الـعـربية Español Français English Deutsch Русский Português Italiano
17 de abril de 2024
 
 
 
Imprensa Audiovisual

Khalihenna: O polisario busca atrasar com as negociações

A delegação marroquina que participou na quarta rodada de negociações  a Manhasset- Nova Iorque, terça feira pela tarde, renovou o seu empenho no processo de negociações sobre o Sara sob a égide das Nações Unidas,  mas como nunca determinado a respeitar a unidade e integridade territorial do reino.



Aquando de uma conferência de imprensa na sede da missão permanente do Marrocos junto às O.N.U, os Srs. Chakib Benmoussa, Ministro do Interior, Taieb Al Fassi Fihri, o Ministro dos Negócios estrangeiros e a cooperação, Khalihenna Ould Errachid, o Presidente do Conselho Real Consultivo para os Assuntos Sarianos (CORCAS), Mohamed Yassine Mansouri, Director Geral dos Estudos e a Documentação (DGED), foram unânime a reiterar o compromisso do Reino em prol de prosseguir estas negociações animado naquilo com boa fé e um espírito de abertura, a fim de chegar à uma solução política definitiva com base na Iniciativa marroquina de autonomia.

Com a mesma firmeza, denunciaram igualmente as manobras de outra parte que visa impôr o facto realizado procurando alterar a realidade sobre o terreno, sublinhando que o Reino não saberia, em nenhuma maneira, tolerar qualquer ruptura do statu quo ao Leste do muro de defesa.

No mesmo sentido, o Ministro tem reafirmado também que o Marrocos não permitirá que a sua integridade territorial esteja apontada ou tocada incluso o seu Sara.

"sublinhamos que a proposta marroquina representa a solução histórica e de compromisso que permite ter uma solução na qual nào hà nem vencedor nem vencido de modo que possamos resolvê-lo definitivamente e pacificamente, acrescentadno que nào tem respeito a legalidade internacional sem consideração as realidades locais e regionais ", recordou o Sr. Benmoussa.

Frisando ainda que o Marrocos reafirmou durante dodas as negociações e de maneira muito clara que "a escolha não é entre a autonomia e a independência mas entre a autonomia e o statu-quo e o que isso implica em termos de sofrimento para as populações retidas à Tindouf prejudicando e complicando o estabecimento de relações entre os Estados da região".

"o polisario continua a ser infelizmente cativo de uma lógica de soluções obsoletas, cuja inaplicabilidade atrapalha todo sucesso junto à comunidade internaciona, tem constatado", o ministro do Interior.

Abordando no mesmo sentido, o Sr. Al Fassi Fihri recordou que "a autonomia proposta pelo Marrocos é uma resposta global, uma resposta séria, uma resposta credível para chegar juntos a Argélia e o polisario a uma melhor solução possível que abre o caminho à reconciliação e o regresso dos nossos irmãos que se encontram actualmente no território argelino".

Acrescentando  que isso garante também "a normalização das relações bilaterais com a Argélia e partindo a edificação do Magrebe Árabe". Mas infelizmente, tem lamentado que "aquando de este ultimo arredondamento, constatamos que o polisario e a Argélia tentam se opor a esta Iniciativa".

Inidicando que  "A hora em que a comunidade internacional cumprimentou a Iniciativa marroquina e incentivou o Reino a apresentà-la a Argélia e o polisario continuam a combater antes mesmo que o Marrocos ter apresentada oficialmente às Nações Unidas, aligando que ela nào corresponde a logica de autodeterminação sendo que aquelo é falso, e outro ponto que tentatavam com todas as peças modificar ou alterar a realidade daquelo que ela é", explicou o Ministro.

 Recordando ainda "a resposta do Reino é clara e firme:" o Marrocos não pode aceitar que seja trazida uma mudança sobre o terreno, sobretudo ao Leste do muro de defesa ".

" no mesmo quadro, o Sr. Yassine Mansouri sublinhou que "a posição do Marrocos é marcada pela sabedoria, clareza e pela paciência e aquilo mesmo quando há tentativas de violar a proposta marroquina ou querer aproveitar da sua eficacidade".

"determinamo-nos dar a possibilidade de modo que prévale a razão mas de outro lado aquilo não signifique que fazemos concessões", tenha dito, afirmando contudo que "o Reino não hesitará a empreender as acções necessárias, firmemente, contra qualquer tentativa que visa alterar a realidade que prevalece sobre o terreno antes da presença do MINURSO".

O Sr. Mansouri recordou igualmente que o Marrocos participa no processo de negociação "com boa fé e com uma real vontade de progredir e chegar a uma solução definitiva ao diferendo sobre o Sara". "esperamos que esta vontade encontra um respondente nas outras partes, tanto quanto a região està senda  ameaçada pelos graves perigos", sublinhando.

Afirmando ainda que o Marrocos não permitirá que os seus interesses, a sua segurança e a sua integridade territorial estejam ameaçadas. Em relaçào a uma pergunta sobre a evolução do processo de negociações no fim de quatro roda, o Sr. Khalihenna Ould Errachid lamentou que "o polisario tenta sempre orientar as negociações referindo ao passado enquanto que o Marrocos demonstrou que aquilo não é possível porque as resoluções do Conselho de segurança 1754 e 1783 estabeleceram um processo novo baseado na procura de um consenso para uma solução política negociada".

"uma solução política que corta com os planos e propostas precedentes", insistiu, acrescentando que este processo encontra-se hoje "à uma etapa decisiva, porque o polisario está realmente num  impasse que lhe impõe que reexamine as suas posições".

"O polisario é habilitado ou e capaz de  fazê-lo?" É ele prova de todo o insucesso  em avançar nas negociações?"," interrogou-se o Sr. Khalihenna, considerando que "existe ainda possibilidade mesmo se elas sào minimas ou ínfima, para que  o polisario reexamine as suas posições e de modo que a Argélia pudesse contribuir para fazer avançar o processo".
A esse respeito, o Sr.Al Fassi Fihri indicou que a Argélia é chamada a ajudar em prol do sucesso deste dossiê de negociações, notando que a "sua presença é importante também sua posição tem sida um supore, se ela é positiva, ela pode concorrer para chegar à uma solução" do problema do Sara.

"pedimos a Argélia que permita primeiro o recenseamento das populações nos campos de Tindouf e autoriza-las  a retornar ao seu país, o Marrocos", além disso sublinhou, lamentando que "até agora, Argel opôs-se à estas operações".

"que ela esteja observadora, receptor ou agindo nos bastidores, a Argélia tem um papel importante e esperamos que inscreva-se numa dinâmica positiva, porque devemos construir juntos o Magrebe e estar ao nível da região", disse o Sr.Al fassi Fihri.

Interrogando sobre as alegações separatistas e a Argélia que busca levar infracção à Iniciativa marroquina de autonomia ao evocar a situação dos direitos do Homem e de supostas ameaças militares, os membros da delegação rejeitaram em bloco estas acusações infundas e dilapidadas.

No que diz respeita as manobras militares das Forças armadas reais, o Sr. Benmoussa assim precisou que trata-se de operações "comuns que se desenrolar anualmente na região".

"O Polisario e a Argélia falam de manobras militares como se o Marrocos preparava-se para a guerra." O Reino empreendeu estes manobras no âmbito da sua soberania e em contacto com o MINURSO ", indicou por seu lado o Sr. Al Fassi Fihri.

" Com respeito aos direitos do Homem, o ministro dos Negócios estrangeiros e a cooperação aclariou que isso constitui "uma tentativa de explorar este processo para combater a iniciativa marroquina". Todas estas maneiras fabricas e ageitadas, tem dito, entram no âmbito de uma estratégia engrenada em reacção à proposta marroquina para uma larga autonomia ao Sara, sendo que ela é a única a permitir resolver definitivamente este conflito em conformidade com a legalidade internacional.

Fonte: MAP

Actualidade relativa à questào do sara Ocidental/Corcas

- Declaração do presidente do Conselho Real Consultivo para os Assuntos Saranianos, na entrada do sitio das negociações.
 
O Reino do Marrocos veio para esta quarta rodada da mesma forma como antes com boa fé, e com disposição total para chegar a uma solução definitiva contra o conflito do Saara, em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança 1754 e 1783, e com toda fé. Lembrando que o Reino do Marrocos que foi atrás do início desta nova  série de negociações que começaram no ano passado, quando apresentou uma proposta como uma solução final e compatível com as expectativas do povo do Sara e conforme as exigências do Reino do Marrocos, bem como ela responde as aspirações da comunidade internacional e do Conselho da Segurança, com vista a virar a página deste diferendo de longa data.

Infelizmente como aconteceu nas rodadas anteriores a Frente Polisário e a Argélia não apresentaram até agora esforços para alcançar a solução desejada porque isso requer que a parte deixe de levantar aquelas exigências impossíveis que impedem avançar e negociar para chegar a uma solução de consenso político para pôr fim ao conflito de forma permanente e definitiva.

Marrocos estende a sua mão para resolver este diferendo através de negociação, mas nunca deixara ou renunciara aos seus direitos históricos e fixos  em termos da soberania, da unidade e da integridade territorial, bem como ele luta para o levantamento do cerco sobre os cidadãos em Tindouf  que não têm permissão para deixar os campos nem gozar das mínimas liberdades  por mais de um terço de século, e sem que eles possam desfrutar do mínimo possível do direito humano e no que se refere ao deslocamento e movimentar livremente.

- Uma declaração de Peter Van Walsum, enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas:

As partes discutiram sobre os temas como a administração, a justiça e os recursos e entre as diferentes proposições propostas com vista ampliar as considerações de confiança, dos acordos entre as partes para organizar as visitas familiais por via terrestre. O que será incorporado para o programa existente decorrente destas visitas e via aérea.


Foi revelado também que a Frente do Polisário continua precisando de algum tempo para digerir o fato e sair da ideologia que utilizava durante um longo período de tempo, então eu acredito que estamos indo no sentido no qual eles consideram a realidade próximo de um sucesso das negociações, mas desde que  entrem nas negociações serias e deixando as discussões sem objetivo nem sentido. 


- A Intervenção do Presidente do Conselho Real Consultivo para os Assuntos Saranianos, diante da conferência de imprensa:

Até  agora nada de novo esta em cima da mesa desde a primeira rodada a não ser o projeto de autonomia marroquino, porque o projeto da Frente do polisario quando se trata de negociá-lo na sala nao tem novidade, todo é baseado numa só palavra que é o referendo. Sendo que todo o projeto da Frente do polisario faz referência a volta para o referendo, enquanto o projeto marroquino é um projeto global destinado a resolver o problema que durou mais de um terço de um século e que corresponde a realidade.

Uma declaração do presidente do Conselho Real Consultivo para os Assuntos Saranianos, na margem da saída do local das negociações:

Não foi anotado durante essa quarta sessão  nenhum desenvolvimento importante, mas isso não significa que não haverá um dia um avanço.

Em resposta a uma pergunta sobre: se você acha que a Frente do Polisário tem a capacidade de decisão nestas negociações?
 
 O senhor Presidente: Não, os limites da Frente do Polisário quanto à decisão são muito limitados, enquanto a Frente Polisário estive sob a clemência da Argélia, e esta localizado nas terras da Argélia, o polisario, ele é financiado por Argélia, dirigido por Argélia, então certamente foi claro, como disse quem financia governa.

O encontro exclusivo e reservado do Canal Marroquino I para o senhor Presidente do Conselho Real Consultivo para os Assuntos Saranianos, após o encerramento da quarta rodada de negociação.
 

- Hassan Alqoatli: Senhor. Khalihenna Ouald Errachid, membro da delegação marroquina de negociações, quatro rodadas passadas e agora a expectativa para a quinta rodada, qual é a sua leitura inicial do resultado da quarta sessão?

- Khalihenna Ouald Errachid: Quanta a quarta Sessão,  poderemos dizer que ela é uma sessão de um lado para a continuação das sessões anteriores, e por outro lado é uma sessão importante no que diz respeito à fixação das posições das partes. Sendo que o Reino do Marrocos sublinhou que o projeto é considerado como uma espinha dorsal para esta nova série das negociações objeto da resolução e da decisão 1754. Não há um outro projeto semelhante porque o Polisario não apresentou um outro susceptível de negociação, mas o que propôs trata de uma opção retrograda da antiga série, enquanto a nova resolução do Conselho da Segurança pediu às partes que entram num novo curso com base  em negociações sem condições previas, mas sim com as possibilidades de uma solução política do consenso.  Ele é também o único projeto que está em consonância com o espírito  e conforme o conteúdo do projeto da ONU. Trata do projeto marroquino é o primeiro do gênero totalmente novo, porque pode ser objeto de negociação que satisfaz todas as partes, Marrocos de uma parte, a Frente do Polisário  e  Argélia, por outro lado. Então esta a quarta sessão detem uma coisa se não quer dizer trata de uma tentativa para mostrar para a parte do polisario quanto a questão, se o Marrocos é sério no seu projeto ou não?  Foi anotado que não há outra opção a não ser essa, então existe ainda espaço para a negociação diante da submissão da Frente do Polisário por masi de um terço de um século tratando com insucesso seus projetos. Agora fala de uma nova oportunidade, histórica e realista, seja um projeto que leva em consideração todos os direitos de todas as partes, com respeito ao direito internacional e ao conceito de autodeterminação, a qual é presente e conforme com a maior parte  que estipulada neste projeto e no respeita da Carta das Nações Unidas, então esperamos que a frente do polisario amadureça e possa se livrar dos restos do passado e tomar sua decisão com  suas mãos e decidir negociar realmente.


- Hassan Alqoatli: O senhor  Khalihenna anotou  que a Argélia não quer desempenhar um papel estratégico nas negociações e empurrá-las em frente mas se delimita apenas como observador.

- Khalihenna Ouald Errachid: Argélia é tímida em suas posições com relação à negociação em Manhasset,, em primeiro lugar, porque primeiro poque ela nao fala, a segunda não faz pressão ou tomar medidas necessárias para empurrar o Polisario, para entrar nas negociações sérias, ainda ela continua estanada. Logicamente, o projeto ou a proposta é uma realidade diante da outra parte que é ligada a sua diplomacia e a mídia de massa. Até agora, não houve nenhuma grande mudança na posição da Argélia no que diz respeito as rodadas anteriores, o problema agora é como a Frente Polisário para aceitara  o fato, como a Frente do Polisário poderia voltar atrás diante de longos anos de pretensão e imaginação, quanto aos longos anos sem realismo contra os anos dos sonhos irreais. A idéia é como a Frente do  Polisário pode aproveitar a ocasião desta nova série, e realizando um trabalho histórico de reconciliação para conseguir o sucesso com vista uma solução para salvar a região do flagelo da fragmentação e da divisão.

- Hassan Alqoatli: Entre os temas discutidos durante esta rodada, o senhor  Khalihenna, temas relacionados com as medidas de confiança  e construtivas para apoiar as trocas das visitas de familiares.

- Khalihenna Ouald Errachid: Sim, isso é verdade, isso não tem sido objeto de uma grande parte de negociação intensa,  mais trata de medidas para aumentar a confiança entre as partes é tentar encontrar uma solução. E sem duvida o Marrocos, em consonância com a política que promove todas as ações humanitárias, concordou em prorrogar, nomeadamente os acordos via terrestre, tratando das visitas para a ajuda humanitária quanto às famílias que estão interligadas entre si e com vista a desbloquear o circo contra os nossos irmãos que estão em Tindouf.

- Hassan Alqoatli: Sr. Khalihenna Ouald Errachid, membro da delegação marroquina de negociação. Obrigado por este esclarecimento.

- Khalihenna Ouald Errchid: Obrigado



 

 Este site não será responsável pelo funcionamento e conteúdo de links externos !
  Copyright © CORCAS 2024