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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
 
 
 
Discursos Reais

 Implementação da regionalização avançada e modelo de desenvolvimento das províncias do sul

Continuar com a vigilância e mobilização para enfrentar as manobras dos adversários e  qualquer desvio do caminho da resolução das Nações Unidas;

Sua Majestade o Rei Mohammed VI salientou em seu discurso na quinta-feira por ocasião da comemoração do décimo sexto aniversário de sua ascensão que Marrocos não permitirá  nunca ameaças e desafios contra  sua soberania,  unidade territorial e do seu modelo societal.. Bem como Marrocos não permitirá nenhuma tentative que afecta suas instituições ou a dignidade de seus cidadãos .. salientando  ainda sobre os desdobramentos que conhece a questão do Saara Marrocos e da sua lógica posição a nível das Nações Unidas.


 



Sua Majestade o Rei lembrou a este respeito: " os desdobramentos do dossié do saara perante á lógica de nossa posição a nível das Nações Unidas, e confirmou, dizendo que será, com a ajuda de Deus, a implementação da regionalização avançada e o modelo de desenvolvimento para as províncias do sul do reino."O discurso da Sua Majestade á nação pela ocasião do 16º aniversário da Festa do Trono

Sua Majestade o Rei Mohammed VI, que Deus o assiste, dirigiu essa quinta-feira, 30 de julho 2015, um discurso a nação marroquina pela ocasião da festa de Trono que coincide este ano com sexto aniversário da adesão do Soberano ao glorioso trono de seus ancestrais. 


Eis o texto integral do discurso real:.


 "Louvar seja Deus,.

 Que a paz esteja sobre o Profeta, sua família e seus companheiros.

 Caro povo,.

 É com orgulho que comemoramos hoje o sexto aniversário da gloriosa festa do Trono.Esta celebração não é que uma simples ocasião soma toda passageira. Ela  tem, antes de tudo, fortes significados que refletem a profundidade dos pactos de lealdade e fidelidade estabelecidos entre nos, e encarnam os laços de fidelidade que nos unem com o nosso primeiro servo e não fazem que reforçar-se e enraízar-se com o tempo.

 Temos feito desta celebração anual uma ocasião para marcar uma pausa e perguntar sobre as realizações que Marrocos conquistou e os desafios que enfrenta.

 Queria, nesta ocasião dirigir meus agradecimentos a todas as forças vivas da nação e a todos os autores que ficraram do meu lado no esforço colectivo em prol do serviço dos cidadãos.

 Nós somos também sensíveis à contribuição que eles trazem para reforçar Marrocos na sua posição para reforçar a confiança pela qual ele é o objeto, sobretudo na conjuntura que traverssam alguns Estados da região.

 Mas eu não vou falar aqui das únicas realizações, nem interessar-me unicamente ao balanço e dados.

 Porque de facto, todo o que foi alcançado, não obstante a sua importância, permanece insuficiente para o nosso país como um segmento da sociedade que continua a sofrer condições terríveis de vida, tanto quanto que ela experimenta o sentimento de ser marginalizado, apesar de todos os esforços consentidos.

 É certo que esta é uma categoria que está prestes a encolher cada vez mais. Mas eu preocupo, no entanto, que todos os cidadãos possam tirar proveito da riqueza da nação.

 Como eu fiz o juramento, eu vou continuar trabalhando até o último fôlego para alcançar este objectivo. Porque a nossa ambição é para deixar feliz o nosso povo e sem limites.

 Tudo o que você vive me interessa: o que o preocupa me afeta também, o que lhe traz alegria me agrada também. O que vocé incomoda ficará sempre na frente das minhas preocupações.

 A partir dai, é imperativo de marcar uma pausa para alcançar novas soluções, capazes de permitir a esta categoria social estar em sintonia e integrar-se á vida nacional.

 É por isso que nós fizemos da preservação da dignidade do cidadão a finalidade e o proposito de todas as reformas políticas e sociais e todas as iniciativas do desenvolvimento.

 De facto as instituições, importantes que sejam não são um fim em si. Da mesma forma, o crescimento econômico não terrá nenhum sentido se não se traduz na melhoria das condições de vida dos cidadãos.

 Apesar dos progressos realizados por nosso país, o que me entristece é esta situação de precaridade que vivem alguns de nossos cidadãos em regiões remotas e isoladas, especialmente nas cimeiras do Atlas e Rif, zonas áridas sarianos e oásis, além de algumas aldeias nas planícies e costas.

 Estamos cientes do tamanho do déficit que se acumulou durante décadas nestas regiões, apesar de todas as iniciativas e todos os esforços que foram engajados.

 Portanto, assim que nos assumimos a missão de assegurar a sua direção, caro povo, nos prometemos perante Deus para não poupar nenhum esforço para melhorar a sorte de pessoas nestas regiões, e atenuar seus sofrimentos.

 Além disso, e para consolidar as iniciativas envolvidas nas obras, temos decidido de instruir o ministro do Interior, que exerce a autoridade de tutela sobre as autarquias locais para realizar um estudo abrangente de campo para identificar as necessidades de cada Douar e cada região, em termos de infra-estruturas e de serviços sociais de base, tanto nos domínios da educação e da saúde, bem como na água, na eletricidade, nas estradas rurais, etc. .

 Este estudo preocupa-se sobre todas as regiões do reino. Ele permite de identificar mais de 29.000 Douars dos quais 1272 comunas, sofrendo de uma tal déficit. As regiões e os domínios em questão foram recenseados em ordem de prioridade.

 Da mesma forma que foram examinados cerca de 20 800 projectos, dedicados a mais de 12 milhões de cidadãos que vivem em mais de 24.000 Douars, com um orçamento global de cerca de 50 bilhões de dirhams.

 Para garantir o sucesso de um projeto social tão ambicioso, instamos o governo a estabelecer um plano de acção integrado, fundado sobre a parceria entre os diferentes departamentos ministeriais e as instituições envolvidas, para encontrar os meios de financiamento de projetos e definir um calendário preciso para a sua implementação.

 Estes projectos poderão ser integrados á Iniciativa Nacional para o Desenvolvimento Humano na sua nova abordagem e inserir-se nos futuros programas de conselhos regionais e locais, que disponham agora de recursos importantes e largas competéncias.

 A regionalização que Nos chamamos com todos nossos votos deve basear-se em esforços sustentados e imaginativos que permitem de encontrar soluções adapatadas para cada região, de acordo com suas especificidades e seus recursos, e, em função das oportunidades de emprego que ela pode trazer, e das dificuldades que ela encontra em termos de desenvolvimento. A Região deve ser um polo de desenvolvimento integrado, no quadro de um equilíbrio e de  uma complementaridade entre essas zonas, cidades e aldeias, de modo que ela contribua a conter o movimento de êxodo para as cidades.

 Caro povo,.

 A atenção dada à situação de nossos concidadãos não se limita a apenas as populações do mundo rural e as zonas afastadas ou difícil acesso. Ela visa também promover as zonas marginais e bairros em caos em periferia urbana.

 É por isso que nós nos concentramos os projetos de INDH sobre a luta contra os défices identificados.

 Temos também engajados o governo a acordar mais atenção às políticas sociais.

 Mas o interesse que temos em relação  a situação de nossos cidadãos de interior não tem egual que Nossa vontade de proteger os interesses de nossos filhos que vivem no exterior, consolidar os laços de identidade e colocá-los como capacidade para trazer suas assistências ao desenvolvimento de sua terra natal. Durante as minhas visitas ao estrangeiro e minhas reuniões no Reino com membros da nossa comunidade no exterior, tive a oportunidade de tomar medidas face as suas preocupações reais e aspirações legítimas.

 Pensámos que os cidadões enfrentavam apenas dificuldades no interior de Marrocos. Mas muitos deles também se queixam de uma série de problemas em suas relações com as missões consulares marroquinas no exterior.

 De fato, alguns cônsules, e não todos graças a Deus em vez de cumprir seus deveres como deveriam, preocupam-se com seus negócios pessoais ou de política.

 Alguns membros da comunidade me comunicaram de suas insatisfações pelo mau trato, reservado por determinados consulados, bem como o fraco desempenho de seus serviços prestados, tanto em termos de qualidade, como em relação ao respeito dos prazos ou de certas barreiras administrativas.

 Por isso, chamamos a atenção do Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a necessidade de trabalhar com toda a firmeza necessária para acabar com esse disfuncionamento e outros problemas que conhecem certos consulados.

 É necessário, em primeiro lugar, destituir de suas funções qualquer um culpado de negligência, de desprezo dos interesses dos membros da comunidade, ou do mau trato em relação a eles.

 Em segundo lugar, tem que cuidar da escolha dos cônsules entre os que cumprem os requisitos de competência, de responsabilidade e de dedicação em prol dos serviços de nossos filhos no exterior.

 Os membros da nossa comunidade são ainda mais desapontado quando eles fazem comparações entre, por um lado, o nível das prestações oferecidas pelos serviços administrativos e sociais dos países de residência, e o acolhimento que os foi reservado para eles, e, em segundo lugar, o tratamento pelo qual são o objeto no interior dessas missões consulares nacionais.

 Se eles não conseguem resolver os seus assuntos, pelo menos, eles devem ser bem acolhidos e tratados com cortesia e respeito.

 Assim por exemplo, eles sofrem atrasos no registo de nomes no estado civil ou na retificação de erros, com tudo o que isso implica em termos de perda de tempo e de custos financeiros.

 Em relação à escolha de nomes também, pertence  a  Alto Comissariado de Estado Civil de trabalhar no sentido de encontrar soluções razoáveis para os casos que lhe foram apresentados, bem como mostra flexibilidade e compreensão. Da mesma forma, deve pôr fim ás pressões decorrentes ás vezes por imposição de alguns nomes.

 A mesma exigência é necessária para resolver os problemas de lentidão e da complexidade dos procedimentos de renovação e legalização de documentos oficiais.

 Tem, de maneira geral, de melhorar o contacto e a comunicação com os membros da comunidade no exterior, aproximando as prestações oferecidas, simplificando e modernizando os procedimentos, respeitando a sua dignidade e preservando seus direitos.

 Em relação aos problemas enfrentados por alguns migrantes no seu regresso á pátria, reafirmamos a necessidade de demonstrar a máxima firmeza contro qualquer um que visa abusar de seus interesses ou explorar sua situação.

 Apesar de todas as dificuldades que eles enfrentam, Notamos com satisfação o número crescente daqueles que voltam a cada ano para visitar seu país e seus parentes.

 É por isso que continuam a expressar o orgulho e tanto amor que eles têm para a sua terra natal, bem como o nosso compromisso é de garantir a protecção de seus interesses.

 A fim de reforçar a participação de marroquinos no estrangeiro na vida nacional, apelamos para a aplicação das disposições da Constituição relativas á integração de seus representantes nas instituições consultativas e nas instáncias de governação e da democracia participativa.

 Da mesma forma, reiteramos o nosso apelo para elaborar uma estratégia integrada baseada na sinergia e na coordenação entre as instituições nacionais com competência em matéria de migração, e para tornar essas instituições mais eficientes em prol do interesse dos marroquinos no estrangeiro. Isso implica, nomeadamente, a necessidade de contar com a experiência e conhecimento acumulado pelo Conselho da comunidade marroquina no estrangeiro, tendo em vista estabelecer um Conselho que atenda ás aspirações de nossos filhos no exterior.

 Caro povo,.

 No contexto das reformas que nos implementamos a reforma da educação em prol do cidadão, como base do desenvolvimento. Ela é a chave da abertura e da promoção social, bem como da garantia de protecção do indivíduo e da colectividade contra os males da ignorância, da pobreza e dos demônios de extremismo e de ostracismo.

 É por isso que não temos de cessar de implorar por uma reforma substancial deste sector vital, de modo a reabilitar a escola marroquina e torná-la capaz de preenchir como deveria a missão como nossa em matéria de educação e de desenvolvimento.

 Assim temos confiado ao Conselho de Educação, de Formação e da Pesquisa Científica a tarefa de avaliar a Carta Nacional da Educação e da Formação e de forjar uma visão estratégica global para a reforma do sistema educativo no nosso país.

 Para bem entender em que consiste a reforma, nós colocamos esta questão: Será que o ensino que nossas crianças recebem nas escolas públicas é hoje capaz de garantir o seu futuro?

 Aqui temos que fazer prova de seriedade e realismo, e dirigir aos marroquinos francamente pedindo-lhes: por que são muitos a inscrever-se seus filhos nos estabelecimentos das missões estrangeiras e escolas privadas, apesar de seus custos exorbitantes?

 A resposta é clara: é porque eles procuram um ensino aberto e de qualidade, fundado sobre o espírito crítico e a aprendizagem de línguas, um ensino que permita aos seus filhos aceder ao mercado de trabalho e inserir na vida activa.

 Ao contrário do que pretendem alguns, a abertura sobre as línguas e outras culturas, não trará nenhum risco à identidade nacional. Pelo contrário, ela contribuirá a enriquecer, desde que a identidade marroquina é, graças a Deus, secular e bem enraizada, distingue-se pela diversidade de seus componentes e se estende da Europa até as profundezas da África.

 Embora tenha estudado em uma escola marroquina segundo os programas e currículos do ensino público, eu não tenho nenhum problema com as línguas estrangeiras.

 A Constituição, que foi votada pelos marroquinos, chama para a aprendizagem e domínio de línguas estrangeiras na medida em que elas são os meios de comunicação, da integração na sociedade, do conhecimento e de abertura sobre o espírito de tempo.

 Além disso, os estrangeiros reconhecem a capacidade dos marroquinos no domínio brilhantemente diferentes idiomas.

 Além disso, a reforma do ensino deve desfazer de todo egoísmo e de todos os cálculos políticos que hipotecam o futuro das gerações, sob pretexto de proteger a identidade.

 Na verdade, o futuro de todo Marrocos fica tributário ao nível do ensino que oferecemos aos nossos filhos.

 A partir daí, a reforma da educação deve visar principalmente o aprendizado para adquirir os conhecimentos e habilidades, e sobretudo o domínio das línguas nacionais e estrangeiras, notadamente em estudos científicos e técnicos que abrem as portas de inserção social.

 A reforma desejada não podia ser coerente se não for liberada do complexo que faz pensar que o bacharelado é uma questão de vida ou de morte para o aluno e sua família, e aquele ou aquela que não conseguiu não tem futuro.

 Bem evidentemente, alguns cidadãos não querem orientar-se no sentido da formação profissional, porque para eles, este sector desvaloriza e não é útil que para os pequenos empregos. Melhor ainda, eles vêem isso como um refúgio para aqueles que falharam em seus estudos.

 Devemos, portanto, ir até eles para mudar essa opinião negativa e explicar que o indivíduo pode subir e ter sucesso na vida sem o bacharelado. Temos também de trabalhar com o maior realismo para inserí-los nas dinâmicas que conhece este sector.

 Os Marroquinos só aspiram a segurança no futuro de seus filhos, uma vez terem a certeza da uma formação, capaz de abrir as portas do mercado de trabalho.

 Desde que a formação profissional se torna a pedra angular em todos os sectores de desenvolvimento, deve-se passar da formação académica clássica para uma dupla formação que assegura aos jovens a possiblidade de conseguir um emprego.

 Neste contexto, temos de reforçar os institutos de formação dos diferentes setores, notadamente das novas tecnologias,  automotivo, aeroespacial, profissões médicas, de agricultura, de turismo, de construção cível e entre outros.

 Paralelamente a isso, tem que assegurar uma formação profissional renovada de alta qualidade, especialmente em sectores que exigem ensino superior.

 Um motivo de satisfação: o nível honorado pelo qual os marroquinos concorrem em diferentes ramos científicos.

 Isto permitiu ao nosso país dispor de uma mão de trabalho altamente qualificada e apta a trabalhar dentro de várias empresas mundiais, especificamente aqueles que escolhem Marrocos para expandir seus investimentos e estender seu brilho.

 Para fim de garantir o sucesso da reforma em seu alcance estratégico, cada um de nos deve engajar-se e implicar-se seriamente na sua implementação. Além disso, nós chamamos para a elaboração desta reforma no contexto de um contrato nacional restrito, e este, através da adopção de uma lei-quadro que identifica a visão a longo prazo e  coloca fim ao interminável círculo vicioso da reforma.

 Caro povo.

 Se a política interna do nosso país tem a principal vocação servir o cidadão, sua política externa visa, quanto a ela,  a ser ao serviço dos interesses superiores da nação.

 Para este fim, somos obrigados a rever o estilo e as orientações da ação diplomática nacional, mantendo-se ligados aos princípios imutáveis sobre os quais Marrocos se apoia em suas relações externas, ou seja, o rigor, a solidariedade e credibilidade.

 Essa orientação veio na esteira da evolução e da maturidade do modelo marroquino, bem como  do acompanhamento das mudanças regionais e internacionais aceleradas, aproveitando as oportunidades existentes para estas transformações e enfrentando os desafios opostos.

 Em relção ao rigor, Marrocos, como parceiro responsável e fiel para com seus compromissos internacionais, não poupará nenhum esforço para defender os seus interesses supremos.

 Ele não permitirá nunca que violasse sua soberania, sua integridade territorial e seu projeto societal. Assim como não tolerará qualquer violação as suas instituições ou a dignidade dos seus cidadãos.

 Em relação á questão da nossa integridade territorial, temos defindo em nosso discurso da Marcha Verde, de forma clara e direta, os princípios e o referenciais de base para tratar do caso do Saara marroquino nos níveis nacional e internacional.

 O desenvolvimento dos acontecimentos sobre o dossié do Sara demonstrou a  nossa justa posição a nível das Nações Unidas e a sinceridade de nossas orientações a nível nacional. Assim, de fato,que será lançado pela graça de Deus, a implementação da regionalização avançada é o modelo de desenvolvimento para as províncias de Sul do Reino.

 Mas isso não significa que temos fechado o dossié. Pelo contrário, cada um deve permanecer vigilante e mobilizar-se para impedir as manobras dos adversários e opor-se a qualquer desvio susceptível de se produzir no processo de regulamento das Nações Unidas.

 Em relação a solidariedade, Marrocos segue uma abordagem diplomática estratégica para consolidar a cooperação Sul-Sul de forma eficiente, notadamente com os países irmãos africanos.

 A este respeito as visitas, que fizermos em muitos países do continente, tém permitido desenvolver um modelo de cooperação económica mutuamente benéfico, e de melhoria de condições de vida do cidadão Africano.

 Fiel as suas afiliações árabes e islâmicos, o Reino se comprometeu com a coalizão árabe para lutar contra o terrorismo e o restabelecimento da legitimidade no Iêmen, alianças pelas quais chamou Nosso querido irmão, o Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, o rei Selman Ibn Abdulaziz Al-Saud, autro a vontade de apoiar os nossos irmãos e parceiros estratégicos árabes.

 Neste contexto, reafirmamos a importância de encontrar soluções para as situações que afligem Iêmen, Síria, Iraque e Líbia, com base no diálogo e na implicação de seus povos respectivos com todas as suas componentes e o respeito de suas soberanias e integridades territoriais. Isso é justamente o objectivo pelo qual Marrocos obra para alcançar os objetivos de negociações de Skhirate que visa o regulamento da crise líbia.

 Apesar das circunstâncias difíceis que ameaçam a região árabe, devido à proliferação de gangues de extremismo e de terrorismo, a questão palestina permanece no coração da paz no Oriente Médio.

 Lá, Nos reafirmamos, em Nossa qualidade de Rei de Marrocos e Presidente do Comité Al-Quds, nosso apoio constante aos nossos irmões palestinos, liderança e povo para que seus direitos legítimos sejam respeitados e estabelecido com base num Estado palestino independente, cujas fronteiras de 1967, e capital Jerusalém Oriental.

 Quanto à credibilidade da nossa acção diplomática, ela é ilustrada através das parcerias que nos unem a um conjunto de agrupamentos e de países amigos.

 No quadro da sua inserção no meio de Euro-Mediterrânico, Marrocos continua a obrar no sentido de desenvolvimento de parcerias com os países da União Europeia.

 A este respeito, Nós estamos para reforçar a parceria excepcional com a França, em colaboração com a Sua Excelência o Presidente François Hollande.

 Também trabalhamos para prevalecer os laços de amizade com Sua Majestade o Rei Felipe VI e fortalecer ainda mais as relações de cooperação e de boa vizinhança com Espanha, além de nosso compromisso de desenvolver relações de cooperação frutuosa com o resto dos países europeus.

 Como um parceiro estratégico da Europa, Marrocos chama pelo estabelecimento de uma parceria equilibrada e equitativa que transcende os interesses conjuncturais acanhados.

 Nós também preocupamos em desenvolver a nossa parceria estratégica com os Estados Unidos, com base nos valores e princípios nos quais acreditam os nossos dois povos amigáveis.

 No quadro da diversificação de suas relações, Reiteramos o compromisso de Marrocos para aprofundar e enriquecer a parceria que liga, respectivamente, Rússia e China.

 Na mesma linha de pensamento, estamos trabalhando para abrir largas perspectivas perante ás relações de cooperação com os países latino-americanos e países asiáticos.

 A credibilidade do nosso país se expressa através de um engajamento construtivo em relação aos diferentes problemas e questões que preocupam a comunidade internacional.

 Os Fóruns abrigados por Marrocos sobre as questões de direitos humanos, de imigração, de liderança empresarial, de luta contra o terrorismo e de mudanças climáticas, são tantos encontros e eventos que refletem a confiança e a credibilidade do nosso país a nível internacional.

 Além disso, as respostas de nosso país para lidar com essas questões planetárias constituem uma contribuição qualitativa para os esforços internacionais no sentido de soluções objetivas.

 Caro povo,.

 Nossa doutrina para o exercício do poder consiste essencialmente para servir o cidadão, para santuarizar sua identidade, preservar sua dignidade e ser construtivamente receptivo ás aspirações  legítimas.

 Partindo do pacto selado entre nós, seu primeiro servo assegura sempre a prosseguir o trabalho coletivo engajado a favor de Marrocos, da unidade, do desenvolvimento e da igualdade em termos de direitos e de obrigações para o acesso aos recursos do país.

 Aproveitamos nesta ocasião para prestar homenagem às Forças Armadas Reais, a Guarda Real, as Forças Auxiliares, a Segurança Nacional e a Protecção cível  por seus esforços para preservar a segurança e integridade dos cidadãos e  sua dedicação em prol da defesa da integridade e da estabilidade da nação.

 Não há melhor para concluir o discurso, do que eu me dirijo a vós, caro povo, para recordar a necessidade de preservar o património precioso que nossos antepassados legaram, ou seja a autentica identidade marroquina que suscita inveja.

 Na verdade, é de seu dever patriótico e religioso para proteger a sua identidade e permanecer solidário com o rito sunita Maliki que os marroquinos escolheram voluntariamente e transmitido de pai para filho.

 Não se esqueça o por que os marroquinos se sacrificaram durante a primeira e segunda guerra mundial e em todo o mundo, e a razão pela qual foi exilado nosso Venerável avô, falecido Sua Majestade o Rei Mohammed V, que Deus esteja com Sua alma.

 Foi precisamente para o triunfo dos valores espirituais e humanos dos quais nós acreditamos. Assim como hoje, lutamos contra o extremismo e o terrorismo.

 Há alguma razão para que nos renonciamos a nossas tradições e a nossos valores civilizacionais marcados pelo selo de tolerância e de moderação, e que nós abraçamos as doutrinas estranhas a nossa educação e moral?

 Obviamente que não. Portanto, não se permite a nenhum de nos dar lições sobre a religião e não aceita incitação de pessoas para seguir um ritual ou uma doutrina originária do Leste, de Oeste, do Norte ou do Sul, e esse, independentemente do meu respeito para todas as religiões celestiais e as doutrinas decorrentes.

 Você tem que rejeitar todos os fatores de divisão e ter no coração, como teu costume, preservar a unidade do seu rito e teus símbolos sagrados, e ficar firme em teus princípios e orgulhoso da sua religião e sua pertença à pátria .

 O Todo-Poderoso disse: Coma o que seu Senhor Vocé acordou e sejam grato a Ele: Eis um grande país e um Senhor perdoar:  Verdade é a palavra de Deus.

 

Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh ".    

 

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