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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
 
 
 
Discursos Reais

SM o Rei Mohammed VI expressou nesta quarta-feira em Riad, o orgulho que inspira o apoio constante dos países do Golfo a Marrocos no sentido da defesa da integridade territorial, mostrando sempre o interesse pelo Sara marroquino..

"De fato, os países do Golfo fizeram sempre seus casos  ao do Sara marroquino e isso não nos surpreende por vossa parte", afirmou o Soberano em um discurso pronunciado diante dos participantes na Cimeira Marrocos- países do Golfo em Riad.





SM o Rei lembrou, neste sentido, que em 1975, as delegações de Arábia Saudita,  do Kuwait, do Qatar, do Omã e dos Emirados Árabes Unidos, com a presença marcante da SA Sheikh Mohammed Bin Zayed Al- Nehyane, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, que tinha 14 anos na época, participando da Marcha verde lançado na epoca para a recuperação das províncias do sul do Rein..

Desde então acrescentou o Soberano, os Países do Golfo não pouparam nenhum esforço para trionfar a justa causa de Marrocos e defender a soberania do Reino em todo o seu território, de acordo com a posição desses países reafirmada perante a última crise com o Secretário-Geral das Nações Unidas..

"Mas desta vez, a situação é grave e sem precedentes na história deste conflito artificial sobre o Sara marroquino", anotou Sua Majestade o Rei, acrescentando que as coisas tenham chegado ao ponto de iniciar uma guerra por procuração, onde o Secretário-Geral das Nações Unidas instumentalizado  para tentar minar os direitos históricos e legítimos de Marrocos sobre o Sara, como revelam as declarações tendenciosas do Responsável das Nações Unidas e seus gestos  inaceitáveis sobre o Sara marroquino..

"Mas não se surpreende, porque uma vez que soubemos as razões, não há mais mistério. De fato, o que  pode fazer o Secretário-geral quando ele admite não tem conhecimento completo do dossié do Sara marroquino, como é o caso de muitos outros casos? melhor ainda, ele ignora os detalhes dos desenvolvimentos e os verdadeira pontos subjacentes do dossié "prossegue Sua Majestade o Rei, interrogando sobre  o que pode fazer o Secretário-Geral, enquanto refém de  certos de seus colaboradores e de seus conselheiros, aos quais ele delega a supervisão da gestão do número de  dossiê importantes, contentando-se, para aplicar as propostas que  lhe apresentam..

"Soubemos também que alguns desses funcionários têm percursos nacionais  e dos quadrantes políticos particulares, e que eles servem os interesses de outras partes, sem respeito da obrigação da neutralidade e da objectividade pela qual eles estão ligado e do facto de suas pertenencias a Organização das Nações Unidas, e que se encontra a ser o fundamento da ação da ONU ", sublinhou o Soberano..

"Na verdade, o secretário-geral, apesar da auto-estima pessoal que Nos carregamos,  nao é definitivo como um homem. De facto, é impossível de tratar todos os casos submetidos à ONU e encontrar soluções precisas a todas as crises e todas as disputas que se deflagram no mudo Sua Majestade o Rei..anotou

"Quero enfatizar que Marrocos não tem nenhum problema com nenhum e nem com as Nações Unidas na qual ele é um membro ativo, que respeita os membros com os quais interage constantemente. O problema é, portanto, com o Secretário-Geral, especialmente com alguns de seus colaboradores por causa de suas posições hostis a Marrocos ", explicou o Soberano, lembrando que Marrocos coordenou sempre diante do conflito artificial suscitado em torno da integridade territorial, com seus amigos tradicionais, como os Estados Unidos da América, França e Espanha, bem como seus irmãos árabes, notadamente os países do Golfo, e  da Africa como o Senegal, a Guiné, a Costa do Marfim e o Gabão..

Mas, anotou Sua Majestade o Rei, o problema permanece com os chefes de administrações que mudam constantemente em alguns desses países, precisando que cada mudança requer grandes esforços para informar os responsáveis da questão do Sara marroquino, de todas as suas dimensões e de seus verdadeiros factos sujacentes, elembrando-os que este conflito, que já dura mais de quarenta anos, tem feito  muitas victimas e causou importantes custos  materiais, e que o dossiê do Sara é o assunto de todos os marroquinos, não apenas do Palacio Real..

"Os planos agressivos de ofensa contra nossa estabilidade se prossegue sempre e não cessa. De facto, depois de ter  violado  e destruído muitos países do Mashreq árabe, hoje estão aqui para aproveitar-se de seu flanco ocidental. O último a data diz respeito às manobras orquestradas contra a integridade territorial do vosso segundo país, Marrocos ", sublinhou sua Majestade o Rei..

Nada de novo, uma vez os adversários do Marrocos engajam todos os meios, directos e indirectos, em suas levadas brutas, relatou o Soberano, acrescentando que eles estão tentando, diante das conjunturas, seja para deslegitimar a presença do Reino na Saara, ou apoiar a opção de independência e a tese separatista, ou ainda enfraquecer a iniciativa de autonomia que a comunidade internacional confirma pela sua seriedade e credibilidade..

"Com a persistência dessas travessuras, o més de abril, coincidindo com as reuniões do Conselho de Segurança sobre a questão do Sara, tornou-se um espantalho que se agita em face de Marrocos e, as vezes, uma forma de pressão ou de extorsão ", explicou o Soberano
No que se segue o texto completo do discurso real

"Louvado seja Deu.

A salvação e paz sobre o Profeta.
Sua família e seus companheiros.

Meu Irmãos, Vossas Majestades, Suas Altezas, Excelências,

Venho, hoje, o coração cheio de afecção e de orgulho, as mesmas que eu sinto cada vez estar na região do Golfo Árabe.

Mas eu gostaria, em primeiro lugar, de expressar meus agradecimentos ao nosso irmão, o Guardião das Duas Mesquitas Sagradas rei Salman Bin Abdulaziz Al Saud, que quer bem sediar esta cimeira importante, bem como a todos os chefes dos Estado do Conselho da Cooperação do Golfo, que participam

Eu quero dizer também a vocés quanto estou orgulhoso e sensível ao apoio material e moral que você traz para o Marrocos, na realização de seus projectos de desenvolvimento e defender a sua causas justas

Na verdade, nosso encontro hoje reflete a nossa profunda laços de fraternidade e de consideração que nos unem, e as fortes relações de cooperação e de solidariedade entre nossos países.

Apesar da distância geográfica que separa  nossos países, nos permanecemos unidos graças a Deus por laços fortes, que não se baseiam só na língua, a religião ou a civilização, mas que se apoiam também sobre um compromisso mútuo de valores comuns, de princípios e de mesmas orientações construtivas

Nós também compartilhamos os mesmos desafios e enfrentamos as mesmas ameaças, sobretudo no domínio da segurança.

Mas por que esta cimeira, a primeira de genero, E por que agor exatamente?

Meus irmãos, Vossas Majestades, Suas Altezas,

Conseguimos, através da nossa vontade comum de lançar as bases sólidas de uma parceria estratégica, resultado de um processo fecundo de cooperação a nível bilateral.

Na verdade, a parceria entre Marrocos e os países do Golfo não é o produto de interesses conjunturais ou cálculos efêmeras. Pelo contrário, ela tira a sua força a partir da fé sincera no destino comum e na concordância de pontos de vista sobre as nossas causas comuns.

Então, nós reunimos aqui hoje para dar um forte impulso a esta parceria, que chega a um tal grau de maturidade que precisamos, agora, para o desenvolvimento do quadro institucional e dos mecanismos operacionais..

Esta é a melhor demonstração que a ação árabe comum não se realiza com as reuniões e os discursos nem através de cimeiras periódicas de forma, ou  de resoluções todas prontas, reveladas inaplicáveis.

No entanto, ela requer esforços sustentados e cooperação tangível, e fortalecimento e uso criterioso de experiências bem sucedidas, e principalmente, a experiência pioneira do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo.

É uma mensagem de esperança para nós mesmos, e um sinal forte para o nosso povo quanto a nossa capacidade de desenvolver projectos estratégicos e.e comuns

Majestade, Altezas,

Esta cimeira se realiza em uma conjuntura delicada. A região árabe, de fato, vive no ritmo de tentativas de mudanças de regimes e de partição dos estados, como é o caso da Síria, do Iraque e da Líbia, com tudo o que isso implica assassinatos, expulsões e êxodos de filhos da pátria árabe

Depois do que foi apresentado como uma primavera árabe que ocasionou tanta devastação, desolação e dramas humanos, estamos hoje a viver uma queda calamitosa, com a intenção de abocanhar os recursos de outros países árabes e destruir as experiências bem sucedidas de outros estados, como Marrocos, pondo em causa o seu modelo nacional original que o distingue

Nós respeitamos a soberania dos Estados e nos respeitamos as suas escolhas e  suas orientações, para estabelecer e desenvolver relações e parceiros que querem. Nós não estamos aqui para pedir uns aos outros contas sobre nossas escolhas políticas e económicas.

No entanto, existem novas alianças que poderiam levar a divisões e uma redistribuição das cartas na região. Estes são as tentativas que visam a suscitar a discórdia e criar uma nova desordem, nao  poupar nenhum nenhum pais, com implicações perigosas sobre a região ou sobre o estado do mundo.

Por seu lado, mantendo-se comprometido com a preservação de suas relações estratégicas, Marrocos não busca menos nestes últimos meses, que diversificar suas parcerias, tanto geopoliticamente como economicamente.

E é neste quadro que se inscreve nossa visita bem sucedida para a Rússia no mês passado, uma visita marcada pelo desenvolvimento da nossa relação içada em nivel de profundar a parceria estratégica e a assinatura de acordos de estruturação em muitas áreas vitais.

Nós também nos dirigimos para o lançamento de parcerias estratégicas com a Índia e a República Popular da China, onde nós vamos fazer uma visita oficial em breve, se Deus quiser.

Marrocos é independente nas suas decisões e escolhas e nem impedido da guarda de nenhum país. Permanecerá fiel a seus compromissos com seus parceiros, que não se vêem nenhum afecto a seus interesses.

Isto significa que a realização desta cimeira não é dirigida contra ninguém, sobretudo entre os nossos aliados. É uma iniciativa natural e lógica por parte dos estados que defendem seus interesses, como fazem todos os estados. É um facto que nossos irmãos do Golfo suportam seus custos e as consequências das sucessivas guerras que conhece a região.


Vossas Majestades, Aletezas,

A situação é grave, sobretudo em vista da confusão óbvia nas tomadas de decisões de posição e do duplo linguagem na expressão de amizade e de aliança, paralelamante as tentativas de esfaqueamento pelas costas.

O que eles querem de nós?

Estamos diante do complice que visa  minar a nossa segurança colectiva. Isso é claro e não precisa de análise. Eles querem que o que resta do nosso país, possa preservar a sua segurança,  sua estabilidade e sua sustentabilidade de seus regimes políticos.

Entendo por isso, os Estados do Golfo Árabe, Marrocos e Jordânia, que constituem um espaço de paz e de segurança para seus cidadãos, e um elemento de estabilidade no seu ambiente.

Enfrentamos os mesmos perigos, as mesmas ameaças tão variados de todas as fontes e manifestações.

Na verdade, a defesa de nossa segurança não é apenas uma tarefa comum, ela é una e indivisível. Na verdade, Marrocos considerado sempre a segurança e a estabilidade dos países árabes  é    inseparável da segurança de Marrocos. O que leva prejudicial nos afeta também.

Sempre foi ligado à mostrar em todos os momentos e em todas as circunstâncias para frustrar todas as ameaças que a região enfrenta, quer durante a primeira Guerra do Golfo ou durante a operação de recuperação da legalidade no Iêmen, ou na ocasião da cooperação da restauação da segurança e da inteligência.


Irmãos, Vossas Majestades, Altezas, 

Os planos agressivos de ofensa para nossa estabilidade ainda estão em andamento e não vai parar. Com efeito, tendo quebrado e destruído muitos Mashreq árabe, aqui eles estão atacando hoje o seu flanco ocidental. A última refere-se às manobras orquestradas contra a integridade territorial do seu segundo país, Marrocos.

Sem novidades desde adversários do Marrocos implantar todos os meios, directos e indirectos, na sua bruta conduzida.

Eles tentam, dependendo das circunstâncias, seja para legitimar a presença de Marrocos no Sahara, ou para apoiar a opção de independência e a tese separatista, ou enfraquecer a iniciativa de autonomia que os certifica comunidade internacional seriedade e credibilidade.

Com a persistência dessas travessuras, abril, coincidindo com as reuniões do Conselho de Segurança sobre a questão do Sara, tornou-se um espantalho é agitado em face de Marrocos e, por vezes, uma forma de pressão ou extorsão.

Vossas Majestades,

Aproveitamos esta oportunidade para expressar o orgulho e consideração que inspira seu apoio contínuo do nosso país em defender a sua integridade territorial. De fato, os países do Golfo sempre fizeram seu caso do Sahara marroquino e não nos surpreende de você.

Porque já em 1975, participou da Marcha Verde lançado no momento para a recuperação de nossas províncias do Sul, delegações de Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Omã e os Emirados Árabes Unidos, com a forte presença de nosso irmão, Sua Alteza Sheikh Mohammed Bin Zayed Al-Nehyane, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, que tinha 14 anos na época.

Desde então, os países do Golfo não pouparam esforços para superar nossa justa causa e defender a soberania de Marrocos sobre todo o seu território. Uma posição que você tenha reafirmado durante a última crise com o Secretário Geral das Nações Unidas.

Mas desta vez, a situação é grave e sem precedentes na história deste conflito artificial sobre o Sahara marroquino.

As coisas têm chegado ao ponto de iniciar uma guerra por procuração em que o Secretário-Geral da ONU é manipulado para tentar minar os direitos históricos e legítimos de Marrocos sobre o Sara, como evidenciado pelas declarações tendenciosas oficiais das Nações Unidas e dos artigos relacionados e inaceitaveis sobre o sara..

Mas não se surpreenda, porque uma vez que sabemos as razões, não é mistério. Na verdade, o que o Secretário-Geral como ele não admite ter um conhecimento completo da questão do Sara marroquino, como é o caso de muitos outros casos? Melhor ainda, ele ignora os detalhes dos desenvolvimentos e o fundo real do arquivo.

Além disso, o que pode o secretário-geral quando ele é refém de determinados empregados e conselheiros, a quem ele delega a supervisão do número de importantes questões de gestão, contentando-se, para aplicar propostas que apresentá-lo?

Sabemos também que alguns desses funcionários e vias nacionais quadrantes políticos particulares, e que servem os interesses de outras partes, sem a observância do dever de neutralidade e objectividade a que estão obrigados de fato de membro das Nações Unidas, e que passa a ser a base para a ação da ONU.

Na verdade, o secretário-geral, apesar da estima que carregá-lo, é em última análise, um homem. Portanto, é impossível deºcerner todos os casos submetidos à ONU e para encontrar as soluções que você precisa de todas as crises e todas as disputas que quebram para fora no mundo.

Gostaria de enfatizar que o Marrocos não tem nenhum problema com qualquer um das Nações Unidas das quais ele é um membro ativo, nem com o Conselho de Segurança, ele respeita os membros com os quais interage constantemente. O problema é, apesar disso, com o Secretário-Geral, sobretudo com alguns de seus colaboradores com suas posições hostis a Marrocos.

Marrocos sempre coordenados, em relação ao conflito artificial sobre a integridade territorial, com seus amigos tradicionais, como os Estados Unidos da América, França e Espanha, e com os seus irmãos árabes, especialmente os países do Golfo, e África, como Senegal, Guiné, Costa do Marfim e Gabão.

Mas o problema permanece com os chefes de administrações em constante mudança, de alguns desses países.

Cada mudança exige grandes esforços para informar os funcionários sobre a questão do Sara marroquino, em todas as suas dimensões e sua verdade sujascente e lembrando que este conflito, que já dura mais de quarenta anos, tem feito muitas vítimas e causou custos de materiais significativos, pois a questão do Sara é uma questão de todos os marroquinos, não é apenas do Palacio Real..

Vossas Majestades,

A hora da sinceridade e da verdade chegou. O mundo árabe atravessa um momento crítico porque o que vivem certos países não é uma exceção, mas sim se inscreve no âmbito de planos programados que no visam todos..

De facto, o terrorismo não faz que  danificar a reputação do Islã e dos muçulmanos. Alguns também o utilizam como pretexto para dividir o nosso país e semear a discórdia.

Isso requer um debate franco e profundo entre os vários ritos para corrigir hoaxes, destacar a verdadeira imagem do Islã e reativar os valores de tolerância que são nossos.

Não trata de um caso relacionado com um determinado país, mas precisamos de uma consciência coletiva em relação a estes desafios e uma vontade de renovar nosso pacto estratégico selado com nossos parceiros, com base em termos definidos para regir nossas relações nas próximas décadas..

Vivemos um periodo de viragem do que queremos e do que os outros querem que  nos sejamos..

Hoje mais do que nunca, precisamos de posições unidas e claras semelhantes a todos os países árabes. Porque seja que nos agregamos um ao outro como uma entidade única e a imagem de uma estrutura bem construída ou seja nos seremos o oposto do que nos queremos ser.

Que Deus nos guie no melhor interesse dos nossos povos e nossa Ummah.
Wassalamou alaikoum Warahmatullahi Wabarakatuh. "

- Notícias sobre a questão do Saara Ocidental / Corcas

 

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