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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
 
 
 
Discursos Reais

Um processo em curso, sob a supervisão do Conselho de Segurança tendo em vista chegar a uma solução para o Saara, a União Africana por sua neutralidade  pode  contribuir  de maneira construtiva para uma saída deste diferendo.

Sua Majestade o Rei Mohammed VI, que Deus o assiste, dirigiu uma mensagem para a 27ª Cimeira da União Africana, a Kigali, Ruanda.

 




A mensagem real foi entregue domingo ao presidente do Chade, Idriss Deby Itno, presidente  em exercício da UA, pelo Sr. Rachid Talbi Alami, Presidente da Câmara dos Representantes.

 Eis o texto  integral da mensagem real:

 "Louvado seja Deus, a oração e a salvação estejam sobre a família e os companheiros do Profeta; Amen

 Sua Excelência Idriss Deby Itno, Presidente da República do Chade, Presidente da 27ª Cimeira da União Africana,

 Sua Excelência Paul Kagame, Presidente da República do Ruanda, anfitrião da Cimeira,

 Senhoras e Senhores os Chefes dos  Estado e de Governo,

 Excelências, Senhoras e Senhores.

 É com uma grande honra  que me dirijo hoje para o nossa  grande e nobre família Africana.

 Eu faço isso como um pequeno - filho de Sua Majestade o Rei Mohammed V, que foi  um dos símbolos poderosos do desenvolvimento da consciência Pan-Africana  e um dos artesãos mais comprometidos - ao lado dos presidentes Jamal Abdel Nasser, Ferhat Abbes, Modibo Keita, Sekou Toure, Kwame N'Kruma - - da  Conferência histórica de Casablanca de 1961, anunciante de uma África emancipada  e fundadora  da integração Africana.

 Eu faço isso como um filho de Sua Majestade o Rei Hassan II, que reuniu no mesmo ano, a Conferência  dos movimentos  da liveração das colônias sob o domínio Português em África, contribuindo duramente para a estabilidade de muitas regiões de nosso continente e permitindo de fortalecer os laços de amizade e da fraternidade de muitos países africanos.

 Faço isso também como o Rei de um País Africano;  um  país cuja identidade é o resultado do determinismo geográfico, de uma história comum  associada ao acontecimentos marcantes, de  uma  união humana enriquecida através dos séculos e dos valores culturais e espirituais ancestrais.

 Um país cujo compromisso  a favor das justas  causas  não é mais para demonstrar. Um país que foi sempre e será sempre, animado pela fé inabalável de uma forte África e com uma riqueza econômica e potencial, orgulhosa do seu património cultural e do culto e confiante no seu futuro.

  Sr. Presidente,

 Senhoras e Senhores os Chefes dos Estados e de Governo,

 Marrocos - - não estando mais membro da OUA - nunca se separou da África.

 "A África é Marrocos. Africano permanecê-lo-á. E todos os marroquinos permanecem ao serviço da África... seremos na vanguarda para preservar a dignidade dos cidadãos e do respeito do nosso continente africano... ". Tais forma as palavras de Sua Majestade o Rei Hassan II, em sua Mensagem para o XX Cimeira da OUA, anunciando a retirada de Marrocos, no día 12 de novembro de 1984.

 As palavras do falecido soberano foram proféticas e a conclusão é evidente: Marrocos manteve sua promessa.

 De facto, ao longo de três décadas mais tarde, nunca África foi  tanto no centro da política externa e da ação internacional de Marrocos.

 Ele desenvolveu uma cooperação única, autêntica e tangível sul-sul, ela permitiu não só consolidar os domínios da formação tradicional e da assistência técnica, bem como investir em novos sectores estratégicos como a segurança alimentar e o desenvolvimento das infra-estruturas.

 Este processo não  deve parar. Ele é, infelizmente para alguns, irreversível.

 O envolvimento significativo dos operadores marroquinos e sua forte presença no domínio de banco, de seguros, de transporte aéreo, de telecomunicações e de habitação, fazerm com  que o Reino é, actualmente, o primeiro investidor Africano na África do oeste.

Ele  é o segundo maior investidor do Continente, mas por pouco de tempo ainda graças a sua vontade declarada a tornar-se o primeiro.

 Além disso, Marrocos pertence  aos dois dos oitos Comunidades Económicas  regionais associados da União Africana, a exemplo da União do Magrebe Arabe ( UMA) e da Comunidade dos Estados do Sahelo-saraninaos ( CENSAD)

 Ele desfruta do Estatudo do Observador da Comunidade dos Estados do Oeste (CEDEAO) e aspira uma parceria promitidora da comunidade Econômica dos Estados da Africa central (CEEAC), il foi o iniciador em 2009 da Conferência Ministerial  dos Estado africanos  do Atlantica

 Além disso, a participação do Reino em toda a parceria bi-regionais e bi-continentais da África é mais um testemunho da  sua disposição de defender sempre os interesses do continente, a nível internacional, bem como  a contribuição  através da sua rede de intercâmbio na África e  do resto do mundo.

 Finalmente, fiel à sua tradição de solidariedade e de seu desejo para defender a paz no mundo, o Reino de Marrocos não cessou, desde sua saída da OUA de tomar várias iniciativas em prol da estabilidade e da segurança .

 Trata-se, em particular, da contribuição no sentido da manutenção da paz na Costa do Marfim, República Democrática do Congo e da República Centro Africana,  e nos esforços de mediação na Região do lago "MANO " e recentemente na Líbia em prol da reconstrução pós--conflit na Guiné, no Serra Leoa, no Mali e  na Guiné-Bissau.

 A lista do engajamento de Marrocos nestes  diferentes domínios é muito longo a enumerar alguns. Me permitem de ficar ai, por modéstia e precedência.

 Apesar desta evidência, alguns países continuam a afirmar que Marrocos não tem a vocação de representar a África, porque a sua população não é predominantemente negra. África não se resume apenas uma cor. Continue a insinuar, é errado e não conhecer as nossas realidades.

 Eu  conheço África e suas culturas melhor que não o podem pretender muitos outros. Através de minhas multiplas visitas, conhenço também a realidade no terreno, afirmado pelas minhas palavras. Uma  realidade de muitos desafios quotidianos e importantes, da falta de recursos, mas também da dignidade, da histórias do sucesso e do engajamento dos cidadãos.

 É para todos aqueles que denigrem Marrocos são equivocádos, de facto, os próprios africanos. A popularidade do Reino e  sua dimensão na África  não é portanto mais a demonstrar, nem a provar.

 Eu não estou aqui para me fazer  do cantor da presença de Marrocos, na África. Os resultados revelam por si só e não precisa de comentários.

 Eu não estou lá, também, para dar lições a ninguém. Eu respeito também os africanos para fazê-lo.

 Sr. Presidente,

 Senhoras e Senhores os Chefes dos Estados e de Governo,

 Marrocos, que deixou a OUA nunca deixou África. Ele, só deixou uma instituição, em 1984, em circunstâncias particulares.

 Sua relação passional com o seu Continente explica o sentimento legítimo que o reconhecimento de um  pseudo estado  foi  duro a  aceitar pelo povo marroquino.

 De facto, difícil a aceitar que o Reino, nação soberana  e ancestral , seja  comparada a uma entidade que não tem nenhum atributo da soberania, desprovida de qualquer representação ou efectividade.

 Esta convicção onde uma lesão, sonhei anos para  confiá-la.

 Hoje, sopra a oportunidade de fazê-la. Confiante que encontre  nesta nobre Assembleia  uma orelha atenta  e  serena.

 Este facto  imoral, este  golpe do estado contra a legalidade internacional, levou o Reino de Marrocos para evitar a divisão da África ao custo de decisão dolorosa, aquela que deixar a sua família institucional.

 O povo marroquino, por unanimidade, e todas as suas forças acharam inaceitável que esta adesão, por  conivência, é de  uma entidade não soberana.

 A História registra este episódio como um engano,   um indevido desvio de procedimentos, do serviço  pelo qual não se sabe que interesses. Um ato associado a um desvio do menor, a OUA estando ainda,  a adolescente a  esta época.

 Como temos chegado la? A resposta, certo que todo o mundo o sabe, e se impõe dela mesma.

 O tempo chegou para denunciar as manipulações, o financiamento do  separatismo, de parar  de intervir na África, nos conflitos de outra época, para não privilegiar que uma escolha, do desenvolvimento humano e  da sustentabilidade, da luta contra a pobreza e da desnutrição, promovendo a saúde do nosso povo, a educação de nossos filhos, e elevando os níveis de vida de todos.

 Este imperativo ético rejeita e condena os erros do passado e os actos contra a corrente do sentido da história.

 Sr. Presidente

 Senhoras e Senhores os Chefes dos Estados e de Governos,

 O desafio a enfrentar, pelo nosso continente, por mais de uma década após o nascimento da União Africana  é aquele da unidade e da coesão da nossa grande família.

 Para  realizá-lo, devemos tomar o caminho da lucidez e da coragem, aquele que os nossos  velhos, os primeiros pan-Africanos privilegiaram.

 África, por muito tempo negligenciada, tornou-se essencial. A época na qual ela era que um objeto nas relações internacionais é terminado. Ela  se afirma, progressa e se assume internacionalmente. Agora ela se apresenta como interlocutor ativa e respeitada no debate da governança mundial.

  Em relação  a questão do Saara, a África institucional não pode suportar ainda mais os efeitos de um erro histórico e de um legado pesado.

  A União Africana, não é em contradição evidente com o direito internacional? uma vez que este  pretendido Estado não é nem um membro das Nações Unidas nem da Organização de Cooperação Islâmica, nem da Liga Árabe nem de qualquer outra sub-regional instituição, regional ou internacional?

 Mas o que me interessa em particular, é a posição do nosso Continente. A UA, permaneceria ela em degradção da posição nacional de seus próprios Estados-membros, pelo  menos de 34 países não reconhecem ou mais esta entidade?

 Mesmo entre os 26 países colocados no campo da divisão em 1984, apenas uma minoria dos estritos dez países subsiste.

 Esta evolução positiva é, no entanto, consistente da tendência mundial. Desde 2000, 36 países retiraram o seu reconhecimento ao estado fantasma.

 A União Africana encontra-se fora da sintonia da evolução da questão do Saara a nível das Nações Unidas. Um processo em curso, sob a supervisão do Conselho de Segurança para trabalha no sentido de uma solução política definitiva para este conflito regional.

 A UA não pode por si só prejudica o resultado deste processo. Por sua neutralidade engajada poderia, assim, contribuir construtivamente para a emergência desta solução.

 Sr. Presidente,

 Senhoras e Senhores os Chefes dos Estados e de Governos,

 Faz muito tempo, os nossos amigos  pedem a nossa volta entre eles , para que Marrocos encontre seu lugar natural no seio da família institucional. Esse tempo chegou então.

 Após reflexão, ficou evidente que quando um corpo é doente, precisa cuidar do dentro que de fora.

 O tempo das ideologias terminaram. Nosso povo precisa de acções tangíveis . Nós não podemos mudar a geografia. Não podese escapar do fardo da história.

 O que milita para que o Marrocos não retarda  fora de sua família institucional e possa, finalmente, re-encontrar o seu lugar natural e legítimo na UA.

 Agindo de dentro, ele possa contribuir para fazer  uma organização mais forte, orgulhosa  de sua credibilidade e atenuado dos erros de um período ultrapassado.

 Para este retorno, Marrocos prosseguirá o seu compromisso ao serviço da África e reforçar a sua participação em todas as questões que o respeitam.

  Ele engaja-se a  contribuir de forma construtiva, no calendário das actividades da UA.

 Marrocos, anfitrião da COP 22 em novembro deste ano, vai defender a posição do nosso Continente, fortemente afetada pelo clima e pelo desenvolvimento sustentável.

 A Cooperação - já intensa, com muitos países a nível bilateral - vai ser ampliada e enriquecida. A experiência e o saber fazer de Marrocos podem então, ser implantado em um terreno ainda maior e melhor organizado.

 Foi o caso, em particular, das questões da segurança e da luta contra o terrorismo. A experiência marroquina, amplamente reconhecida internacionalmente é inspirada por muitos países – da Europeia – experiência ao serviço da segurança e da estabilidade de todos os países africanos, notadamente da África Ocidental e Central.

 Esta decisão de rerorno de Marrocos, repensado e longamente maduro, emana de todas as forças do Reino.

 Por este ato histórico e responsável, Marrocos pretende obrar no seio da UA,  para transcender as divisões.

 Sr. Presidente,

 Senhoras e Senhores os Chefes dos Estado e de Governos,

 Marrocos situado hoje na perspectiva resoluta e inequívoca, de  reganhar a sua família institucional e de continuar com mais ardor e convicção, para assumir as responsabilidades que os diz respeitam .

 Confiante da sabedoria da UA, para restabelecer a legalidade e corrigir os erros do percurso, de acordo com o provérbio, "A verdade não tem nenhuma outra evidência de sua existência  que a evidência".

 Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh "

 -Notícias sobre a questão do Sara Ocidental / Corcas-

 

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