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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
 
 
 
Discursos Reais

"Reiteramos nosso compromisso com a nossa iniciativa para dar as nossos províncias do sul um estatuto de autonomia ... estamos nos preparando para implementar a regionalização avançada ..."

Sua Majestade o rei Mohammed VI dirigiu um discurso, quarta-feira, à nação, por ocasião da Festa do Trono, que coincide este ano com o décimo quinto aniversário da entronização do soberano.

 Segue abaixo o texto integral do Discurso real:



"Louvado seja Deus Tudo poderoso que a paz esteja com o Profeta, sua família e seus companheiros.

 Caro povo,

 Celebramos hoje, com tanta alegria e orgulho o décimo quinto aniversário da gloriosa Festa do Trono. Esta Ocasião anual por excelência é para fazer o ponto sobre o estado da nação.

 Não se entendemos apenas em prevalecer justo para passar em vista o resultado das conquistas, porque é longe que elas possam levar, permanecerão em abaixo daquelas em que nos acreditamos digno,

 Caro povo.

 Queremos entretanto que se seja uma oportunidade para marcar uma pausa, proceder a um exame de consciência e interrogar com toda franqueza, com sinceridade e objetividade, sobre o que existe de inscrever no ativo ou no passivo da marcha na qual estamos empenhados, para enfrentar o futuro com confiança, resolução e otimismo.

 O que Me importa, não é tanto o balanço e os números, mas antes de nada o impacto direto e qualitativo que as conquistas têm sido na melhoria das condições de vida de todos os cidadãos.

 Se é natural que o homem se libera, a cada fase de sua vida, a um exercício de introspecção, este exame de consciência afirma-se como uma necessidade para o seu primeiro servo, cuja missão é de assegurar o bem-ser de mais de 35 milhões de marroquinos.

 De fato, esta carga Supreme que me engaja  como Rei de todos os marroquinos, leva-me a interrogar cada dia, mesmo a cada instante, e durante cada ocasião de iniciativa, insitando-me a pensar e a consultar antes de tomar qualquer decisão sobre as questões que dizem respeito ao país ou aos cidadãos.

 Nossas escolhas são justa? Quais são as ações a acelerar, rectificar ou a reajustar? Quais são as obras e as reformas a iniciar?

 Acreditar que temos sempre razão, ou que não se equivoca jamais, isso é como abrir o caminho aos abusos e aos excessos de vaidade.

 Temos todos o direito de perguntar: Se as realizações e manifestaçoes de progresso que observamos têm o impacto direto esperado sobre a vida dos marroquinos? E se o cidadão marroquino, independentemente da situação material ou social, e onde ele esteja na aldeia e na cidade, sente-se uma melhoria concreta na sua vida diária, graças a essas obras e essas reformas?

 Essas interrogações não fazem que refletir nossa conquista permanente de eficiência e dos meios mais adequados para todos os marroquinos, sem distinção nenhuma, de modo a beneficiar de várias obras e realizaçoes que forão concluídas.

 Mas esta interrogação e esta pausa introspectiva não é de forma alguma um sinônimo de dúvida, de hesitação ou de visão borrão. Muito pelo contrário: o nosso caminho é claro, a nossa escolha precisa e pensativa. Porque nós sabemos quem somos, o que queremos e para onde estamos indo.

 Caro povo,

 Avaliar o estado da  situação da nação nos dá a oportunidade de avaliar a extensão do progresso, fazendo uso de todos os mecanismos conhecidos que permitem de medir essas evoluçoes.

 Já tem sido dado a nós de proceder em 2005, a uma pausa introspectiva, consubstanciada no relatório do cinquentenário, que permitiu avaliar as realizações, de identificar os desfuncionamentos e de ligar as aspirações desde o início da Independência, visando estabelecer políticas públicas mais eficazes.

 Hoje, 15 anos depois de nossa ascensão ao trono, parece-me necessário renovar essa pausa nacional.

 Na verdade, especialistas e observadores nacionais e internacionais concordam que Marrocos conheceu durante este período, os principais avanços nos mais variados campos.

 De fato, ninguém pode negar o desenvolvimento democrático do nosso país, incarnado notadamente pela Constituição de 2011, o sistema de direitos do homem e de liberdades do qual dispõe, e o início do projeto da regionalização avançada. Não resta nada menos do que o impacto concreto dessas reformas e bem outros, subordinado a sua implementação e a mobilização de elites qualificadas para garantir a implementação.

 Também não se pode ignorar as grandes infra-estruturas que surgiram. Seria possível, por exemplo, que os marroquinos, Eu o primeiro, possam imaginar que o seu país tem o maior porto do Mediterrâneo e o maior parque  de energia solar do mundo? Seria possível para um cidadão pegar a estrada para ir de Tânger a Agadir e El Jadida em Oujda?

 Assim, em termos econômicos, a taxa de crescimento conheceu um crescimento significativo devido à adopção de planos sectoriais ambiciosos, tal como o Plano Verde, o Plano de Emergência industrial e outros ainda.

 Mas, esse progresso não tem sido prejudicial para a promoção do desenvolvimento humano. Pelo contrário, os beneficiários de programa, relacionados atestam o seu impacto direto na melhoria das suas condições de vida e do seu papel na luta contra a pobreza, a exclusão e a marginalização em nosso país.

A pergunta que fica é: o que temos feito  do progresso que temos realizado?  Têm contribuído apenas para içar o nível de consumo, ou têm sido colocado ao serviço ad prosperidade comum de todos os marroquinos? Ou ainda: em que ponto estes desenvolvimentos foram traduzidas para melhoria da qualidade de vida dos nossos cidadãos?

 Caro povo,

 Acreditamos que o modelo de desenvolvimento marroquino atingiu um nível de maturidade que nos permite adotar critérios avançados e mais apontados para avaliar a relevância das políticas públicas e no âmbito do seu impacto real nas vidas de cidadãos.

 Esta avaliação foi confirmada pelo Banco Mundial que mostrou que o valor global de Marrocos conheceu nos últimos anos, um aumento significativo, principalmente devido ao grande desenvolvimento do seu capital intelectual.

 Pois o capital intangível se confirma de agora para frente como uma das configurações mais recentes mantidas  em nível internacional para medir o valor global dos estados e das empresas.

 Como todos sabem, os critérios que os estudiosos de economia e das finanças utilizam para medir a riqueza conheceram várias mudanças.

 Assim, o valor global dos estados foi calculado antes em função de seus recursos naturais, contabilizados  com base em dados ligados ao PIB-, o qual reflete, por sua vez, o nível de vida do cidadão.

 Em seguida, intervem a adoção de indicadores de desenvolvimento humano para determinar o nível de prosperidade entre os povos, e ver em que medida essas pessoas vão aproveitar as riquezas de seus países.

 É na década de 90 do século passado que o capital intangível começou a ser integrado como uma avaliação fundamental dos componentes de riqueza, antes de ser formalmente como parametro científico adoptado pelo Banco Mundial em 2005.

 Este critério permite de integrar o mundo de cálculo, os ativos que não foram considerados nas abordagens financeiras tradicionais.

 Trata-se em ocorrência de medir o capital histórico e cultural de qualquer país, juntamente às outras características que o distinguem, incluindo o seu capital humano e social, a confiança, a estabilidade, a qualidade das instituições, a inovação e a pesquisa científica, a criaçao cultural e artística, a qualidade de vida e meio ambiente, além de outros elementos ainda.

 Por exemplo, a segurança e a estabilidade constituem o fundamento da produção e da riqueza. Do mesmo, a confiança e a credibilidade são essenciais para estimular o investimento. No entanto, não encontram em nenhum lugar traços de seus ativos no valor total de estados.

 O Banco Mundial já havia realizado em 2005 e 2010, dois estudos para medir o património global de cerca de 120 Estados, incluindo Marrocos. Nosso país tem sido classificado entre os altos escalões no nível Africano, ultrapassando de longe alguns países da região.

 Mas tomando conhecimento dos números e das estatísticas que configuram nos ditos estudos e que destacam a evolução da riqueza de Marrocos, eu me pergunto, com os marroquinos, não sem espanto, Onde está a riqueza? Se todos os marroquinos tinham beneficiado, ou apenas algumas categorias? A resposta a estas perguntas não exige uma análise mais aprofundada. E se Marrocos tem conhecido progressos tangíveis, a realidade confirma que a riqueza não aproveita a todos os cidadãos. De fato, eu constato quando de minhas turnês de  informação, certas manifestações de pobreza e de precariedade, como eu anotei a magnitude das disparidades sociais entre os marroquinos.

 Por consequência,  e para tomar a ampla medida da situação, convidamos o Conselho Económico, Social e Ambiental, em colaboração com o Banco Al Magreb e as instituições nacionais, envolvidas e em coordenação com as instituições internacionais especializadas, para realizar um estudo que permite de medir o valor global de Marrocos entre 1999 e final de 2013.

 O objetivo deste estudo não é apenas para destacar o valor do capital intangível do nosso país, mas também e, sobretudo, de enfatizar a necessidade de manter este capital como critério fundamental nas políticas públicas, e  para que todos os marroquinos possam desfrutar da riqueza de seu país.

 Esperamos que este estudo apresenta uma análise objectiva da situação, e oferece recomendações práticas para a melhoria.

 E para que o relatório final não permaneça letra morta, ou apenas uma matéria para o consumo de mídia, temos decidido que o mais vasto difusão possível o seja assegurado. Exortamos o governo, o parlamento, todas as instituições envolvidas  e as forças vivas da nação, a considerar-se as recomendações construtivas contidas no relatório, e a trabalhar para garantir a sua execução.

 Na medida em que a avaliação da riqueza imaterial é visto como uma ferramenta de apoio à tomada de decisão, queremos que  o recenseamento geral da população, prevista para este ano, faça estado dos indicadores relativas ao capital imaterial de Marrocos, em seus diferentes componentes.

 Caro povo,

 Nosso esforço para melhorar as condições de vida dos cidadoes nao têm de igual que  Nossa vontade de garantir a sua segurança espiritual e consolidar o modelo marroquino em material da gestao da coisa religiosa.

 Este modelo original, baseado sobre a Comenda dos crentes que é a referência e o rito Maliki, é o produto da profunda reforma que realizamos ao longo dos últimos 15 anos, para garantir a atualização e o treinamento do campo religioso.

 Este é um paradigma que tem por vocaçao proteger o cidadão e a sociedade contra os males do extremismo, do isolacionismo e da ignorância. Para fazer isso, temos que proteger as mesquitas de qualquer manipulação, especialmente porque eles são espaços de adoração, de aconselhamento, de orientação e  de alfabetização.

 E este é precisamente o objetivo da Carta das Ulema de 2008, reforçada pelo plano de apoio para o enquadramento religioso local, e pelo qual temos dado o inicio, assegurado por mais  de 1300 Imams-Morchides oficiando em todas as regiões do reino.

 Este modelo também é baseado sobre a vontade de proporcionar uma formação científica e religiosa transparente. Essa deve ter valores da moderação, do justo meio e da preservação dos constantes islâmicos paralelos e em conjunto com o esforço imaginativo de Ijtihad e de abertura. Porque trata de garantir uma combinação perfeita entre a nossa santa religião e nossas escolhas nacionais, bem como as imperativas exigências dos tempos modernos.

 É por isso que o modelo marroquino de gestão de assuntos religiosos é avaliado pelo seu valor justo e faz objeto do interesse  suportado em níveis continental e internacional.

 Neste sentido, queremos que a experiência marroquina possa ser a disposiçao de outros países irmãos que partilham com Marrocos o compromisso dos mesmos princípios e dos valores espirituais, e que manifestaram o desejo de benificiar do modelo marroquino, como foi o caso da cooperação em materia da formação de imames.

 Caro povo,

 No quadro da complementaridade e da coerência entre as políticas interna e externa do nosso país, Nós nos esforçamos a explorar o melhor a evolução do nosso modelo de democracia e de desenvolvimento para reforçar a imagem e, o lugar de Marrocos no cenario  internacional e representar os interesses sublimes e as causas justas do nosso país.

 No contexto de mudanças aceleradas que o mundo conheceu, temos assegurado que o modelo diplomático marroquino baseia-se na auto-confiança, no espírito de iniciativa, no realismo e na eficiência, bem como no respeito da legalidade e no  espírito de abertura, de moderação e  de compromisso com os valores universais.

 Isso que faz de Marrocos um parceiro eficiente, escutado e desfrutando de um nível de confiança e de credibilidade. É esta posição privilegiada que nós nos esforçamos, com a ajuda de todas as forças vivas do país, para consolidar-se em todos os níveis.

 No plano de Maghreb, reafirmamos nossa determinação de construir uma União forte, baseada em relações bilaterais e projetos econômicos exclusivos.

Estamos convencidos que o desacordo não é uma fatalidade inevitável; é mesmo algo normal em todos os agrupamentos. Por exemplo, a União Europeia tem conhecido sempre disputas entre seus membros, mas sem que essas diferenças não acabem em ruptura. Mas, o que é lamentável é de continuar a manter a discordância para deter a marcha da União do Magrebe.

 Qualquer que seja o âmbito dessa disputa, não justifica, por exemplo, a persistência de fechamento de fronteiras. De fato, a situação chegou a um limite que o cidadão do Magrebe não entenda nem aceite. Tanto é assim que muitos de meus interlocutores que eu encontrei durante minhas viagens em alguns países irmaos, interrogando com espanto sobre as razões da persistência deste fechamento e chamando para a remoção de barreiras entre nossos povos.

 Eu sempre respondei a eles que Marrocos nao parou de chamar, por mais de seis anos, à busca de uma saída desta situação estranha. No entanto, todas as iniciativas marroquinas responsáveis ​​se defrontam a uma intransigência e recusa sistemática, que vão na contramão da lógica da história e da lei, e violam os direitos do nosso povo em materia de intercâmbio e de interação humana e de abertura econômica.

 Assegurar de fazer  as relações bilaterais a pedra angular da construção da União do Magrebe, tendo exprimir  a minha satisfação quanto aos resultados positivos da visita, efetuada  recentemente em Tunísia, e a calorosa recepçao que Me foi reservada pelo grande povo da Tunísia e das instituições nacionais, e a qual eu tenho sido particularmente sensível.

 Tenho certeza de que a Tunísia vai continuar os processos pacíficos para consolidar as instituições do Estado e garantir o seu desenvolvimento e prosperidade aos cidadãos.

 No plano árabe, a situação desastrosa,  enfrentada por alguns países da região, é preocupante e profundamente perturbadora.

 A crise na Síria e no Iraque é apenas uma manifestação desta situação perigosa que traversa o mundo árabe, e que se alimenta das políticas de exclusão e de conflitos religiosos e sectários. Ligada a uma amplificação de drama humanitária e que aflige esses dois povos irmãos.

 Não é só uma crise regional, mas um atoleiro e um terreno fértil para as forças de extremismo as mais violentas e as mais  ameaçadoras a segurança do nosso país, ou ainda a segurança e a estabilidade no mundo.

 Nós temos a maior necessidade hoje por um sistema árabe coerente politicamente, economicamente integrado, politicamente unificado e harmonioso, um sistema que possa transformar o mundo árabe em pólo geopolítico pesando de seu peso real nas relações internacionais e capaz de defender as causas árabes cruciais.

 Os laços de fraternidade e de compreensão que nós unem entre os nossos irmãos,  líderes dos Conselho de Cooperação do Golfo e da parceria privilegiada que liga nossos países irmãos, são tantos motivos de orgulho para nós.

 Em relação à questão palestina, reiteramos nossa forte condenação da agressão israelense injusta em Gaza.

 Marcando nossa concreta solidariedade com o povo fraterno palestino nesta prova, fomos um dos primeiros a fornecer material de apoio às vítimas de agressão. Também abrimos hospitais marroquinos para os feridos e doentes entre essas vítimas para ajudar e aliviar seus sofrimentos em uma conjuntura delicada.

 Reiteramos também nosso apoio a todas as iniciativas internacionais construtivas para alcançar uma paz justa e duradoura, baseada na solução de dois Estados.

 Assumindo a missão suprema, incumbente para defender Al-Quds Al-Sharif, Nós trabalhamos para que o Comitê Al-Quds que eu tenho a honra de presidir, adotado por ocasião da realização de sua vigésima sessão em Marrakech, recomendações fortes visam apoiar as negociações de paz e preservar a identidade espiritual e civilizacional de Al-Quds, contra  as violações israelenses ilegítimas.

 Além disso, esta sessão levou a adopção do Plano de Acção Estratégica Quinquenal da Agência Bait  Mal Al-Quds para apoiar os sectores vitais por meio de projetos rigorosos em sua programação e financiamento.

 Para apoiar a resistência do nosso irmãos maqdisis em suas terras, preocupamos que a Agência prossega sua acção no terreno, através de apoio direto e prático  importantes   para satisfazer as suas necessidades urgentes.

 Caro povo,

 Estamos profundamente convencidos de que África é capaz de realizar seu futuro.

No entanto, este objetivo só pode ser alcançado se o continente conta com seus filhos e seus próprios recursos. Aqui, quero reiterar o que eu disse em Abidjan: África deve ter confiancia em África.

 A partir daí, reiteramos nosso compromisso de adotar  a favor de  nossos irmãos africanos, uma política harmoniosa e coerente, fundada sobre a exploração comum das riquezas , da promoção do desenvolvimento humano e do reforço da cooperação económica.

 Esta orientação é ilustrada através das visitas que efetuamos a um certo número de países africanos irmãos, bem como o âmbito e a qualidade dos acordos que foram assinados nesta ocasião, e que formam a base de um modelo preferido de parceria Sul - Sul, e que queremos com solidariedade e eficiência.

 Além disso, renovamos nosso compromisso a favor da cooperação tripartite e multilateral e parcerias equilibradas e mutuamente benéficas com os países do Norte.

 Dada a proliferação de ameaças de segurança, notadamente na região do Sahel e do Saara, chamamos de novo para uma resposta coletiva às organizações terroristas, que encontram um aliado nas gangues separatistas e nas hordas que praticam o tráfico de pessoas, de armas e narcóticos, devido à sobreposição de seus respectivos interesses. Elas constituem certamente a maior ameaça à segurança regional e internacional.

 No entanto, se nos voltamos naturalmente para a África, essa orientação não será à custa de parcerias que unem Marrocos com os seus parceiros internacionais. Ela abre, alias, perspectivas entre os Estados do Norte e países do sul.

 Dessa forma, acreditamos que o estatuto avançado que liga o nosso país à União Europeia não é um fim em si mesmo. É, antes de tudo, um passo importante para a consolidação de uma parceria marroco-europeia que queremos justa e equilibrada.

 Além disso, Marrocos atribui uma grande importância para o sucesso das negociações em curso para chegar a um acordo de livre comércio global, aprofundado e podendo servir como um quadro de relações mais estreitas entre Marrocos e Europa e uma melhor integração da economia marroquina no mercado interno europeu.

 Paralelamente o fortalecimento de sua relação privilegiada com a UE, Marrocos está empenhado em diversificar e expandir suas relações bilaterais com os países deste encontro.

 No quadro das relações históricas que ligam Marrocos e Estados Unidos da América, reafirmamos nosso compromisso de fortalecer a parceria estratégica entre os dois países, especialmente através de busca de novos mecanismos para apoiar o Acordo de Livre Comércio e a busca do diálogo estratégico.

 A este respeito, conseguimos o nosso encontro com Sua Excelência o Presidente Barack Obama em novembro passado, para imprimir esta parceria um forte impulso, que começou a dar frutos, seja em termos bilaterais ou termos de concordância de pontos de vista sobre questões regionais e internacionais de interesse comum, como por exemplo as questões do desenvolvimento e da segurança em África.

 Para reforçar a abertura e a diversificação da política de parcerias, Nós nos preocupamos em consolidar as relações seculares entre os nossos países, respectivamente, a Federação Russa e a República Popular da China, que pretendemos visitar, tal uma como outra, em breve.

 Neste sentido,  somos determinados a aprofundar a dimensão económica da parceria privilegiada entre Marrocos e esses dois países.

 Caro povo,

 Imprimimos um toque particular e inovadora para a nossa ação diplomática, graças à independência e o realismo de nossa política externa.

 Também preocupamos para que todas as forças do país continuem a envolver na defesa dos interesses superiores da nação, em pirmeiro lugar a integridade territorial que continua a ser uma prioridade.

 A questão do Saara, como já reiterei mais de uma vez, é a causa de todos os marroquinos. É uma responsabilidade que nos envolve todos.

 Neste sentido, chamamos novamente para fazer prova mais uma vez e como sempre com vigilância e mobilização coletiva e  a engajar as iniciativas necessárias para antecipar as manobras dos adversários. Porque não é mais como esperar ou  tomar conta csobre um ou outro, ou ainda de manter-se a simples reações.

 Além disso, reiteramos nosso compromisso com a nossa iniciativa de dar aos nossos províncias do sul um estatuto de autonomia, iniciativa cujo Conselho de Segurança tem, na sua última resolução, destacado mais uma vez a seriedade e a credibilidade.

 No entanto, nós não hipotecamos o futuro da região, mas vamos continuar os projetos de desenvolvimento e  de modernização sobretudo no sentido da implementação do modelo de desenvolvimento de nossas províncias do Sul, com base em uma abordagem participativa, de boa governação, de projectos coerentes e multidimensionais que aspiram a alcançar o desenvolvimento integrado.

 Por outro lado, nos estamos se preparando para implementar a regionalização avançada em diferentes regiões do reino, liderada por nossas províncias do Sul, isso é com respeito às especificidades regionais e favorecendo a governança democrática, pelo povo da região, gerindo seus assuntos locais, no quadro de Marrocos unificado das regiões.

 Para concluir, nós apresentamos um vibrante homenagem às Forças Armadas Reais, a Guarda Real, a Segurança Nacional, a Administração Territorial, as Forças Auxiliares e a protecção civil por  sua mobilização constante, sob o nosso comando, para defender a integridade, a segurança e a estabilidade.

 Evocamos com reverência e deferência, a memória imaculada de Nosso Auguste Avô e Nosso Ilustre Pai, Sua Majestade o Rei Mohammed V e seu falecido Majestade o Rei Hassan II, bem como todos os corajosos mártires da pátria que Deus esteja com suas almas, em reconhecimento aos grandes sacrifícios que prestaram com grandeza a soberania da nação.

 Fiel à sua memória eterna, porsseguimos a implementação de projetos de desenvolvimento e de modernização para assegurar, com a vontade divina, as condições de uma vida livre e digna a todos os nossos cidadãos, onde quer que estejam, no contexto de unidade,  da segurança e da estabilidade.

 "Meu Senhor, faça desta cidade um asilo seguro. Acorda a seus habitantes os frutos como alimento." Verdadeira é a palavra de Deus.

 Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarkatouh ".

 - Notícias sobre Saara Ocidental / Corcas

 

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