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quinta-feira, 13 de agosto de 2020
 
 
 
Discursos Reais

O retorno de Marrocos no seio da UA permite de defender seus legítimos direitos, frustrar as manobras dos inimigos da integridade territorial, contrários as bases aprovadas pelas Nações Unidas e pelas posições dos Estados Africanos

A consolidação do processo democrático, o desenvolvimento e o reforçamento da política africana de Marrocos contribuem no sentido de imunizar a unidade nacional e a integridade territorial do Reino, afirmou, domingo, em Dakar, o Rei Mohammed VI.




Sua Majestade o Rei: "A política africana de Marrocos não se limitará a África Ocidental e Central.  Assegurando que haja uma dimensão continental, e que engloba todas as regiões da África "

Dirigindo a você hoje, pela ocasião do quadragésimo primeiro aniversário da Marcha Verde, desde a cidade de Dakar, capital do Senegal, irmã, eu sei que tu não estejas surpreendido por uma tal decisão. De facto, o Senegal estava entre os estados participantes neste épico nacional, ao lado de outros países africanos e árabes. Este país é tão querido para nós todos, tem sido sempre na frente dos defensores da integridade territorial e dos interesses do Reino.

Mais ainda, ele demonstrou por atos e palavras, em várias ocasiões, que ele considera a questão do Saara marroquino como a sua própria causa nacional. 

Os Marroquinos não vão esquecer a sua posição solidária e corajosa, durante na saída de Marrocos da Organização da Unidade Africana em 1984. De fato, o ex-presidente Abdou Diouf, havia estimado que não pudéssemos conceber  esta organização sem Marrocos. A mesma postura foi expressa na época por muitos países africanos como a Guiné, o Gabão e o ex-Zaire

Eu escolhei também o Senegal devido ao lugar especial que ele ocupa na África, graças ao seu modelo democrático histórico e social, a sua estabilidade política e social e seu dinamismo económico. Somado a isso as relações de fraternidade, de solidariedade e de  comum destino, que unem, ao longo da história, os povos senegaleses e marroquinos, como um povo, um representando o prolongamento natural do outro, numa simbiose singular entre os dois países independentes respectuosos por suas características mútuas.


Caro Povo,
Se estou dirigindo a você, neste mesmo dia do ano passado, a partir de Laayoune, no Saara marroquino, ao sujeito da África, eu me dirijo a você agora do coração da África ao sujeito do Saara marroquino. Este discurso, pronunciado a partir desta terra acolhedora, reflete o interesse que tenomos por nosso continente. A política africana de Marrocos não será limitado a África Ocidental e Central. Vamos assegurar ainda que leve a dimensão continental, e que abrange todas as regiões da África
 
É neste contexto que temos efctuado visitas a Ruanda e Tanzânia, apesar que as relações com o Leste Africano não  foram bastasse suficientes, não por negligência ou omissão, mas em razões objectivas como a língua, a distância geográfica e as diferenças de património histórico. Impulsionado por um compromisso compartilhado com a forte liderança desses estados, decidimos dar um novo impulso às relações económicas e políticas entre os nossos países, dado o peso político que representa esta região e o potencial económico e as vantagens estratégicas pelas quais dispõem.

Eu julgei então bem esta turnê e sem precedentes compartilhar com você, Caro povo, os resultados dessas visitas. os primórdios da abertura sobre este espaço africano, importantes foram aparentes com a visita do nosso irmão, Sua Excelência o Presidente Paul Kagame, Presidente da República do Ruanda, que efectuou uma vista a Marrocos, em junho passado. Além disso, nossa visita a Ruanda tem sido bem sucedido neste sentido, lançando as bases para uma parceria promissora em vários campos, e fazendo desta parceria um eixo fundamental para o desenvolvimento das nossas relações com esta região
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Quanto a nossa visita a Tanzânia, ela reflete a estima que Nós trouxemos, dado o seu estatuto regional, a sua dimensão geográfica,  o seu peso demográfico, bem como o nosso compromisso de coordenação com este País sobre as questões regionais e internacionais. Também, já iniciei contatos com as autoridades da República da Etiópia, e começamos - se Deus quiser - uma nova etapa de nossas relações com este país. Isso será, portanto, o primeiro passo da segunda turnê em certos países da África sub-Saharianos, sempre no âmbito da volta de Marrocos a esta instituição continental


Caro Povo,

A reintegração pelo Marrocos da União africana não é uma decisão tática, nem que ela obedece aos cálculos cíclicos. Ela é, antes, o resultado lógico de uma reflexão aprofundado. E quando anunciarmos o nosso retorno, nos não solicitamos a permissão de ninguém para obter o nosso direito legítimo. De qualquer forma, o Marrocos está de volta para recuperar o seu lugar natural. Ele disponha de uma maioria esmagadora para ocupar  o seu lugar na família institucional africana.

Marrocos, que não interfere na política interna dos países, nem menos que não segue uma política de divisão, confiante de que todas as partes reagirão com toda a sabedoria necessária e com toda responsabilidade diante desta decisão, de maneira  a defender a unidade da África e os interesses de seus povos. Com efeito, esta decisão é o culminar de nossa política  africana e  da acção de solidariedade que Marrocos leva junto com muitos outros países do continente, para assegurar a promoção do desenvolvimento económico e humano ao serviço do cidadão africano. Para além da cooperação bilateral e com o conjunto das regiões, esta volta permite a nosso país envolver nas estratégias dos desenvolvimentos sectoriais da África e contribuir eficazmente para enriquecer a experiência singular que Marrocos tem acumulado em muitos setores.

Tratando de questões e dos importantes problema, o retorno de Marrocos na sua família institucional o permite ter a capacidade de levar a voz do continente em fóruns internacionais. Ele permite também prosseguir e reforçar o seu compromisso no sentido de encontrar soluções objetivas para esses problemas, e respeitando os interesses e especificidades dos povos africanos. A este respeito, temos no coração o interesse para continuar a contribuir para a consolidação da segurança e  da estabilidade em diferentes regiões que vivem em situações de tensão e de guerra, obrando  assim para a resolução de litígios por meios pacíficos.

Esse retorno será também uma oportunidade para Marrocos reforçar a sua participação nos esforços  continentiais e lutar contra o extremismo e o terrorismo, que hipoteca o futuro da África. Além disso, estamos comprometidos a partilhar a nossa singular experiência, reconhecida mundialmente, com nossos irmãos africanos, quer no campo da cooperação de segurança ou na matéria de luta contra o extremismo
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Em relação à questão da migração, o nosso país vai prosseguir os seus esforços para remediar as causas reais deste fenómeno, ligando o desenvolvimento e adotando uma abordagem humanitária e solidária, protegendo os direitos dos imigrantes, e preservando sua dignidade. 

Tendo consciente que a África está entre  as regiões as mais afetadas devido às mudanças climáticas. Temos considerado que a Conferência do Clima, cujos trabalhos começam esta semana em Marrakech, esteja uma conferência para a África. Além disso, chamamos para a realização de uma cimeira africana, à margem desta conferência, a fim de desenvolver uma visão comum para defender as reivindicações do nosso continente, especialmente em relação ao financiamento e à transferência de tecnologia


Caro Povo,

O retorno de Marrocos na sua família institucional continente não mudai nada nas nossas posições imutáveis sobre o Saara marroquino. Em vez disso, ele irá permitir-nos defender os nossos direitos legítimos e corregir os contra-verdades divulgados pelos opositores da nossa integridade territorial, notadamente no âmbito da Organização africana. Engajamos também no sentido de frustrar suas táticas que visam a envolver esta organização em decisões contrárias às bases adotadas pela Organização das Nações Unidas para a resolução deste conflito regional artificial, e em contradição com as posições da maioria dos estados do continente.


Caro Povo,

Nossa política em África, graças a Deus, foi coroada  com sucesso, começando a dar frutos, tanto em termos de posições políticas à questão da nossa integridade territorial como quanto ao reforço da presença económica de Marrocos e o desenvolvimento de suas relações com os países do continente. De facto, hoje, Marrocos é uma potência  política influente e que goza de estima e  de credibilidade não só com os líderes de países africanos, mas também aos olhos de seus povos. Aspirando que a futura política do governo esteja abrangente e integrada vis-à-vis da África, e esteja vista como um todo. Esperando também que os ministros se apegam à África o mesmo que eles acordam as suas missões de passagem  pelo Ocidente,

Marrocos necessita de um governo sério e responsável. No entanto, a formação do próximo governo não deve ser um assunto de aritmética, onde se trata de satisfazer os desejos dos partidos políticos e de constituir uma maioria numérica, como se for o caso  de   compartilhar um espólio eleitoral. O governo é, em vez disso, um programa claro e as prioridades definidas em relação às questões internas e externas, e com a África em primeiro lugar. Um governo capaz de superar as dificuldades herdadas de anos anteriores, e com respeito aos compromissos de Marrocos vis-à-vis de seus parceiros.

O governo é uma estrutura eficaz e harmoniosa que se adapta ao programa e às prioridades. É um conjunto de competências qualificadas, com  as atribuições departamentais bem definidas. Eu vou assegurar, portanto, que a formação do próximo governo esteja feito em conformidade com os critérios e seguindo uma metodologia rigorosa. E eu não vou tolerar qualquer tentativa de se afastar disso. De facto, os marroquinos esperam que o próximo governo esteja altura desta étapa decisiva.


Caro Povo,

Estamos convencidos que a consolidação do processo democrático, do desenvolvimento e do reforço da nossa política africana contribuem no sentido de imunizar a unidade nacional e a integridade territorial do país. Na verdade, nossas províncias do Sul, graças a Deus, são fortes pelos laços marroquinos de seus filhos e do sistema político de seu país. Isso se reflete em sua participação massiva em várias eleições e suas implicações com toda liberdade e responsavelmente na gestão de seus assuntos locais. Eles são ambiciosos para com a causa de seu próprio modelo de desenvolvimento e dos projetos que foram lançados.
Estas províncias possuem também todo o potencial em termos de segurança,  de estabilidade e das infra-estruturas que as permitam tornar-se um centro de desenvolvimento integrado e agindo no seu contexto regional e continental, como um eixo de cooperação económica entre Marrocos e sua profundidade africana. Assim, o desenvolvimento e a estabilidade de nossas províncias do sul constituem um fardo histórico e uma responsabilidade nacional que todos devem assumir com dedicação e com um espírito de cooperação e de solidariedade.

Nesta ocasião, temos um pensamento movido e de deferência para a memória da Marcha 'Verde Verde', Nosso pai agosto, Sua Majestade o Rei Hassan II, que Deus esteja com sua alma, bem como para com os mártires valentes da pátria. Nós prestamos também homenagem à mobilização constante para os membros de nossas Forças Armadas Reais, em todas suas componentes, sob o nosso comando, pela sua dedicação em prol da defesa da unidade e da soberania do país, bem como pela  preservação da sua segurança e a sua estabilidade.

Wassalamou alaykoum wa rahmatoullahi wa barakatouh

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