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sexta-feira, 7 de outubro de 2022
 
 
 
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Os Especialistas chamam durante um importante encontro, terça-feira passada, o atual governo dos Estados Unidos a apoiar os esforços do Marrocos para resolver a questão do Saara, com base no plano de autonomia, uma única solução capaz de acabar com este conflito regional.


Os participantes deste fórum, realizado no âmbito de um simpósio organizado pelo  Centro - American Center "Republic-Underground", enfatizando que o consulado dos Estados Unidos em Dakhla vai facilitar os contatos entre os atores econômicos locais e seus homólogos americanos, possibilitando o aumento dos investimentos e  ajuda dos Estados Unidos para o desenvolvimento da região, em conformidade com o Acordo de Livre Comércio entre os Estados Unidos e Marrocos.

Os participantes chamam também à Argélia para  contribuir activamente aos esforços das Nações Unidas com vista a encontrar uma solução política deste litígio regional sobre o Saara marroquino, envolvendo a responsabilidade da parte verdadeira implicada no conflito, Argélia.

Considerando  que só tal abordagem do envolvimento desta parte pode pôr fim ao sofrimento dos residentes dos campos de Tindouf, eliminando as ameaças à segurança, e  proporcionando uma oportunidade de integração e cooperação regional na região do Magrebe.

Tendo participado neste encontro sobretudo, o Sr Michael Flanagan, ex-senador dos EUA, Eric Jensen, ex-chefe da Missão da MINURSO e Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Saara (1993-1998), Richard Weitz, Diretor do Centro para Político-Militar Análise do Hudson Institute, e Elizabeth Myers, advogada e acadêmica, Nancy Hof, presidente da organização não governamental americana "Teach the Children International", além da Gala Bahia, vice-presidente de Dakhla, Wadi Eddahab e Mohamed Aba , vice-presidente do distrito de Laayoune Sakia El Hamra.

Tais participantes consideram finalmente que os Estados Unidos podem impedir que alguns usos arbitrários do direito internacional seja promovido, como o princípio da autodeterminação,  objetivando desestabilizar e fragmentar os Estados soberanos.

Destacando que, de acordo com o direito internacional, o princípio da autodeterminação não se aplica ao Saara, que geograficamente e historicamente, parte integrante do Reino de Marrocos, e base das mesmas características étnicas, religiosas e culturais.

Estes participantes chamam também para abordar a situação humanitária nos campos de Tindouf em solo argelino, de modo a facilitar o retorno dos residentes, detidos nesses campos para a pátria mãe, Marrocos.

A este respeito, sublinhando a responsabilidade da Polisario devido às suas acções provocadoras e desestabilizadoras, tendo em vista o papel e as responsabilidades da Argélia como país anfitrião da Polisario. 

Os participantes chamam ainda ao reforço da cooperação tripartida entre Marrocos, Estados Unidos e África, como uma ferramenta eficaz para enfrentar a competição com as grandes potências do continente, cuja administração dos EUA  trabalha com Marrocos como uma voz moderada e modernista na África do Norte e Ocidental, visando a enfrentar as crises regionais urgentes, especialmente na Líbia e na região do Sahel.

Em suas intervenções durante este fórum, os participantes recomendam dobrar a ajuda e os investimentos americanos para a região do Saara,  apoiando, assim, o desenvolvimento econômico e social da população local.

Além disso, os participantes enfatizam os esforços de Marrocos para enfrentar as ameaças à sua segurança e estabilidade nacional, bem como à segurança e estabilidade de toda região.

Numa intervenção em relação ao Marrocos, Eric Johnson considerou que o reconhecimento americano do caráter marroquino do Saara "inevitavelmente dá um impulso" para resolver a disputa regional de longa data, envolvendo o Saara, trazendo assim "todas as partes interessadas à mesa''. 

  O Sr. Johnson considerou que agindo "apenas com espírito de realismo e compreensão" podendo fazer com que a contribuição dos Estados Unidos para, Marrocos, Argélia e Frente Polisário, tornando possível para encontrar uma solução pacífica deste conflito,  continuando a ser uma ameaça para a paz e segurança,  obstáculo contra à cooperação regional e o desenvolvimento no Magrebe.

Por sua vez, Michael Flanagan considerou que a declaração americana sobre o Saara nada mais é do que o culminar das políticas das administrações americanas anteriores sobre a questão do Saara, lembra que a proposta marroquina de autonomia tem sido muitas vezes descrita como séria e credível pelos Estados Unidos.

A este respeito,  exortando o governo do presidente Joe Biden a continuar a fazer com que os EUA apoiam o Marrocos, sendo um  aliado de longa data dos Estados Unidos, cujos esforços são para resolver esse conflito regional.

Por sua vez, Richard Weitz destacou o papel do Marrocos como principal aliado dos Estados Unidos no combate ao terrorismo, especialmente no norte e oeste da África, considernando que a segurança e a cooperação militar marroquina-americana, apontada como "extremamente importantes".

A este respeito,  a administração do Presidente Biden conta com o fortalecimento da segurança e da cooperação militar com o Reino, dando o papel estratégico de Marrocos como um vetor importante nesta parte do continente.

Sra Elizabeth Myers anotou que a declaração americana do reconhecimento do Saara é considerada como um "desenvolvimento" na política americana sobre o plano  de autonomia que é o caminho a ser seguido para resolver este conflito prolongado.

Uma vez confirmado que Marrocos é um aliado estratégico dos Estados Unidos, a atual administração norte-americana deve continuar a apoiar os esforços diplomáticos nesta matéria, bem como em toda a região e a nível multilateral.

Por sua parte, o presidente da região do Saara, Gala Bahia e Mohamed Aba, manifestam a esperança de que o governo dos Estados Unidos continue apoiando a soberania do Marrocos sobre o Saara, renovando o seu apelo por uma solução política, baseada na proposta de autonomia.

Chamando ao fortalecimento dos investimentos, a assistência e ajuda dos EUA para desenvolver a região do Saara, encontrando uma solução para a terrível situação humanitária nos campos de Tindouf, sudeste da Argélia.

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