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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
 
 
 
Discursos Reais

A eleição directa do Presidente e dos membros do Conselho da Região confere  um poder de decisão aos cidadãos

Em um discurso dirigido pela noite da quinta-feira à Nação por ocasião do sexagésimo segundo aniversário da Revolução do Rei e do povo, o Rei Mohammed VI explicou em este discurso cujo eleito no centro da "nova revolução" que Marrocos está a iniciar, ou seja, a implementação da regionalização avançada, como um verdadeiro pilar da unidade nacional, da integridade territorial, da solidariedade inter-categórica, da complementaridade e do equilíbrio inter-regional

 



O Soberano sublinhou: "Como o guardião do ónus de garantir a segurança e a estabilidade do país, ele não vai permitir qualquer negligência nem qualquer manipulação sobre a Protecção de Marrocos e marroquinos"

 Ei a seguir o texto completo do discruso real:

 "Louvado seja Deus, que a Paz e oraçoes estejam sobre o Profeta, sua família e seus companheiros.

 Caro povo,

É com os sentimentos de gratidão e fidelidade que celebramos hoje o sexagésimo segundo aniversário da Gloriosa Revolução do Rei e do Povo. Esta comemoração anual incita para inspirar-se ivados do espírito de sacrifício e do patriotismo sincero que encarnou a geração da libertação e da independência. Esse dever de memória impõe-se ainda mais que o nosso país eteja prestes a iniciar uma nova revolução.

Trata-se, nomeadamente, da implementação da regionalização avançada. Nosso desejo é de vê-la como um verdadeiro pilar de Marrocos, da unidade nacional, da integridade territorial, da solidariedade inter-categórica, da complementaridade e do equilíbrio inter-regional. Se cada etapa se distingue por seus homens e mulheres, a revolução que começamos nao será possivel que através eleios sinceros cujo coração, acima de tudo, servir o seu país e os cidadãos que os acordaram seus votos.

Caro povo,

As próximas eleições, que vão acontecer apenas dentro de alguns dias serão decisivas para o futuro de Marrocos, tendo em conta os amplos poderes que a Constituição e a lei reservaram para os conselhos regionais e as colectividades locais. Para que as coisas estejam entendidas por todos os cidadãos, temos julgado necessário informá-los sobre suas missões e o papel de cada instituição e seu impacto sobre suas vidas no dia dia. Porque os cidadãos têm o direito de saber de tudo sobre suas instituições, e que possam decidir com conhecimento de causa e façam a escolha certa.

 Assim, o governo seja responsável, sob a autoridade de seu líder, de assegurar a implementação das leis e elaborar políticas públicas e planos sectoriais em diferentes dominios. Da mesma forma, a Administração será colocada a disposição do governo. É de seu dever melhorar os serviços administrativos e aproximá-los dos cidadãos.

 Como tenho dito em um precedente discurso, o governo não é responsável da qualidade dos serviços prestados pelos conselhos eleitos. O Ministro da Energia, por exemplo, não é responsável pela iluminação dos bairros, ligando os domicílios de redes de electricidade, e com saneamento e água potável. Da mesma forma, a limpeza das ruas e bairros não é da responsabilidade do ministro do Interior. Na mesma linha, não é do Ministro do Equipamento e dos Transportes garantir a reabilitação das estradas nas comunas, nem as fornecer os meios de transporte urbano.

O cidadão deve saber que os responsáveis ​​desses serviços administrativos e sociais dos  quais necessita na sua vida quotidiana, são precisamente do eleito pelo qual votaram na comuna e na região para assegurar a gestão dos assuntos locais. Ao contrário do que alguns pensam, o eleito parlamentar não tem nada a ver com a gestão dos assuntos locais dos cidadãos. Pelo contrário, ele é responsável da proposição, da discussão e da votação das leis, bem como do controle das ações do governo e da avaliação de políticas públicas.

Caro Povo,

Enquanto muitos cidadãos não se interessan muito ​​as eleições, e se eles não participam, é porque alguns eleitos não  cumprem com o seu dever como deveria. Há alguns que nem sequer conhecem os seus representantes eleitos. Tem, portanto, a lembrar fortemente que o eleito, ao mesmo titulo que o médico, o advogado, o professor, o funcionário, e entre outros, se devem trabalhar a cada dia. Eles devem mesmo trabalhar mais que estes, porque eles são esponsáveis dos interesses do povo, mesmo se os exercem por sua própria conta.

No entanto, há eleitos que se imaginam que o seu papel se limita a se candidatar e não a trabalhar. E quando eles foram eleitos, eclipsados ​​por cinco ou seis anos, e não reaparecem que na ocasião da próxima eleição. Portanto, o voto não deve favorecer o candidato que fala muito e levanta a voz mais do que o outro, empunhando slogans vazios, nem mais do que eles aproveitam aquele que distribui alguns dirhams durante as campanhas eleitorais e vende as falsas promessas aos cidadãos. Tais práticas, e outras ainda, não são que atos repreensíveis puníveis pela lei, eles expressam de maneira gritante, uma falta de respeito ao encontro dos eleitores. Por isso que o voto deve ser em favor do candidato que cumpra os requisitos de competência, de credibilidade e de disposiçao e que a coloca o serviço em prol do interesse geral.

Eu digo então para os partidos e aos candidatos: as eleições não devem ter por objetivo obter cargos, mas eles devem dedicar-se exclusivamente ao serviço dos cidadãos. Os cidadãos, eu digo isto: o voto é um direito e um dever nacional. É uma carga pesada que deve assumir. É um meio que você tem entre suas mãos para mudar o método de gestão quotidiana de vocés assuntos, ou de manter e dedicar a situação já existente, bom ou ruim. Você deve saber que a eleição directa do Presidente e dos membros do Conselho da região confere um poder decisional na escolha do seu representante. Você deve remeter a sua consciência e fazer a escolha certa. Porque você não terá o direito de reclamar amanhã de má gestão ou da fraca prestação fornecida.

 É um motivo de satisfação de ver crescer o número de eleitores inscritos  na lista eleitoral pela primeira vez, enquanto que eles desertaram as eleições anteriores, por causa de sua insatisfação do trabalho dos Conselhos eleitos . Hoje, eles querem exercer seus direitos e cumprir seu dever nacional. Mas a maioria deles pergunta a quem vão dar seus votos, e para quem vão depositar sua confiança. Cabe aos partidos políticos e aos candidatos de convencé-los por sua seriedade, por sua qualidade e  realismo de seus programas. Eles têm o dever de expor claramente a sua visão e estabelecer uma boa comunicação com eles.

 Neste contexto, chamamos os actores da sociedade civil e as organizações sindicais a implicar fortemente na mobilização dos cidadãos e incitá-los a participar no processo eleitoral. Para resumir, o poder do qual o cidadão disponha para salvaguardar seus interesses, resolver alguns de seus problemas, exigir contas aos eleitos e mudar se for necessário, isso se toma em uma só palavra "vote".

 Caro Povo,

Se acreditamos que a mobilização ao serviço do cidadão é a finalidade de todas as políticas nacionais, colocamos a sua segurança e  sua integridade no topo de nossas preocupações. O mundo de hoje, e a região do Magrebe Árabe e, em particular, conhece desenvolvimento acelerado devido ao aumento do extremismo em nome da religião e da multiplicação de gangues terroristas. E porque sabemos que o terrorismo não tem nem religião nem país, Marrocos juntou-se aos esforços internacionais visando lutar contra este flagelo mundial. Ele obra sobre o plano nacional para erradicar os fatores susceptíveis de empurrar ao extremismo e ao terrorismo. A este respeito, damos graças ao Altíssimo pela segurança e estabilidade pelo qual se disfruta o nosso país.

No entanto, Marrocos, a exemplo de todos os países da região e do mundo, não está imune  dessas ameaças. É lamentável que alguns países da região enfrentam situações difíceis por causa da insegurança e da proliferação de armas e grupos extremistas. Perante esta situação, Marrocos foi obrigado a tomar uma série de medidas preventivas para preservar a sua segurança e estabilidade. Neste contexto, o visto foi imposto aos cidadãos de alguns países árabes, notadamente Síria e Líbia.

 Ao expressar a nossa solidariedade com os povos desses países, lamentamos que Marrocos teve que tomar essa decisão por razões de força maior. Isto significa que queremos precisar que esta decisão não visa nenhum e que não deve ser visto como um comportamento hostil em seus lugares. Pelo contrário, trata-se de uma decisão soberana. Porque, como custodiante do ónus de garantir a segurança e estabilidade do país, não vou permitir nenhuma negligência ou qualquer manipulação em relação á Protecção de Marrocos e marroquinos.

 Na verdade, Marrocos foi sempre empenhado em preservar a sua segurança,  preservar  e proteger suas fronteiras, notadamente nos últimos dois anos, um objetivo que temos alcançado, graças a Deus, e pela mutualização  dos esforços de todos os serviços e de todas as forças relevantes. Nós não pretendemos parar por aí mas vamos continuar nossos esforços com toda a vigilância e firmeza necessária para impedir quelquer que seja que se atreve de entrar ilegalmente no nosso país.

 No entanto, Marrocos conheceu antes deste período a entrada de um número de refugiados procedentdo de alguns países cuja a situação de segurança é deteriorada. Lamentamos em relação a alguns deles que vivem em condições difíceis. Pior ainda, muitos deles são reduzidos à mendicidade para assegurar a sua subsistência. Perante esta situação, eu não preciso incitar os marroquinos para tratar dessa gente como convidados e dar-lhes todos os tipos de ajuda e assistência. Estou persuadido que eles compartilham seu sofrimento e têm no coração vir ajudá-los, tanto quanto possível.

 Em troca, estes devem conformar-se ás leis marroquinas e respeitar as constantes sagradas religiosas e nacionais, principalmente o rito sunita Maliki. Além disso, a exemplo do que foi aplicado anteriormente, qualquer pessoa reconhecida culpada por violação das leis e dos regulamentos marroquinas reconduzirá for a das fronteiras. Eu entendo por la aqueles que tentam fomentar os problemas e a discórdia dentro e fora da mesquitas e aqueles que se juntam aos grupos de terroristas e criminosos. Apesar disso, Marrocos permanecerá sempre como uma terra de acolhimento para os hóspedes que vêm legalmente. Marrocos nunca vai ser uma terra de asilo. Com todo o realismo possível, eu digo: Nós temos nossas prioridades internas sobre as quais nos focalizamos nossos esforços para tratá-los.

 Trabalhamos no sentido de enfrentar os desafios e permitir ao cidadão marroquino viver em liberdade e dignidade. Aproveitamos esta oportunidade para prestar homenagem a todos os serviços de segurança por  sua mobilização e vigilância para frustrar tentativas repetidas de terrorismo que buscam desesperadamente minar o modelo marroquino reconhecido mundialmente por sua singularidade. Reafirmamos que a preservação da segurança e da estabilidade no país não é da exclusiva responsabilidade do Estado e das suas instituições, mas também incombe aos cidadãos a responsabilidade no quadro da colaboração e coordenação com serviços competentes.

 Devemos também lembrar que a luta contra o extremismo deve seguir uma abordagem participativa centrada sobre o reforço dos valores de abertura e de tolerância pelos quais os marroquinos acreditam, uma abordagem em que as dimensões sociais, do desenvolvimento e dos componentes religiosas e educacionais se complementam uns com outros, além do aspecto da segurança.

 Caro Povo,

Damos graças a Deus pelas bênçãos que Ele espalhou sobre a terra abençoada de Marrocos, principalmente com as virtudes que reservou ao povo marroquino, a exemplo da lealdade ao Trono e simbiose com Ele, bem como o apego sincero a sua unidade nacional e integridade territorial. Que se trata do sucesso da regionalização ou da preservação da segurança e da estabilidade, elemento comum a esses dois objetivos que é servir o cidadão marroquino.

 Esta é uma carga e uma responsabilidade histórica que todos nós devemos tomar para continuar a carregar a tocha da revolução constantemente renovada do Rei e do Povo, e tendendo na direção de Marrocos, da unidade, da solidariedade, da segurança e do progresso. Esta é a melhor garantia de fidelidade à memória dos heróis deste épico histórico, dirigido pelo venerável avô, Sua Majestade o Rei Mohammed V, e Nosso Auguste Pai, Sua Majestade o Rei Hassan II, que Deus esteja com  sua alma, ligado á memória de todos os valentes mártires da pátria.

 Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh. "

 

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