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quinta-feira, 13 de agosto de 2020
 
 
 
Discursos Reais

SM o Rei Mohammed VI confirmou quinta-feira passada no seu discurso celebrado pelo décimo aniversário da sua acessão ao trono,a ligação ao Marrocos da iniciativa de autonomia como solução da questão do Sara “ com seu rigor democrático e seu horizonte magrebino” bem como o seu engajamento e firme compromisso junto ao reino para a edificação de uma união em prol dos povos da região e “de acordo com uma visão construtiva que excede as posições divergentes. ” Disse a SM o Rei.



Neste quadro, SM o Rei reiterou a vontade do reino de normalizar as relações diplomáticas com a Argélia dizendo “a esse respeito, o nosso país é animado por uma vontade sincera de contribuir para a emergência das condições necessárias para a dinamização de uma ação comum magrebina, como escolha estratégica, capaz de concretizar as ambições dos cinco povos da região em matéria de desenvolvimento integrado e complementar.

Esta diligência visa responder às exigências inerentes à parceria regional e aos imperativos ligados à era das organizações internacionais. Também, nos reafirmam a Nossa vontade sincera de normalizar as relações marocoargelinas no âmbito de uma visão prospectiva e construtiva, e que rompe com as posições anacrónicas herdadas de uma época ultrapassada.

Incompatíveis com o espírito de abertura prevalecida por séculos, as posições são marcadas nomeadamente pela obstinação das autoridades argelinas que mantêm o encerramento unilateral das fronteiras terrestres. ” Disse a SM o Rei.

SM o Rei felicitou neste quadro o papel da diplomacia marroquina e especialmente o apoio à união magrebina dizendo “imprimimos igualmente uma nova respiração, favorecendo essencialmente as interacções e as sinergias entre as nossas políticas nacionais e para com uma agenda internacional, articulando estas políticas em redor de seis eixos essenciais, o primeiro ligado à expressão do nosso compromisso infalível para trabalhar pela construção de uma união magrebina estável, integrada e próspera. ” Disse a  SM o Rei.

SM o Rei colocou a tónica sobre a determinação do Marrocos de prosseguir os esforços de colaboração com as Nações Unidas a fim de pôr termo ao conflito regional em redor do Sara a favor de uma mediação em prol de uma solução política consensual. SM o Rei exprimiu igualmente a sua apegação pela  iniciativa de autonomia “tendo em conta a seriedade e a credibilidade que são-lhe reconhecidas a nível internacional, tanto que a verdade foi posta sobre os princípios fundamentais que são consideradas como as fianças em matéria dos direitos do homem, e que tal vocação tem assegurado  a reconciliação e a reunificação dos filhos do Sara marroquino. Abre um horizonte magrebina  e regional de forma construtiva, promovendo a esperança de poder fazer face aos desafios do desenvolvimento na região, e assegurando os progressos e prosperidade a favor de seus habitantes. ” Disse a SM o Rei.

Em conformidade com a escolha do reforço da democracia local e a instauração da boa governança territorial, a SM o Rei anunciou o lançamento iminente do projecto de regionalização avançada com a designação de uma célula consultiva para a regionalização. Esta entidade terá por missão de elaborar em alguns meses o quadro geral da regionalização. Terá por região pilota ao projecto de regionalização avançada nas  províncias do Sul “e isso marcará um salto qualitativo no processo da democracia local. ” Disse a SM o Rei.

A SM o Rei exortou o governo de acelerar a preparação da carta de descentralização administrativa “sem a qual nenhuma regionalização eficiente pode ser encarada. Também é necessário transcender as mentalidades centralizadoras bloqueadas. ” disse a SM o Rei e acrescentando “consideramos, por conseguinte, que existe uma regionalização avançada e uma desconcentração alargada, como única medida em prol dos progressos realizados em termos de reforma e modernização das estruturas do Estado. ”

Segue o texto integral do discurso SM o Rei:

" louvado seja Deus, Paz e salvação seja sobre o Profeta, a Sua família e os Seus companheiros.

Caro povo,

Celebramos hoje o décimo aniversário da Nossa acessão ao Trono de nossos ancestrais, tratando de uma ocasião especial que constitui um momento forte para fazer o ponto sobre o estado da nação e para delinear as perspectivas do futuro.

Convencemo-nos geralmente que o Marrocos cruzou, em matéria de construção democrática e desenvolvimento, etapas essenciais que marcam um momento decisivo importante na história do Reino.

Considerando que da Minha responsabilidade de dizer sem âmbares e com imperativo apelo  lançar acções corajosas e determinadas para eliminar as escolhos errôneas e corrigir os disfuncionamentos que têm afectado este percurso. O nosso objectivo é de determinar a construção do Marrocos sob a unidade, da democracia e o desenvolvimento. Tratando, com efeito, de assegurar a actualização do nosso país e pô-lo em situação concreta, assinalando os desafios num contexto mundial face às tomadas decisões com múltiplos constrangimentos e profundas mutações.

Diante disso a concretização destas intenções passa necessariamente pela luta em prol da  realização dos estaleiros de desenvolvimento. Isso passa necessariamente via o reforço dos estaleiros que permitem estabelecer novas reformas e  assegurando uma gestão de acordo com as regras de boa governança. Tanto o trabalho e os esforços percorridos,   serão os mais determinados para manter o cabo e fazer avançar o país sobre a via do progresso e da prosperidade. A nossa vantagem essencial, para chegar, reside em constantes nacionais fundamentais que não cessam, do resto, de renovar-se.

Tratando, de maneira essencial, da unidade que nos une com o Islão sunita malekita, o qual assumimos, na Nossa qualidade de “Amir Al-Mouminine”, sob a carga de modernizar o edifício institucional e o espaço cultuel.

Nestes temos, com tanta determinação que devemos reforçar a identidade marroquina e sua reabilitação diante das múltiplas afluentes nas quais nossa unidade possa implementar-se sua força e riqueza.  Por isso devemos agir face às situações de forma moderada e tolerante diante dos riscos do extremismo. Assim nos proponhamos a Iniciativa de autonomia, com a profunda democracia e seu horizonte magrebino, nos reafirmamos ainda a unanimidade nacional em volta da preservação da integridade territorial de nosso pais.

Temos, com tanta determinação, que reforçar a identidade marroquina, velando pela reabilitação de seus múltiplos afluentes, a qual a nossa unidade nacional extrai a sua força e a sua riqueza. Além disso, propondo a Iniciativa de autonomia, com a sua profundidade democrática e o seu horizonte magrebina, endurecemos mais ainda a unanimidade nacional em redor da preservação da integridade territorial do nosso país.

Na medida em que a Monarquia constitui a chave das constantes nacionais, velamos para erigir na Monarquia cidadã, unindo-nos pela consolidação de um Estado de Direito e das instituições e pela reforça da democracia participativa, bem como pela boa governança e a política de proximidade. Paralelamente, empregamo-nos a fazer prevalecer às regras de equidade do respeito às mulheres bem como as camadas sociais e das regiões desfavorecidas.

Nós temos confortado a sua essência diante da Monarquia que age em perfeita simbiose com todas as componentes da nação, transcendendo as tendências políticas e categoriais, e resolvendo assumir as responsabilidades de comando e do impulso que incumbem ao Trono alauita, o qual não é o depositário das causas supremas da pátria e os cidadãos, mas também constitui o catalisador do progresso.

A fim de dar a sua expressão tangível quanto a esta diligência, obrando de modo que o cidadão fosse, ao mesmo tempo, o actor, o motor e a finalidade mesma de toda as nossas iniciativas e todos os nossos projectos de reformas e de desenvolvimento.

E neste espírito que lançamos a Iniciativa Nacional para o Desenvolvimento Humano.

Por outro lado, temos acolhido os primeiros resultados que foram registrados neste quadro com uma grande satisfação, demonstrando a nossa determinação face ao extremo quanto as dificuldades e as escolhos que viriam emergir.

Assim foram decididos de envolver no sentido de uma nova estratégia capaz de promover o estaleiro de desenvolvimento do reino, tendo  constantemente em vista:

1- A procura de uma maior eficácia e forma de imprimir as realizações. A esse efeito, chamamos todos os actores a tomar conta, aquando da preparação dos projectos de INDH, da especificidade daqueles que asseguram a sua perenidade e a sinergia através de diferentes programas setoriais e planos de desenvolvimento comunais.

2- A necessidade de apresentar os referidos projectos pelo controle e a avaliação, velando para que possa dar força às recomendações do Observatório nacional da INDH, e.

3- O imperativo de focalizar-se sobre as microrealizações, geradores de empregos e de rendimentos estáveis, sobretudo no contexto atual econômico difícil.

Caro povo.

O desenvolvimento humano, como nós  encaremos, entende-se na sua acepção integrada, estabelecendo uma correlação entre o aumento da taxa de crescimento económica e a distribuição equitativa dos frutos deste crescimento, e fazendo a coesão social a ultima finalidade do desenvolvimento humano e a eficácia económica.

Por conseguinte unimo-nos que o Marrocos seja dotado dos equipamentos de base necessários ao seu desenvolvimento e a sua prosperidade, e pôr em estaleiro grandes projectos estruturados. Também, velaram pela  adopção de estratégias ambiciosas quanto aos sectores fundamentais os mais prometedores da nossa economia, em ocorrência o turismo, a indústria, a moradia, a energia e os recursos de água, bem como o sector chave da agricultura, que consolida o Plano verde do Marrocos.

Temos, outra vez, que prestar homagem pelo o estratégico acompanhamento do setor agrícolo, que nos gratificou, e que permitiu atenuar o difícil impacto da conjuntura económica mundial que nos país enfrenta, sobretudo no meio rural.

Graças à precisão das nossas escolhas, a eficiência dos nossos programas de reformas e a consolidação da solidariedade social e em espacial, o nosso país foi poupada relativamente das repercussões econômicas e sociais diante de uma crise financeira mundial aguda.

Para tanto, aquilo que não devemos ocultar são as fragilidades estruturais que a crise de tal amplitude revelou ou, por algumas, exacerbou.

Chamamos, por conseguinte, ao conjunto das autoridades e com relação aos atores referidos para que eles possam aplicam-se conjuntamente com vista a remediar. Devem, para esse efeito, fazer prova de uma forte determinação e de uma grande criatividade que permita encontrar soluções corajosas, adaptadas às exigências da conjuntura delicada que prevalece actualmente. É necessário, a esse respeito, desistir-se de qualquer forma contra a passividade ou a temporizarão, abstendo-se de outros paliativos.

A esse respeito, exortamos o governo a redobrar os esforços para desenvolver planos dinâmicos, antecipativos e audaciosos, para estimular a economia e assegurar a proteção social necessária.

Assim como a protecção de nossos sacramentos, rituais, religiosos e nacionais que constituem uma carga a qual somos o depositário, velamos para cada um se implica com as constantes econômicas e sociais, que figuram como obra da boa governança e em matéria de desenvolvimento. Estas regras se impõem a todos em todas as circunstâncias, sobretudo aquelas que necessitam de esforços para fazer face a estas conjunturas delicadas.

Assim, o plano econômico é essencial para fazer prova de uma vigilância diante dos momentos e perante os riscos económicos internacionais. A firmeza é igualmente de apostar no sentido de preservar os equilíbrios fundamentais que é o fruto de reformas estruturais e de um resultado objeto de um esforço coletivo e de todas as componentes da nação. Trata de um acervo importante o qual   não se deve deixar sem comprometer-se de forma profunda, e independentemente dos constrangimentos.

É igualmente fundamental emprestar às vias mais judiciosas para realizar os objectivos de desenvolvimento socioeconómico. É conveniente lugar, a esse respeito, com vista assegurar a rigorosa coordenação  e acompanhamento permanente da político  pública, velando para que estas estratégias estejam em sinergia real com as mutações internacionais, e fazendo prova de uma abertura positiva sobre a mundialização.

Qual que seja a amplitude, a crise não deveria servir de pretexto contra o recesso. Bem pelo contrário, deveria promover no sentido de ampliar um esforço imaginativo acrescido, o que possibilitara oportunidades que convêm frutificar via iniciativas econômicas audaciosas, capazes de reforçar posições em termos econômicos regionais e internacionais junto ao Marrocos.

Também seria necessário obrar em prol de suscitar uma inteiração fértil entre os diferentes planos, como um produto típico marroquino que ganha em qualidade e competitividade, de maneira a aprimorar as exportações e preservar os equilíbrios financeiros externos.
Essa situação exige igualmente fructificar, de maneira óptima, os acervos que armazenamos no domínio das trocas comerciais.

A consolidação de um clima económico propício para o investimento e ao desenvolvimento permitindo uma boa governança pública, a qual supõe um esforço moralizador e protetor diante dos orçamentos públicos contra qualquer forma de dilapidação e desperdício. Implica igualmente o dever de combater todas as práticas inerentes à economia de renda e aos outros privilégios impróprios.

O Marrocos que esta na fase dos países em desenvolvimento, enfrenta desafios essenciais e urgentes em matéria de desenvolvimento, detendo plenamente consciência da necessidade de preservar o ambiente e  respondendo aos imperativos ecológicos. Perante estas exigências e em conformidade com estes compromissos, reafirmando assim o necessário para prosseguir em sentido de uma política de actualização gradual e global, tanto a nível económico como no nível do plano da sensibilização, bem como buscar uma forma de tornar os meios competitivos diante dos parceiros regionais e internacionais.

A esse respeito, chamamos o governo a elaborar um projecto de Carta nacional global e para o meio ambiente, permitindo a salvaguarda dos espaços, as reservas e os recursos naturais, no âmbito do processo de desenvolvimento duradouro.

A Carta deveria igualmente prever a preservação dos sítios naturais, vestígios e outros monumentos históricos que fazem a riqueza do meio ambiente que é considerado como um patrimônio comum da nação, do qual a protecção é uma responsabilidade colectiva que incumbe  a todas às gerações futuras.

De qualquer maneira, compete aos poderes públicos de prever a vertente protecção do meio ambiente, nos cadernos de encargos relativos aos projectos de desenvolvimento.

A reforma judiciosa do sistema de educação e de formação é a via essencial a emprestar para assinalar os desafios do desenvolvimento, porque é necessário efectivamente reconhecer que ela envolve uma reforma sectorial, que exige combater face aos problemas  e desafios de uma grande amplitude. Ora, para chegarmos, nós tenhamos que fazer  outra escolha em prol de promover novas de pesquisa consolidando a inovação, e  assegurando a atualizarão dos nossos recursos humanos, que representam a nossa principal vantagem. A sua qualificação é de natureza a consolidar a igualdade de oportunidades e permitir construir uma sociedade com uma  economia do saber, colocando à disposição dos nossos jovens empregos produtivos.

Porque a esfera social é fundamental para o domínio econômico que envolve os estaleiros de desenvolvimento, conduzindo no sentido de assegurar o acompanhamento do Reino diante das mutações no cenário internacional.

Neste quadro, consideramos que o reforço da justiça social é um elemento chave da Nossa doutrina do poder. Chamando, por conseguinte, o governo a enfrentar esta abordagem que já esta sendo claramente afirmada logo. Pertence, para esse efeito, a nos de fazer escolha pela a prioridade, nas políticas sociais do Estado, diante das categorias sociais e das regiões que são deficitárias.

Isso quer dizer que é necessário rebaixar as políticas o plano de acompanhamentos ate o reajustando dos campos e dos mecanismos para poder intervir mas sem se contradizer face as exigências quanta a equidade, a racionalização e a eficácia.

É necessário fazer prova também de imaginação e de engenho para desenvolver soluções inovadoras. Bem como agir com audácia e responsabilidade, sem nunca estar a render às veleidades políticas, nem tentações pela instrumentalizaçao populista das coisas.

Assim temos a preocupação de concretizar-se, num clima sã e sereno, os objectivos destas políticas sociais inovadoras, chamando, por conseguinte, pelo instaurado novo contrato social. Razão pela qual reafirmamos a necessidade de operacionalização do Conselho Econômico e Social, como quadro institucional de diálogo. Esta instituição tem vocação a ser uma força de proposta que permite pôr o ponto e refinar esta Carta de forma a melhor servir aos objetivos de desenvolvimento do nosso país.

É necessário, com efeito, que o Marrocos possa prosseguir o seu processo de reformas, e estar em condições de enfrentar as conjunturas delicadas, consolidando ao mesmo tempo a confiança dos seus parceiros e reforçando a sua atracção em termos de investimento e de competências.

A fim de confortar a entreajuda social através de uma solidariedade espacial, convidamos o governo a desenvolver uma estratégia inovadora, capaz de melhorar as condições de vida das populações das zonas montanhosas e à valorização das suas potencialidades econômicas, culturais e ecológicas.

Somos certamente os Marroquinos, animados todos com um espírito de cidadania envolvidos numa  vontade de agir com segurança em prol da resolução, sem afetar de forma a aderir ao  esforço comprometedor sob o Nosso impulso, visando a favorecer a emergência de um modelo empresarial solidário e equilibrado.

Temos, a esse respeito, que prestar  homenagem aos nossos cidadãos imigrantes que manifestam, a esse respeito da sua mãe pátria, trata de uma fidelidade e lealdade sem falha, nos momentos de muita adversidades.

Porque, com efeito, e não obstante as repercussões da crise económica mundial, são unidos resolutamente face a sua terra de origem, o Marrocos, e a cada vez mais são numeroso aqueles que decidem de voltar, felizes para reencontrar seus parentes.

Exortamos, por conseguinte, o governo a continuar a ocupar-se da sua situação, tanto na pátria como no exterior.

Caro povo.

A boa governança constitui indubitavelmente a chave de edificação e construção, em prol do desenvolvimento e da democracia. O nosso país acaba de cruzar, através do último voto local, uma nova etapa no reforço da normalidade da prática democrática, confortada de maneira própria para uma representatividade feminina consolidada nos conselhos comunais. Mas o que é ainda mais importante, é que o Marrocos possa assinalar, com sucesso, o desafio do desenvolvimento local e regional, o qual reside a evidência, como vinculo da disponibilidade das elites qualificadas.

Também chamam os eleitos locais a tomar as suas responsabilidades, se armando no sentido de responder às necessidades diárias urgentes dos cidadãos, e pondo em obra para que a esse efeito sejam programas realistas.

Cabe-lhes, por conseguinte, procurar uma maior proximidade no que diz respeito aos cidadãos e velar para uma boa gestão dos seus negócios. Devem fazer prevalecer o interesse geral para além de qualquer outra consideração, e obras em relação com as forças produtivas e associativas, junto aos poderes públicos.

A esse respeito, compete a cada um para velar pelo respeito e pelos escrúpulos da supremacia da lei, e fazendo prova de uma firmeza constante para dissuadir ou restringir qualquer incumprimento na matéria.

Na Nossa resolução promover a governança territorial, decidimos lançar um estaleiro fundamental de reformas, em ocorrência a valorização do site de uma obra de regionalização avançada, desejando que seja  um salto qualitativo no processo de democracia local. A esse respeito, contamos proceder, em breve, para instalação de uma comissão consultiva para a regionalização.

Esperamos que esta comissão que é apresentada pela Nossa Elevada Apreciação, alguns meses anteriores, uma concepção geral que poderia ser o modelo marroquino para uma regionalização avançada, assegurado via uns conselhos democráticos, no âmbito de uma repartição. Convidamos igualmente para comprometer-se numa reflexão exaustiva sobre as vias e meios objeto das nossas províncias do Sul para fazer delas províncias um verdadeiro modelo em matéria de regionalização avançada, em maneira consolidada de gestão democrática através de negócios locais e com habilidade aproveitando  as competências existentes.

Paralelamente, exortamos o governo a diligenciar pela  elaboração de uma Carta de desconcentração administrativa, sem a qual nenhuma regionalização eficiente pode ser encarada. Também é necessário transcender as mentalidades centralizadoras bloqueadas.

Consideramos, por conseguinte, que a  regionalização avançada e a sua desconcentração alargada constitui uma única medida para avançar no sentido dos progressos realizados em termos de reforma e da modernização das estruturas do Estado.

Convencido que somos a altura de ter uma boa governança graças a uma reforma profunda com justiça, vamos então manter em breve, com ajuda de Deus, para atualizar o estaleiro desta reforma, após ter recebido as conclusões das largas consultas que foram comprometidas a esse respeito.

A coerência das competências entre o centro e as regiões.
 
Caro povo.

Com a mesma firmeza e a mesma determinação, unimo-nos a dar um forte impulso à nossa diplomacia, velando que a firmeza sobre os princípios, o pragmatismo nas abordagens, a eficiência dos meios de acção e o pragmatismo dos resultados registrados objeto de suas vantagens essenciais.

Queremos constantemente mobilizar todos para defender a causa consagrada do Reino, diante da sua integridade territorial, preservando os interesses superiores da nação, consolidando a sua radiação diante da escala regional e internacional que contribui  ativamente para o seu desenvolvimento e face aos obstáculos face a uma diplomacia econômica eficiente.

Levando igualmente uma nova aspiração, ao favorecer essencialmente as interacções e as sinergias entre as nossas políticas nacionais e a agenda internacional, articulando estas políticas em redor de seis eixos essenciais, o primeiro sendo a expressão do nosso compromisso infalível objeto da obra de construção de uma União Magrebina de modo estável, integrado e próspero.

A esse respeito, o nosso país é animado por uma vontade sincera de contribuir para a emergência das condições necessárias para a dinamização da ação magrebina comuna, como sendo a escolha estratégica própria para concretizar as ambições de cinco povos da região em matéria de desenvolvimento integrado e complementar.

Esta diligência é a mesma de responder às exigências inerentes à parceria regional e aos imperativos ligados a era dos blocos e das associações internacionais. Também, reafirmam a Nossa vontade sincera de normalizar as relações marocoargelinas no âmbito de uma visão prospectiva e construtiva, que rompe com as posições anacrónicas herdadas de uma época ultrapassada.

Incompatíveis com o espírito de abertura prevaleceu por mais de vinte  séculos, estas posições são marcadas nomeadamente pela obstinação das autoridades argelinas em manter encerrada unilateral as fronteiras terrestres.

Esta atitude, deplorável e injustificada, é contrária aos direitos fundamentais de dois povos vizinhos e irmãos, nomeadamente em prol de  exercer as suas liberdades individuais e colectivas em matéria de circulação e trocas humanas e económicas.

Com o mesmo espírito unitário magrebino, prosseguiremos infatigavelmente os nossos esforços e a nossa cooperação pelo apoio das diligências construtivas das Nações Unidas, visando chegar a uma solução política, consensual e definitiva ao diferendo regional suscitado em redor do marocanité do nosso Sara.

A partir daqui, reiteramos a nossa fixação junto à Iniciativa audaciosa de autonomia, tendo em conta a seriedade e a credibilidade que foram atribuídas a ela e reconhecidamente a nível internacional, detendo um caráter verdadeiro que se fixa seus princípios fundamentais que são tantas as fianças em matéria dos direitos do homem, e que detém uma vocação que assegura a reconciliação e a reunificação dos filhos do Sara marroquino. Bem como ela abre um horizonte magrebino e regional de forma construtiva, alimentando a esperança de poder assinalar os desafios do desenvolvimento na região, e assegurando os progressos e a prosperidade de seus habitantes.

Com a mesma determinação, propomo-nos prosseguir os nossos esforços para a consolidação das relações de fraternidade árabe e islâmica, que seja conferindo-lhes um alcance económico concreto, dedicado ao desenvolvimento efectivo, ou velando para que sejam prevalecidas as causas justas da nossa nação.

Em frente destes esforços, figura a ação que levamos a cabo como Presidente do Comité Al-Qods para velar em preservação da  identidade da cidade santa e da salvaguarda do seu estatuto como capital do Estado palestino independente e plenamente soberano. A esse respeito, reafirmamos a nossa adesão à posição unânime da comunidade internacional relativa à visão de dois Estados. Congratulamo-nos com o compromisso da administração americana que esta a favor de um regulamento justo, com todos os imperativos e os arranjos lá aferentes.

O terceiro eixo da nossa política externa leva sobre a atualização das obras em matéria da política de solidariedade e de cooperação seguida pelo Reino a respeito dos Estados africanos irmãos, com, de maneira essencial, os países vizinhos do Sahel. Esta política aparece através dos esforços realizados com perseverança, para construir com estes países verdadeiras parcerias, fundadas sobre os interesses comuns e a vontade conjunta de realizar o desenvolvimento sustentável. Para esse efeito, ponhamos a sua disposição as nossas experiências e o nosso "knowhow", implicando-nos em projectos estruturados e dedicados ao desenvolvimento humano, de maneira a fazer destas parcerias um modelo de cooperação sud-sud.

Além disso, unimo-nos na aplicação óptima do estatuto avançado e privilegiando a nossa parceria com a Europa. Também, engajamos  todos os actores nacionais para conjugar nossos esforços, com vista de assegurar a actualização requerida, assinalando os desafios inerentes diante deste estatuto, pondo ao mesmo tempo em proveito as oportunidades que oferece a todos os domínios.

Paralelamente, seria necessário continuar a trazer uma contribuição eficiente para ganhar as novas apostas regionais, das quais a aposta referente a iniciativa prometedora da União para o Mar Mediterrâneo. No mesmo contexto, importa de ir em frente na ação levantada para diversificar as nossas parcerias e desenvolver mais ainda as relações privilegiadas que mantemos com as diferentes regiões do mundo.

No âmbito da Nossa visão global de acção diplomática, é necessário reforçar a nossa adesão activa na agenda multilateral e confortar o nosso compromisso em prol do regulamento de problemas em termos de envergadura.

Caro povo.

Aproveitamos esta ocasião histórica para renovar o Nosso compromisso para continuar resolutamente a conduzi-lo e guiá-lo, os fiéis num pacto indestrutível ligada a fidelidade e lealdade mútua com o soberano. Está igualmente com a mesma ambição, a mesma vontade sincera e mesmo clareza que reafirmamos junto a Nossa determinação a redobrar os esforços de modo que o processo de desenvolvimento em curso no nosso país possa atingir a sua velocidade de cruzeiro.

Para chegar la, apoiamo-nos a perfeita simbiose entre o Trono e povo, bem como a mobilização das energias para assinalar os desafios, demonstrando perseverança na  acção, e fé inabalável no futuro.

Para isso, exprimimos a nossa fidelidade pela memória imaculada do Nosso Auguste Avô e do Nosso venerado Pai, os falecidos Suas Majestades os Reis Mohammed V e Hassan II, que sua almas sejam em paz.

Asseguramos de toda Nossa consideração e de Nossa sollicitude, as Forças de Exército Real, a Administração territorial e todas as forças públicas, em ocorrência a Guarda Real, a Segurança nacional, as Forças auxiliares e a Protecção civil, tudo em prol da devoção e da defesa da integridade territorial da pátria e da preservação da segurança e da estabilidade da nação.

O teu Primeiro servidor que te leva a uma profunda afeição objeto das elevadas  orações com fé realizadas junto a todos os Marroquinos para que seja protegidas, onde que eles encontram-se, e perpetuando os benefícios dos quais gratifica o nosso harmonioso país.

Imploro igualmente o todo poderoso para que  os esforços sejam honrados e louvados e que cada Marroquina e cada Marroquino que componham e estendem este país aqui e fora, tendo em vista concretizar as ambições e a aspiração em prol do bem-estar e da felicidade.

Deus é um excelente Mestre e um excelente defensor.

Deus é um excelente Mestre e um excelente Defensor. " Disse: " Eis o meu caminho.  chamando a Deus, meu, e aqueles que me seguem, com toda clareza". A verídica palavra de Deus.

Wassalamou alaikoum warahmatoullahi wabarakatouh".
Fonte: Corcas –

Atualidade relativa à
Questão do Sara ocidental -corcas

 

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