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23 de maio de 2024
 
 
 
Imprensa Escrita

O jornal peruano "La Razón", um dos mais importantes meios de comunicação do país sul-americano, sublinhou na sua última edição desta semana que a atual presidente do Peru, Dina Polarte, foi levado a reparar e consertar os danos do antecessor, o ex-presidente Pedro Castillo, ligados às relações do Reino de Marrocos com Peru.




Em artigo intitulado "Peru e Marrocos, uma relação afetada negativamente devido aos fatores ideológicos", conforme o jornalista Ricardo Sanchez Serra, considerando que a presidente Polarte deve proceder a reparar os danos causados por seu antecessor às relações de respeito que unem Marrocos e Peru..

 A Presidente é levada de forma urgente, a tomar uma decisão a esse respeito longe das posições ideológicas que sempre afetam e causam danos às relações internacionais.

O jornalista, Sanchez Serra, que também é vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Peruanos, acrescentou que a chancelaria peruana sabe que a "república fantasma do separatista da polisario" constitui uma entidade separatista ilegal, sem existencia nem terreno ou quaiquer condições e componentes de uma Estado de acordo com o direito internacional.

No seu artigo, o jornalista sublinhou que tal entidade fictícia não é membro das Nações Unidas, enquanto a questão do Saara demora nas mãos das Nações Unidas, lembrando que a posição tradicional do Peru tem sido sempre a neutralidade positiva.

O Peru, segundo o jornalista, deve rever as relações com uma entidade sem direito a existir, sem recorrer ao jogo da "roleta russa", destruindo as boas relações tradicionais e contrariando a integridade territorial de Marrocos, uma vez que esta deterioração das relações foi, em particular, causada pelo ex-presidente Castillo, demitido pelo Parlamento e detido sob duas acusações: a Conspiração e rebelião, por razões puramente ideológicas, e contra os interesses do próprio Peru, o que afetou negativamente as relações com o Marrocos.

O jornalista escreveu ao dizer que  um país respeita seus compromissos, reconhecendo uma república fictícia e depois retirar este reconhecimento, mas voltando a reconhecer essa entidade, isso leva a interrogar se é essa a imagem que o Peru tenta projetar internacionalmente?

"Diante de tudo isso, o jornalista pensa que isso explica a falta de seriedade, harmonia e bom senso", questionando novamente sobre se o Peru merece a confiança da comunidade internacional.

O autor do artigo refere ainda ao Conselho de Segurança que apoia há mais de 15 anos o plano de autonomia para o saara marroquino, qualificando-o de plano “sério, realista e credível”.

Acrescentando que numa altura em que continua o reconhecimento da marroquinaidade do Saara, tanto por parte dos Estados Unidos como de Israel, além da Espanha que apoia a autonomia proposta pelo Marrocos, 2007, resultando na abertura de dezenas de países de consulados nas cidades de Laayoune e Dakhla, uma vez que o Peru nada contra a maré.

Acrescentando que o Marrocos já tinha deixado  bem claro: os países amigos são aqueles que respeitam sua integridade territorial e apoiam sua causa nacional, uma vez que o Reino tornou-se um país muito influente no mundo árabe e africano por ser um aliado do Ocidente, um país estável e democrático da região, reconhecido internacionalmente por sua sofisticação e eficiência no enfrentamento da inseguranca e terrorismo internacional.

Concluindo ao interrogar sobre, se o Peru vai proceder a reparar todos esses danos e comemorar com o Reino os 60 anos de relações diplomáticas, frisando "apesar disso, o mais importante, que Marrocos merece respeito”

Notícias sobre o Saara Ocidental/CORCAS


 

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