Forte desenvolvimento em curso, de seu ambicioso programa no campo das energias renováveis, Marrocos coloca sua expertise à disposição dos seus parceiros.

Implicando activamente em projectos dedicados à África, o reino contribui hoje para envolver os novos parceiros, públicos e privados, bem como a estruturar e os mecanismos da governança.

Além disso, ele animrá um rede Africano de especialização climática, a partir do "Centro de Competência no âmbito dq Mudança do Clima" instalado em Marrocos.

Sensível à vulnerabilidade do sector agrícola, e consciente de sua importância vital, Marrocos se mobilizou para alcançar a iniciativa "Adaptação da Agricultura Africana" ou "Triple A':"

Este dispositivo inovador favorece a adoção e o financiamento de soluções para a produtividade e a segurança alimentar:

Enfim, interpelado pela quota-parte atribuída à África, em termos de recursos dedicados à luta contra as mudanças climáticas, Marrocos considerou o financiamento como a prioridade da COP22:

Além do envelope previsto a partir de 2020, pelo Acordo de Paris, a Presidência marroquina é interessada pela mobilização de fundos públicos, da diversificação das estruturas financeiras, e da facilitação do acesso aos fundos dedicados  ao clima

Além disso, Marrocos encoraja a implentaçao de Fundo Soberano para desenvolver as infra-estruturas verdes em África:

Excelências, Senhoras e Senhores;

Os nossos parceiros do Sul e do Norte, bem como as instituições internacionais e regionais, dedicadas a financiar o desenvolvimento, têm um papel crucial a desempenhar no esforço colectivo Africano.

Agir por nós mesmos e para nós mesmos é um imperativo. Associar nossos parceiros estratégicos é deronavante uma necessidade.

Convencido de que a mutualização de nossos esforços e da cooperação com os nossos parceiros estratégicos, contribuem para colocar fim a injustiça climática que afeta nosso continente.

Esta dupla ação irá promover a realização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: 12 dos 17 estão ligadas, direta ou indiretamente, à mudança climática.

Em conclusão, gostaria de vos assegurar que o meu país vai tomar todas as ações necessárias, e não poupará nenhum esforço para fazer entender  a voz da África nas negociações formais, bem como na implementação da "Agenda  global para a Ação do Clima" ".

Forulo o desejo que o encontro de hoje seja uma étapa decisiva, um encontro construtivo e de expressão, perante a história, do nosso compromisso a favor  das gerações futuras.

Obrigado pela sua atenção.

Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh ".


-Notícias sobre a questão do Sara Ocidental / Corcas

 

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