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terça-feira, 24 de maio de 2022
 
 
 
Dossiers

A quarta rodada de negociaçoes entre o Reino do Marrocos e a frente do polisario sobre o Sara foi do dia 16 ao 18 de Março de 2008, à Manhasset no soborbio do Bairro de Nova Iorque.



O Marrocos ligado ao processo de negociações mas intransigente quanto à sua integridade territorial.

O Marrocos fica unido e solidario quanto ao processo de negociações sobre o Sara sob a égide das Nações Unidas mas continua sendo totalmente intransigente quanto à defesa da sua integridade territorial, reafirmou, terça-feira noite a Nova Iorque, os membros da delegação marroquina que têm tomado parte ao quarto rodada de negociações a Manhasset.

Aquando de uma conferência de imprensa, à sede da missão permanente do Marrocos junto da O.N.U, os Srs. Chakib Benmoussa, Ministro do Interior, Taieb De Fez Fihri, o Ministro dos Negócios estrangeiros e a cooperação, Khalihenna Ould Errachid, o Presidente do Conselho Real Consultivo para os Negócios Sarianos (CORCAS), Mohamed Yassine Mansouri, Director Geral dos Estudos e a Documentação (DGED), foram unânimes a reiterar o compromisso do Reino a prosseguir estas negociações animado com boa fé e com um espírito de abertura, a fim de chegar à uma solução política definitiva com base na Iniciativa marroquina de autonomia.

Com a mesma firmeza, denunciaram igualmente as manbras de outra parte que visa impôr o facto realizado procurando alterar a realidade no terreno, sublinhando que o Reino não poderia, em nenhuma maneira, tolerar qualquer ruptura do statu quo ao Leste do muro de defesa.

E ao reafirmando que o Marrocos não permitirá que seja levado de modo que esteja atingido à sua integridade territorial de seu Sara. "sublinhamos que a proposta marroquina representa a solução histórica e de compromisso que permite ter uma solução no qual nào hà nem vencedor nem vencido e que possa resolver definitivamente o conflito do Sara, com respeito a legalidade internacional e a consideração das realidades locais e regionais", recordou o Sr. Benmoussa.

Acrescentou ainda que o Marrocos reafirmou, ao longo de todas as negociações, e de maneira muito clara, que "a escolha não é entre a autonomia e a independência mas entre a autonomia e o statu quo e com que aquilo implica em termos de sofrimentos para as populações retidas à Tindouf e o projuizio nas relações entre os Estados da região".

"o Polisario continua a ser infelizmente cativo de uma lógica de soluções obsoletas, cuja inaplicabilidade foi constatada pela comunidade internacional", prosseguiu o ministro do Interior.

Abundando no mesmo sentido, o Sr. Fassi Fihri recordou que "a autonomia proposta pelo Marrocos é uma resposta global, uma resposta séria, uma resposta credível para chegar juntos, com a Argélia e o Polisario, à melhor solução possível que abre o caminho à reconciliação e o regresso dos nossos irmãos que se encontram actualmente no território argelino".

Acrescentando que aquelo garante também "a normalização das relações bilaterais com a Argélia e partindo a edificação do Magrebe Árabe".

Infelizmente, lamentou, "aquando de esta roda, constatamos que o Polisario e a Argélia tentam combater esta Iniciativa". "na hora em que a comunidade internacional cumprimentou a Iniciativa marroquina e incentivou o Reino a apresentà-la, Argélia e o Polisario fazem de todo para combatê-la antes mesmo que o Marrocos apresentà-la oficialmente às Nações Unidas, abrasivo de dois estratagemas, de um lado, afirmando apenas ela não é conforme com o princípio de autodeterminação, o que é falso, e do outro, tentando alterar a realidade sobre o terreno", tem afirmado.

Recordando ainda que "a resposta do Reino é clara e firme:" o Marrocos não pode aceitar que seja feita uma mudança sobre o terreno, sobretudo ao Leste do muro de defesa "." Sobre o mesmo registo, o Sr. Yassine Mansouri sublinhou que "a posição do Marrocos é marcada pela sabedoria, aclariada pela paciência e embora tuda manobra ou tentativas de violar a proposta marroquina".

Foi firme de ser "determinados em prol de dar a possibilidade de modo que prevalece a razão mas de outro lado aquilo não signifique que fazemos concessões", tendo dito ao afirmando contudo que "o Reino não hesitará a empreender as acções necessárias, firmemente, face ou contra qualquer tentativa que visa alterar a realidade prevalecente no terreno antes da presença do MINURSO".

O Sr. Mansouri recordou igualmente que o Marrocos participa no processo de negociação "com boa fé e com uma real vontade de progredir e chegar à uma solução definitiva diante do diferendo do Sara".

"esperamos que esta vontade encontra um respondente nas outras partes, tanto quanto a região fazemos face à ameaças e perigos graves", sublinhamos, afirmando outra vez que o Marrocos não permitirá que os seus interesses, a sua segurança e a sua integridade territorial estejam ameaçados.

À uma pergunta sobre a evolução do processo de negociações no fim de quatra rodada, o Sr. Khalihenna Ould Errachid lamentou que "o Polisario tenta sempre orientar as negociações para o passado enquanto que o Marrocos demonstrou que aquilo não é possível porque as resoluções do Conselho de segurança 1754 e 1783 estabeleceram um processo novo baseado na investigação de um consenso para uma solução política negociada".

"uma solução política que corta com os planos e propostas precedentes", insistiu, aumentando que este processo encontra-se hoje "a uma etapa decisiva, porque o Polisario está realmente numa fase de impasse que lhe impõe que reexamine as suas posições".

A questào e "É habilitado a fazê-lo?" A frente grita e faz seu jogo para não avançar nas negociações?"," interrogou-se o Sr. Khalihenna, considerando que "hà sem dúvida uma possibilidade sendo mesmo ínfima, trata que o Polisario reexamine as suas posições e de modo que a Argélia pudesse contribuir para fazer avançar o processo".

A esse respeito, o Sr. De Fassi Fihri indicou que a Argélia é chamada a ajudar no sucesso deste processo de negociações, notando que a "sua presença é importante e a sua posição, se é positiva, pode concorrer para chegar à uma solução" do problema do Sara.

"pedimos à Argélia que permita primeiro o recenseamento das populações nos campos de Tindouf e autorizar o retorno do povo ao seu país, o Marrocos", além disso sublinhou, lamentando que "até agora, Argel opôs-se à estas operações".

"Seja que ela é observadora, receptora ou agindo nos bastidors, a Argélia tem um papel importante e esperamos que inscreva-se numa dinâmica positiva, porque devemos construir juntos o Magrebe a medida da região", tem dito o Sr. Fassi Fihri.

Interrogando sobre as alegações do separatistas e pela Argélia que visa levar infracção à Iniciativa marroquina de autonomia ao evocar a situação dos direitos do Homem e das supostas ameaças militares, os membros da delegação rejeitaram em bloco estas acusações infundadas e dilatórias.

No que diz respeito aos manobras militares das Forças armadas reais, o Sr. Benmoussa assim precisou que trata-se de operações "comuns que se desenrolam anualmente na região".

"O Polisario e a Argélia falam de manobras militares como se o Marrocos preparava-se para a guerra." O Reino empreendeu estes manobra no âmbito da sua soberania e em contacto com o MINURSO ", indicou por seu lado o Sr. Fassi Fihri.

" Com respeito aos direitos do Homem, o ministro dos Negócios estrangeiros e a cooperação considerou isso como "uma tentativa de explorar negativamente este processo para combater a iniciativa marroquina".

Qualquer problema ou fato isolado, tem dito, entra no âmbito de uma estratégia engrenada em reacção à proposta marroquina que visa uma larga autonomia ao Sara, sendo que ela é a única que permitira resolver definitivamente este conflito em conformidade com a legalidade internacional.

M. Khalihenna Ould Errachid tem sublinhado que: a margem de decisão do Polisario é limitada "extremamente"

A margem de decisão do Polisario é limitada "extremamente", pelo fato da sua obrigatoriedade pela Argélia, sublinhou o Sr. Khalihenna Ould Errachid, o presidente do Conselho real consultivo para os negócios sarianos (CORCAS).

Acrescentando "O Polisario encontra-se no território argelino." É financiado e guiado pela Argélia e, certamente, o que financia e encomenda ", explicou o Sr. Ould Errachid numa declaração à imprensa terça-feira à Manhasset (Nova Iorque), no fim da quarta rodada de negociações sobre o Sara."

Quanto à Argélia, ela nào quer uma solução ao conflito do Sara para favorecer a edificação do Magrebe árabe e não fornece nenhum esforço para facilitar o processo de negociações de modo que uma acção esteja estendida para encontrar um regulamento político a este dossiê, tem  observado.

Aquando da quarta rodada de negociações, tem dito, apareceu que o Polisario tem ainda necessidade de tempos para assimilar o novo tratamento, enquanto que o Marrocos fez o relógio, através da proposta de autonomia, com realismo e  objectividade.

O Sr. Khalihenna emitiu a esperança que a posição do Polisario evolui aquando da próxima rodada de negociações, para que ele  adera à solução realista proposta pelo Marrocos.

Sara: O Marrocos participa na quarta rodada com boa fé e determinado a defender a sua soberania

O Marrocos participa na 4è rodada de negociações sobre o Sara "animado pela mesma boa fé, a mesma determinação e a mesma fixação sincera" às Resoluções do Conselho de Segurança e têm reafirmado a sua firme determinação a preservar a sua integridade territorial sobre o conjunto do seu Sara.

"animado com a mesmo bom fé, mesma determinação e a mesma fixação sincera diante da Resolução 1754 e 1783 do Conselho Segurança, que està em conformidade com o que foi convindo aquando da terceira rodada de negociações.

A delegação do Reino do Marrocos participa a esta quarta roda, compartilhando aquila firme vontade com a comunidade internacional de velar para que esta  nova rodada esteja marcada como o ponto de partida para negociações reais e substanciais", tem afirmado o Sr. Benmoussa numa alocução, pronunciada em nome da delegação marroquina e pela a abertura da  4è rodada de negociações sobre o Sara que se realizam sob a égide das Nações Unidas.

O ministro no entanto fez observar que "o Marrocos e a Comunidade internacional registam com uma profunda lamentação que as outras partes continuam a acantonar-se obstinadamente nas suas posições bloqueadas e as suas ideias obsoletas que provocaram o impasse sobre o dossiê do Sara".

Pior ainda, lamentou, "empregaram-se a pôr em cena uma “ proposta” de último minuto que não foi objecto de nenhuma consulta democrática".

O Reino, prosseguiu notando "com surpresa e lamentação" que as outras partes fizeram a escolha deliberada de recorrer a escalade  de ameaças pela retomada as armas e empreenderam actos de provocação na zona tampão, e, em total violação das resoluções do Conselho de segurança e em flagrante contradição com o espírito mesmo das negociações, incitando ao mesmo tempo às perturbações.

O Sr. Benmoussa, neste quadro, sublinhou que o Marrocos, que " nào saberia, em caso algum, tolerar qualquer toca ao statu quo o seja ligado ao facto realizado sobre o seu território, incluindo a parte situada do Leste do muro de segurança", sendo que o Marrocos é determinado "firmemente a preservar a sua integridade territorial sobre o conjunto do seu Sara, utilizando de todos os meios dos quais dispõe".

Eis o texto integral desta alocução:

"Louvado Deus,  Clemente e Misericordioso.

" Sr. o Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas, Honrosa assistência.

Animado pela mesma boa fé, a mesma determinação e a mesma fixação sincera às Resoluções 1754 e 1783 do Conselho de Segurança, e em conformidade com o que foi convindo aquando da terceira rodada de negociações, a delegação do Reino do Marrocos participa nesta quarta rodada, compartilhando a firme vontade com a comunidade internacional para velar para que esta nova rodada esteja como o ponto de partida para negociações reais e substanciais.

O Marrocos ligado a apresentar a sua Iniciativa de autonomia a fim de contribuir de maneira construtiva na solução pela qual aspira o conjunto dos nossos irmãos do Sara marroquino, incluindo a minoria expatriada.

É, por conseguinte, com base nesta iniciativa audaciosa, e graças a ela, que foi possível iniciar estas negociações.

A iniciativa do Reino do Marrocos permitiu, assim, sair com processo do Sara daquela posiçào de inércia onde estava durante numerosos anos para a realidade. Esta iniciativa, que não é o produto de manobras ou de improvisação, foi apresentada pelo Marrocos após uma demora e profunda reflexão que durou vários anos.

Resulta igualmente de encontros e consultas com todas as instituições do Reino e as forças vivas da Nação, nomeadamente o Chioukhs, os eleitos, o notável, as potencialidades da sociedade civil das Províncias do Sul, bem como com as suas instituições colectivas e instância consultiva que representa-lo.

É, além disso, objecto de uma adesão unânime por parte de todas as componentes do povo marroquino que, certo da legitimidade dos seus direitos, significa a sua  mobilizaçào forte devido também à solidez que visa defendê-la com o preço mais elevado possivel e com todos os sacrifícios.

Já que esta iniciativa inscreve-se no âmbito da prática democrática autêntica e respeita o princípio da autodeterminação, foi objecto de uma consideração muito específica e um acolhimento muito favorável, do qual são orgulhosos, por parte do Conselho de segurança, da comunidade internacional e as grandes potências influentes que chamaram à sua adopção como base de negociação.

Assim, na sua Resolução 1754, o Conselho de segurança cumprimentou os esforços realizados pelo Marrocos, qualificando-os de seriedade e credíveis, e precisando que eles visam ir adiante para chegar a um regulamento definitivo do conflito do Sara.

O Conselho foi diferentemente mais claro quando, da sua Resolução 1783 que insistiu na necessidade que estas negociações deveram tomarem em consideração aos esforços que foram realizados desde 2006.

Esta poposta constitui uma referência que é evidente sendo como uma iniciativa de autonomia que o Reino do Marrocos tem elaborado a ser concebida no mesmo ano. Com base na vontade sincera do nosso país de encetar negociações efectivas que possibilitam que todas as partes estejam plenamente dispostos a expôr, no detalhe, das diferentes vertentes desta Iniciativa, que é considerada a única via para chegar a um regulamento definitivo do problema do Sara, tratando assim de uma saída honrosa para todos respeitando os direitos daqueles que retornam à partia Marrcos.

E para o conjunto do Sahraouis que ingressa por toda a parte onde encontram-se, com todas as garantias constitucionais e internacionais que se impõem a esse respeito.

No entanto, o Marrocos e a Comunidade internacional registam com uma profunda lamentação que as outras partes continuam a acantonar-se obstinadamente nas suas posições bloqueadas e as suas ideias obsoletas que provocaram o impasse a cerca do sara.

Pior ainda, empregaram-se a pôr em cena uma "proposta" de último minuto que não foi objecto de nenhuma consulta democrática. É por isso que não suscitou o interesse da Comunidade internacional.

Por conseguinte deu lugar à uma tentativa desesperada de brincar sobre o tempo, de diluir as negociações e de pôr em malogro os esforços da comunidade internacional para impedir o processo do Sara.

Sr. o Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas.
Honrada assistência.

O Marrocos vive ao ritmo de importantes mutações para consolidar as bases da sua democracia.

Nesta perspectiva foram organizadas eleições livres e regulares, às quais espontaneamente têm tomado parte os habitantes do Sara. As suas províncias do Sul conhecem um desenvolvimento global e um desenvolvimento urbanístico igualmente importante, uma dinâmica marcada pelo respeito total das liberdades públicas - incluindo a liberdade de expressão e de movimento - bem como pelo exercício dos direitos do Homem, como universalmente reconhecidos, no âmbito da supremacia da lei, e a exemplo de o que se passa nas outras províncias do Reino e em virtude da Constituição do país que consagra o compromisso do Reino em prol da ligalidade e do direito.

Neste contexto, na hora em que a iniciativa marroquina de autonomia recolhe mais apoio, e no momento em que o Reino do Marrocos chama os países vizinhos para uma verdadeira cooperação regional que permite coordenar os esforços e apertar as filas para fazer face aos desafios e os perigos terroristas que ameaçam a segurança e a estabilidade da região, notando com surpresa e lamentação que as outras partes buscam forma deliberada de recorrer escalade de ameaças querendo retomar as armas e empreender actos de provocação na zona tampão, e, em total violação das resoluções do Conselho de segurança.

Dentro destas últimas manifestações como tendências de querra  foi assinalado o falecimento de um agente de segurança caído como martiro durante o exercício das suas funções, no seguimento da agressão criminosa, premedido e abjecta das quais foi objecto por parte de um pequeno grupo utilizado pelas outras partes.

Reiterando ao mesmo tempo a sua determinação ao diálogo como meio civilizado que favorece o regulamento do diferendo em suspenso, o Marrocos reafirma, como tivesse feito aquando da precedente rodada, a sua rejeição total dos actos de provocação e as actuações irresponsáveis.

De qualquer caso, o Reino do Marrocos reafirma outra vez que nào saberia nem aceitara, em caso algum, tolerar o statu quo, ou que impõe-se o facto realizado sobre o seu território, incluindo a parte situada no Leste do muro de segurança.


O Marrocos é, a esse respeito, està firmemente determinado a preservar a sua integridade territorial no conjunto do seu Sara, utilizando de todos seus meios dos quais dispõe.

Reserva-se igualmente o direito legítimo de defender a sua segurança nacional e a sua soberania inalienável e de premunir o seu territorio contra qualquer infracção, por parte de todo ou qualquer que seja.

E com a mesma vigor, o Marrocos sempre exprimiu a sua recusa de deixar-se levado ou provocar por esta escalade arriscada, demonstrando toda a ponderação e qualquer circunspecção requerida perante estas ameaças e outras provocações repetidas.

Fez igualmente mostrar que estes fatos em momentos críticos, e por um sentido elevado de sabedoria e retenção, o nosso objectivo e buscar poupar à região do Magrebe árabe dos efeitos desastrosos como escalade da tensão e as perturbações que certas partes tentam agitar.

Também, o nosso país não cessará de realizar os esforços necessários para a emergência de um clima de paz e confiança, propícia à qualquer negociação, distante da retórica da ameaça e a intimidação.

O nosso país continuará a trabalhar infatigavelmente para chegar à uma saída honrosa à este conflito, e para conceber e elaborar, no âmbito da legalidade internacional, uma solução política onde não haveria nem vencedor nem vencido.

Sr. o Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas.

Honrada assistência.

A região maghrébine está diante da multiplicação das ameaças terroristas e da proliferação das redes de contrabando, tráfego de armas e os seres humanos e emigração ilegal.

Estes actos são obras de bandas criminosas que exploram os diferendos artificiais criados na região, bem como no Sahel, em detrimento da coordenação dos esforços para enfrentar o terrorismo e para assegurar a segurança, a estabilidade, a unidade e a prosperidade dos seus povos.

Também, é imperativo tomar consciência da gravidade da situação, e que aja-se para transcender as divergências, a fim de encontrar uma solução política rápida à pergunta do Sara.

Esta representa, com efeito, o principal obstáculo à emergência de um Magrebe árabe unido e solidário. Manter esta situação no estado atual, fará apenas exacerbar a crise actual, e manter o clima de instabilidade que os grupos terroristas  que procuram perpetuar atos miseráveis e criminosas intenções.

Para concretizar a unidade maghrébine, o Reino do Marrocos estica de novo a mão, com sincérité e confiança, ao conjunto dos países da região e convidando-lhes em nome da solidariedade e da cooperação para fazer face a estes desafios, a abrir uma nova página marcada pela cooperação e o respeito mútuo, e trabalhando pelo concerto em prol do interesse dos nossos povos.

A esse respeito, cumprimentamos a posição da República da Mauritânia que constitui, a justo título, um modelo de sabedoria e de ponderação, tanto mais que inscreve-se numa lógica de apaziguamento na região.

Em contrapartida, desolamo-nos de constatar que uma das partes persiste obstinadamente a obstruir o processo da ONU que visa a chegar a uma solução política, abrasivo, para o efeito, dos meios diplomáticos e outros, embora o gelo da cooperação bilateral que bloqueia, assim, a unidade do Magrebe Árabe.

Sr. o Enviado Pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas.

Honrada assistência.

As Nações Unidas abriram novas perspectivas, chamando a provocar negociações directas e com boa fé, e a trabalhar para encontrar uma solução política mutuamente aceitável, tendo em conta a correlação existentes entre o direito internacional e a realidade política.

À este respeito, acrescentamos que o caminho para esta solução nào reside tanto quanto em estar criando um mais árduo  e enquanto as outras partes não desejam o sucesso destas negociações, empurrando e tentando impedir como vingança e com mais radicalismo tudo na esperança de enterrar a iniciativa marroquina, e de fazer durar a situação actual.

Para tanto, afirmamos que somos apenas mais determinados a trabalhar e negociar para chegar a uma referida solução. Dando o tempo de modo que os representantes do Polisario contribuam, de maneira séria, ao regulamento consensual que responde ao seu desejo de poder gerir os seus negócios regionais, como entendem.

Isso é precisamente aquilo que garante um Marrocos com uma unidade solida e com  democracia. É este regulamento que possibilita um abrigo face a qualquer perigo e em prol da hegemonia ou qualquer exploração estrangeira.

Também, esperam deles que provam concretamente que são um parceiro capaz de assumir as suas responsabilidades, realistas nas suas reivindicações e capazes de contribuir para a realização da reconciliação.

O Sr. representante pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas, na pendência da vossa avaliação global dos resultados das negociações, o Marrocos alimenta grandes esperanças de modo que as entrevistas que teve durante a vossa volta na região, que cumprimentamos e nos esperamos que contribuíssem para convencer as outras partes da necessidade de demonstrar flexibilidade e sabedoria para sair das negociações do impasse e comprometer num diálogo sério e profundo.

Por nosso lado, convencemo-nos que a vossa experiência e o vosso controlo dos processos internacionais espinhosos, ajudá-los-ão a nivelar as dificuldades e a superar as escolhos, de modo que a outra parte esteja animada com boa fé e liberada do passado.  Desta forma que poderá-se fazer avançar as negociações, e içà-las a um nível de seriedade conforme com as esperas da comunidade internacional, permitindo reservar assim um tratamento positivo à proposta marroquina.

A solução realista, honrosa e equitativa para todos, pode conceber-se apenas no âmbito da autonomia, sendo que toda a autonomia e nada outra que a autonomia.

É por isso que totalmente convencemo-nos da impossibilidade de chegar a um regulamento definitivo deste conflito, sem a adesão da Argélia ao processo de paz, tanto é fundamental o papel que pode desempenhar para nivelar os obstáculos e aproximar os pontos de vista.

A esse respeito, dirigimos outra vez uma chamada sincera aos nossos irmãos neste país vizinho, que exortando-lo a apreender esta ocasião histórica virando a página do passado.

Convidamos-o urgentemente a subscrever na ambição que habita os nossos povos para construir um futuro melhor, onde poderão consagrar as suas energias e a concretização de um sonho em prol de um Magrebe unido e harmonioso que permitem-lhes realizar os seus objectivos de desenvolvimento e viver dignamente com pela cidadania pelena e integra, impedindo a dilapidação dos seus recursos e as suas potencialidades em contenciosos que não servem a hegemonia e a balkonizaçào.

A delegação do Reino do Marrocos deseja, por tanto, dizer quanto congratula-se com os esforços sinceros que realizam as Nações Unidas para dar à estas negociações a sua verdadeira dimensão, e para fazer conduzir o processo de regulamento.

O Marrocos tem igualmente endreçado os seus vivos agradecimentos à Sua Excelência o Sr. Desterro Ki-moon, Secretário Geral das Nações Unidas, e ao Secretário Geral associado para os negócios políticos, Sua Excelência Lynn Pascoe, bem como o Enviado Pessoal do Secretário Geral, o Sr. Peter Van Walsum, aos seus parentes colaboradors, aos órgãos das Nações Unidas e os todos os países irmãos e amigos, para aqueles que realizam esforços a fim de chegar à uma solução política consensual que visa acabar exactamente com o conflito definitivamente do Sara.

Obrigado pela vossa atenção

" O presidente do CORCAS chama o Polisario e a Argélia a renunciar às reivindicações impraticáveis O presidente do Conselho real consultivo para os negócios sarianos (CORCAS), o Sr. Khalihenna Ould Errachid, chamou o Polisario e a Argélia de renunciar às reivindicações impraticáveis e de negociar com a boa fé para chegar à uma solução política, consensual e definitiva do conflito do Sara.

Numa declaração à imprensa, Domingo noite, à entrada da residência Greentree à Manhasset (banlieue new yorkaise) onde realiza-se a quarta rodada de negociações sobre o Sara, o Sr. Ould Errachid lamentou que, como aquando das precedentes negociações, o Polisario e a Argélia não formularam proposta capaz de permitir a concretização da solução esperada, emitindo a esperança que este arredondamento fosse "uma etapa que poderia fazer mover as linhas para a frente para que possa-se chegar a um acordo susceptível de satisfazer todas as partes".

O Polisario não dispõe da margem necessária para tomar decisões, devido à sua dependência da Argélia que não quer conduzir à uma saída política, lamentou ainda.

O presidente do CORCAS recordou que o Reino foi com base da actual dinâmica criada em redor do processo do Sara, propondo a iniciativa de autonomia que responde às aspirações das populações sahraouies e que é conforme com as esperas da comunidade internacional e do Conselho de segurança da O.N.U. ,

Neste quadro, afirmou que o Marrocos aborda esta nova roda com boa fé e uma total disposição para chegar a um regulamento definitivo do conflito, em conformidade com as resoluções 1754 e 1783 do Conselho de segurança.

Apesar das últimas provocações do Polisario na zona tampão de Tifariti, prosseguiu, o Marrocos compromete-se neste novo ciclo a mão esticada para a outra parte para regular este problema através das negociações, mas não fará nenhuma concessão sobre os seus direitos históricos inalienáveis e a soberania e a integridade territorial bem como nos seus direitos e que esteja suprimido o bloqueio imposto aos seus cidadãos sequestradosnos campos de Tindouf desde mais de um terço de século, em violação flagrante dos direitos humanos garantidos pelo direito internacional.

Apresentando a sua proposta de autonomia em conformidade com a vontade da comunidade internacional, o Marrocos fez o esforço necessário para reduzir o fosso com as outras partes, no momento em que a Argélia e o Polisario permaneceram ao compartimento partida desde 1975, concluiu o presidente do Corcas.

As partes comprometem-se a prosseguir as negociações à Manhasset a uma data e a determinar as partes para as negociações sobre o Sara que possam a comprometerem a prosseguir a Manhasset mas numa data a determinar, indicou  terça-feira o Enviado Pessoal do Secretário geral da O.N.U, o Sr. Peter Van Walsum.

"as partes reiteraram o seu compromisso a prosseguir as negociações à Manhasset à uma data a determinar de um comum acordo", sublinharam o Sr. Walsum, facilitador da O.N.U, num comunicado dito na sequência da rodada de negociações.

Evocando os pontos examinados aquando de esta roda precisando que "as discussões concentraram-se na aplicação das resoluções do Conselho Segurança", acrescentando que "as partes discutiram igualmente de assuntos temáticos como a administração, a justiça e os recursos".

"entre as diferentes propostas que foram apresentdas a fim de alargar as medidas de confiança, houve um acordo entre as partes para explorar a instauração de visitas familiares por via terrestre que viriam acrescentar-se ao programa existente por via aérea", prosseguiu o Sr. Walsum.

Delegações do Marrocos, do Polisario, da Argélia e da Mauritânia participaram neste quarta roda de negociações, tidas sob a égide das Nações Unidas, em conformidade com as resoluções 1754 do 30 de Abril e 1783 do 31 de Outubro de 2007 do Conselho de Segurança.

Fonte:Corcas

Actualidade relativa à pergunta do Sara ocidental/Corcas -

 

 


 

 

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