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16 de junho de 2024
 
 
 
Imprensa Escrita

O experto  político, Mustafa Al-Tousa sublinhou que a batalha diplomática do Saara tem sido definitivamente resolvida pelo Marrocos, prova disso a única perspectiva discutida e vislumbrada, atualmente, é a autonomia sob a soberania marroquina.



Neste artigo analítico publicado, domingo passado, no site “Atlas Info”, o Sr. Toussa destacou  que até  os inimigos “viciosos e astutos” de ontem concordam com essa proposição, no momento em que a legitimidade internacional incorporada pelas Nações Unidas não trata mais da hipótese do referendo,  algo "obsoleto e impraticável".

 O experto político interrogou: "Então, o que deve ser feito com a frente 'Polisario' e suas milícias? O que fazer com os detidos nos campos de Tindouf, na Argélia?, “essas questões nunca foram mais importantes e legítimas do que hoje. E a razão é óbvia: a chamada “questão do Saara” caminha para um beco sem saída devido ao regime argelino, tornando-se uma fonte de grande preocupação para a comunidade internacional.”

 

Quanto à Argélia - acrescenta o Sr. Toussa - a questão é complexa e tende a equacionar com um alto preço político. O resultado levou ao isolamento da teimosia milícia dos separatistas da "Polisario", suportado "pelo regime argelino  que tropeça em contradições ao ponto da ironia", salientando que a sua diplomacia promove, por um lado, sem nenhuma razão te deste conflito ter lugar, por outro, o seu exército fornece abrigo, proteção e armamento pesado à milícia da "Polisario".

 

Tal experto político destacou que o regime argelino, por um lado,  mobilizou um arsenal diplomático, visando comercializar o delírio separatista e, por outro, recusando qualquer a crise regional nem participar da rodada de mesas que as Nações Unidas instam as partes a fazer parte, com vista a encontrar uma solução política deste conflito artificial.

 

No que diz respeito às perdas, segundo o Sr. Tousa, o “Polisario” tornou-se um veneno mortal para as capacidades argelinas. Apoiá-lo tem um custo alto para a economia argelina, mobilizando a sua riqueza perante  os problemas sociais e dos cidadãos argelinos, cuja maioria não vê outra perspectiva a não ser a travessia mortal do Mediterrâneo.

 

O experto político explicou que, além disso, tal insistência argelina em apoiar à frente "Polisario" leva a um isolamento sem precedentes do país. Por causa da Frente Polisario, o regime argelino  priva-se da receita do gasoduto da Europa, atravessando o Marrocos, devido ao conflito artificial alimentado pela milícia da Polisario. Desde o bloqueio do gasoduto, a Argélia perde uma receita importante que é fundamental para a sua economia, além da perda da credibilidade do país, cujos países europeus, africanos ou árabes ficam sensíveis a qualquer contrato de investimento com o "regime  considerado inconstante ."

 

Esclarecendo que dois exemplos explicam esta situação: a preocupação silenciosa que domina a Espanha e a sua sucessora, a União Europeia, face à complacência, e a irresponsabilidade para com este regime devido às questões graves, do gás, da imigração, da insegurança, e da luta contra as organizações terroristas.

 

Tal autor do analítico acrescentou que o segundo exemplo ligado a incapacidade da Argélia de organizar uma cúpula árabe por causa de posições contraditórias, a qual trabalha no sentido de navegar contra a corrente, semeando a discórdia, o caos e divisões, no momento que todos os países árabes precisam de cooperação e solidariedade mais do que qualquer outra coisa, interroga-se que só o tempo pode responder.

 

A este respeito, o especialista político salientou que o tempo parece estar esgotado para a Argélia, obrigada a juntar-se à comunidade internacional, com vista o seu apoio para chegar a uma solução com base no plano de autonomia, proposta por Marrocos.

 

O Sr. Tousa anotou que, se Argelia  fizer isso, não haveria perigo de uma revolução popular para se opor a esse movimento. A questão do “Polisario” nunca foi um assunto para o povo argelino, mas sim um dossiê que constitui uma linha de crédito para o exército argelino, um cartão de pressão e desestabilização, acrescentando que, se for tomada essa guinada, “a Argélia torna-se livre depois de algum ressentimento dentro do estabelecimento militar argelino.”

 

O experto político anotou que o regime argelino começou a tomar conhecimento, devido a pressão internacional coincidindo com o início de uma série de julgamentos internacionais de funcionários argelinos envolvidos em crimes durante a década negra, a exemplo da condenação do general Khaled Nizar na Suíça.

 

Paralelamente, conforme o experto político - a diplomacia marroquina continua a colher sucessos, enfrentando ao mesmo tempo dois desafios futuros. A primeira engajar-se num processo político e diplomático definitivo para  a expulsão da fictícia “República Saaraui” dos órgãos da União Africana, objeto da recente cúpula de Adis Abeba,  considerando tal processo deve chegar ao seu fim e que os países africanos preparados de forma a confluir com este passo.

 

Quanto ao segundo dossiê, tem sido a mobilização da atenção internacional sobre o perigo das milícias armadas da “Polisario”, desvendando a cumplicidade que a vincula com outras organizações terroristas na região do Saara-Sahel.

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