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quinta-feira, 13 de agosto de 2020
 
 
 
Discursos Reais

Sua Majestade o Rei Mohammed VI, que Deus o assiste, dirigiu neste sábado, 20 de Agosto 2016, um discurso à nação, por ocasião do 63 ° aniversário da Revolução do Rei e do Povo.

Eis o texto integral do discurso real a seguir.





"Louvado seja Deus que a Paz e a salvação estejam obre o Profeta, sua família e seus companheiros

Caro Povo;

Comemorando os acontecimentos históricos, não é somente para evocar a memória, mas é também para refletir os valores e os princípios que inspiraram  as gerações anteriores a vontade de construir o presente e abordar o futuro, com toda confiança:

A comemoração da gloriosa Revolução do Rei e do Povo  não é uma excepção  desta regra, isso é ainda mais  que se trata de uma revolução renovada cuja tocha é passada de geração em geração:.

Se ela é encarregada  de significados nacionais imutâveis legados aos apegos  dos marroquinos ao seu rei, e ao sacrifício consentido pela liberdade e independência do país, bem como pelo significado que refletem a amarração de Marrocos ao quadro Magrebino  e Africano;.

Esta etapa  histórica traduz a marca da coordenação e da solidariedade entre os Chefes da Resistência marroquino e da Frente da Libertação Nacional argelina.

De facto, foi acordado para fazer do segundo aniversário da Revolução de 20 de Agosto, uma oportunidade de estender a revolução para todos os países do Magrebe; O que levou a revoltas populares em diferentes partes de Marrocos e  da Argélia.

Além disso, a Resistência marroquina  apoiou materialmente e moralmente a Revolução argelina, exposta a uma violenta campanha engajada contra às forças coloniais que pretendiam aniquilar a resistência antes mesmo de celebrar o seu primeiro aniversário.

A revolta e esta solidariedade contribuiram para a reavivar a Revolução argelina. Tanto e assim que a termo os dois países desempenharam um papel importante na libertação e na independência da África.

Hoje, tendo em vista às circunstâncias que atravessam os povos árabes e a região do Magrebe, precisamos mais do que nunca do espírito de solidariedade, para fim de enfrentar os desafios comuns em matéria do desenvolvimento e da segurança.

Aspiramos assim o renovamente deste engajamento e desta solidariedade sincera que uniu sempre os povos argelinos e marroquinos para continuar a trabalhar em conjunto com sinceridade e boa fé, servindo as causas do Magrebe e dos árabes; bem como fazer face aos desafios que ameaçam o continente Africano.

Caro Povo;

Os problemas que afligem os países africanos actualmente, notadamente aqueles ligados ao subdesenvolvimento, a pobreza, as migrações, as guerras e  aos conflitos, além da tentação do desespero, de cair  nas manobras de grupos extremistas e dos terroristas, tantos são os maux da política desastrosa que o colonialismo practicou ao longo de décadas.

Saqueado da riqueza do continente, hipotecado do potencial e do futuro dos seus cidadãos, iosmpedido da sua marcha rumo ao desenvolvimento e semeado das sementes da discórdia entre os seus estados.

Mas, apesar do grande dano que o colonialismo tem causado, convencidos de que a África é capaz de assegurar o seu próprio desenvolvimento e mudar, por si só o seu destino, graças à forte determinação de seu povo, do seu potencial humano e de seus recursos naturais.

De facto, a nossa decisão da reintegração do Marrocos de forma  natural a sua família institucional continental, é uma ilustração deste engajamento de avançar no sentido de prevalecer as causas do seu povo.

Porque a África para Marrocos, é mais do que uma localização geográfica e laços históricos. Ela evoca, de facto os, sinceros sentimentos da afecção e  de consideração humana e profunda dos laços espirituais e das relações de cooperação frutuosa e da solidariedade concreta. É, afinal, a extensão natural e a profundidade estratégica de Marrocos.

Esta relação multi-dimensional coloca Marrocos no coração da África, e proporciona para a África um lugar no coração dos marroquinos. E é por isso que foi inscrita no centro da política externa do nosso país.

Convencidos de que o interesse de Marrocos, é também o interesse da África e do seu futuro que não pode ser  concebido sem ela. Acreditando que o progresso e a estabilidade sejam compartilhados ou não.

O Marrocos dá sempre às pessoas de seu continente sem esperar para receber uma contrapartida. Seu engajamento e para com as causas e as preocupações da África sem nunca ser motivado por uma vontade de exploração de suas riquezas e  de seus recursos naturais, ao contrário do que se desinha pelo neocolonialismo.

Embora seja natural que Marrocos  tira beneficio da cooperação com seus irmãos africanos, insistindo sempre que seja aproveitado mutuaeimente.

Nós não consideramos a África como um mercado para a vender os rodutos marroquinos, ou um quadro para um lucro rápido, mas ao contrario como um espaço de ação conjunta para o desenvolvimento da região, do cidadão Africano.

É neste contexto que Marrocos, ao lado dos Africanos; levados a realização de projectos do desenvolvimento humano e da prestação social tendo com impacto directo na vida do povo da região.

Assim, Marrocos não se limita para exportar medicamentos, mas ele procura construir laboratórios farmacêuticos, e construir instituições e outros centros de saúde.

Além disso, ele realiza infra-estruturas e centros de formação profissional e técnica, bem como os projetos da geração de emprego, tais como as vilas de pescadores. Bem como traga seu suporte aos pequenos agricultores e promove a preservação dos ecossistemas.

A melhor prova disso é o projeto de protecção e exploração da Baía de Cocody em Abidjan, como parte de um modelo original da cooperação entre empresas públicas em questão, Marrocos e Costa do Marfim, pela adesão  activa do sector privado entre os dois  países.

Esta visão integrada de solidariedade que rege as relações de Marrocos com seus irmãos na África, exige de todos os atores abrir-se sobre esta oportunidade e inscrever  e assumindo as suas responsabilidades e que eles cumpram os seus compromissos e manter intacta a credibilidade de Marrocos.

África, para nós, não é um objetivo; é sim uma vocação em prol do cidadão Africano, onde quer que esteja.

O interesse que levamos é para a melhoria das condições de vida no seu país, é o  mesmo do qual  beneficiam os migrantes africanos em Marrocos, diferentement do que eles enfrentam em muitas partes do mundo.

Caro Povo,.

Marrocos é considerado entre os primeiros países do sul a saber adoptar uma política de solidariedade autentica  para acolher os  migrantes subsarianos ; de acordo com numa abordagem humana integrada que protege os seus direitos e preservar a sua dignidade.

Para implementar esta política, nosso país, sem condescendência, nem  arrogância; nem menosprezo, nem  discriminação, procedeu à regularização de imigrantes, de acordo com critérios razoáveis e equitativos, criando as condições adequadas para estabelecer,  trabalhar e viver com dignidade na sociedade.

Isto não tem  nada de surpreendente quando anota a recepção pelos marroquinos de seus hospedes. De facto, as qualidades de hospitalidade, de bemvindo e de cordialidade, enraizados na nossa cultura e nas tradições antigas do povo marroquino:.

Naturalmente, nossos irmãos africanos encontram  algumas dificuldades no Marrocos, mas estas dificuldades  não são ligadas nem sua cor,  nem a sua nacionalidade, ou ao seu estatuto de migrante. Além disso,eles  gozam dos mesmos direitos.

Anotamos com grande consideração e satisfação o que faz a particularidade de estes imigrantes, a saber  um bom caráter e uma boa conduta para com os outros, o trabalho duro e, o respeito da lei, dos valores sagrados e constantes dos marroquinos.

Quero reiterar que apenas fazemos cumprir o dever vis-à-vis desta categoria,dado que se trata  de pessoas cuja precaridade os levou a arriscar suas vidas e deixar suas famílias e seus países.

Esta política humanitária permitiu ao nosso país a co-presidir com Alemanha, o Fórum Global para a Migração e  o Desenvolvimento para 2017 e 2018.

Marrocos tem por muito tempo recusado os métodos usados por alguns para tratar das questões de migração, métodos que se mostraram, no entanto, ineficaz. Por contras, é orgulhoso de seus esforços em matéria do acolhimento e da integração dos imigrantes. E Marrocos não deixa esta prática e abordagem humanitária.

Quanto àqueles que o criticam, eles fariam melhor, antes de procurar uma briga, de oferecer aos imigrantes não seria o que uma pequena parte do que temos realizado nesta área.

Lamentamos os desvios ou os excessos que marcaram a gestão de questões da migração na região do Mediterrâneo, fazerndo frente a qualquer   política real de integração dos imigrantes.

O que é oferecido no máximo, são  as oportunidades de emprego assujeitado às condições debilitantes, difíceis a cumprir por muitos dentre eles.

Caro Povo,.

O mundo enteiro fala da questão da migração e das tragédias humanas sofridas pelos imigrantes.

Esta situação continua a piorar por causa da propagação de extremistas e do fenómeno terrorista e das tentativas de ligar, com ou sem razão, os imigrantes, sobretudo na Europa.

Neste contexto, convido os marroquinos residentes no estrangeiro a ficar comprometidos com os valores de sua religião e de suas tradições antigas face a este fenómeno que é estranho:.

Eu exorta também a preservar a boa reputação que faz a sua notoriedade, ser paciente nesta situação difícil, unir e estar sempre na vanguarda entre os defensores da paz, da concórdia e de vivir  em conjunto nos seus respectivos países de residência.

Sentimos as dificuldades que vocês sofrem devido à perversão da imagem do Islã e dos ataques terroristas que mataram muitos dentre voceis;.

Eles sobem as consequências dos actos  de algumas e as acusações que eles levam contra eles por causa de sua confessão:.

Claro, nós condenamos veementemente o assassinato dos inocentes, e convencidos de que o assassinato do sacerdote é um ato ilegal de acordo com a lei divina, e que o seu assassinato dentro da igreja é uma loucura imperdoável. Pois é um ser humano e um homem de religião, mesmo que ele não é muçulmano:.

Além disso, o Islã recomendou para bem tratar o Povo do Livro, como evidenciado os seguintes versos: "Nós não fazermos uma distinção entre Seus mensageiros" e "o bom homem é aquele que acredita em Deus;  no último dia, nos anjos e nos profetas. "

Os terroristas que agem em nome do Islã não são muçulmanos e não têm qualquer relação com o Islã que os álibis dos quais se prevalecer  para justificar seus crimes e suas insanidades. São indivíduos equivocados condenados ao inferno para sempre.

A ignorância os incita a acreditar que suas practicas decorrem  do Jihad. Mas desde quando o jihad foi para matar as pessoas inocentes? O Altíssimo disse: "Não sejam transgressores; Deus não ama os transgressores. "

É concebível que Deus, o Todo-Misericordioso, o Todo-Misericordioso, possa ordenar um indivíduo para explodir –se ou para assassinar inocentes? No entanto, o Islã, como se sabe, não permite de qualquer forma de suicídio, por qualquer motivo que seja como evidencia o verso que diz: "Quem matou um homem que ele mesmo não matou ou que não cometeu a violência na terra, considerado como se ele matou todos  os humanos ".

O Islã é uma religião de paz, como indicado no Alcorão Sagrado: "Ó vós que credes, entrarais todos na paz."

No Islã, o jihad é assujeitado às condições estritas, entre outras que ele não envijajou a não ser pela necessidade de auto-defesa, não para cometer o homicídio ou agressão, porque atenta a vida em nome da Jihad é um ato ililcito.

Entre as condições da sua validade, há também o facto do que o apelo para o Jihad é da responsabilidade da Comenda dos fiéis, e que não pode vir de qualquer pessoa ou de qualquer grupo.

Aqueles que incitam ao assassinato e  à agressão, que excomungam indevidamente as pessoas e que fazem do Alcorão e da Sunnah uma leitura consistente leitura aos seus interesses, e não fazerm que mascatear a falsidade em nome de Deus e do Profeta.

Este é o verdadeiro descrença, como evidenciado a palavra de Deus que diz: "Quem é mais injusto do que aquele que mente sobre Deus e aquele que trata da mentira a Verdade quando prevenido?  hà no inferno um lugar para os incrédulos ", confirmado pelo Hadith de nossos antepassados, o Profeta, que a paz esteja sobre ele:" Aquele que mente deliberadamente a seu sujeito, que ele se prepara para tomar o seu lugar no inferno. ".

Além disso, eles instrumentalizam alguns jovens muçulmanos, particularmente na Europa, e exploram sua ignorância da língua árabe e do verdadeiro Islã para transmitir suas mensagens erradas e promessas equivocadas.

A razão pela qual ela admite que o Jihad esteja recompensado pela satisfação de uma série de houris? O bom senso admite que quem ouve a música é condenado a ser engolidos nas entranhas da Terra, e além de muitos outros hoaxes ?.

Os terroristas e os radicais engajam todos os esforços para levar os jovens a se juntar a eles e para combater as sociedades imbuídas de valores da liberdade,  da abertura e da tolerância.

Além disso, muitos grupos e instituições islâmicas consideram dispor de uma referência tirada da religião representa, de facto, o verdadeiro Islã, o que significa que isto não é o caso para os outros. Mas, na realidade, eles estão bem longe do Islã e de seus valores da tolerância.

Essa atitude favorece a disseminação da ideologia extremista e ex-comunicadora terrorista. Porque os apologistas do terrorismo pensam que é o caminho que conduz ao Islão autêntico. Também deve ter a parte da responsabilidade que os envolve nos crimes e nas tragédias humanas causados em nome do Islã.

Somos todos alvejado. Quem pensa ou acredita no que eu digo um alvo potencial para o terrorismo, cujo Marrocos foi alvo e depois a Europa e muitas outras partes do mundo.

Diante da proliferação e da propagação do obscurantismo em nome da religião, todos os muçulmanos, os cristãos e os judeus, devem elaborar uma frente comum para combater o fanatismo, o ódio e o isolacionismo de todas as  suas formas.

A história da humanidade é a melhor prova de que o progresso não pode ser alcançado em qualquer sociedade sob o domínio do extremismo e do ódio, os quais constituem o principal factor da insegurança e da instabilidade.

Além disso, a civilização humana repleta de histórias de sucesso que confirmam que a interação e a convivência inter geram as  sociedades civilizadas abertas onde reina a harmonia, o bem-estar e  a prosperidade.

Testemunhando das civilizações islâmicas, notadamente aquela de Bagdá e de Al-Andalus, entre as civilizações humanas as mais avançadas e mais abertas.

Caro Povo,.

As respostas nacionais trazidas por Marrocos sobre muitas questões complexas, regionais e internacionais, tais como o desenvolvimento, a migração e a luta contra o terrorismo, inscrevem-se no direito do engajamento firme com os serviços dos povos da África.

Isto não tem nada surpreendente uma vez que Marrocos é sempre na vanguarda dos apoiantes da emancipação do nosso continente. Para isso, nós caminharmos  nos traços  de nossos antepassados que como nos precursores tendo fé em África, obrando sinceramente à unidade, à abertura e ao progresso de seu povo.

Nesta ocasião, temos um pensamento cheio de recolhimento e da deferência para a memória imaculada do glorioso herói da Revolução do Rei e do Povo, nosso avô e nosso venerado Pai, Sua Majestade o Rei Mohammed V e Sua Majestade o Rei Hassan II, que Deus esteja com suas almas, bem com a memória de todos os mártires valentes da pátria.

Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh

 

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