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9 de junho de 2026
 
 
 
Primeira Página

O Marrocos exortou, Sexta-feira a O.N.U, a comunidade internacional a preservar e consolidar a dinâmica de negociações a favor do Sara através da iniciativa de autonomia, reiterando a sua vontade sincera de chegar a uma solução definitiva deste diferendo regional e acelerar a construção do Magrebe.



"O meu país, que està firmemente unido à continuação do processo de negociações comprometido graças dinâmica criada pela sua iniciativa, exorta a Comunidade internacional a preservar o momento das negociações, consolidando os acervos registados via um processo seriamente engrenado e beneficiando um apoio firme do Conselho de segurança, através das resoluções 1754,1783 e 1813" " , declarou o embaixador representante do Reino junto à O.N.U, o Sr. El Mostafa Sahel, na frente da quarta comissão da Assembleia geral.

Acrescentou que esta iniciativa de regulamento oferece " " uma real oportunidade para concluir definitivamente este processo, pondo assim um termo ao sofrimento das populações dos campos e acelerando o advento de um Magrebe, onde deve prevalecer, doravante, um espírito de reconciliação, de cooperação e de solidaridade.

 " E a via escolhida pelo Reino e também gracias a sua vontade, como solenemente expresso, pela sua mais Elevada Autoridade, da SM o Rei Mohammed VI" , recordou o Sr. Sahel.

Num discurso pronunciado em Julho passado por SM o Rei, o Soberano tinha reafirmado " a firme vontade do Marrocos de prosseguir a sua política da mão tensa, para aproximar os pontos de vista e nivelar os diferendos, consolidar a confiança pelo diálogo em prol de chegar a uma reconciliação total e global com todas as partes envolvidas ".

É evidente, indicou o diplomata, que " esta chamada que procede da vontade sincera do Reino de encontrar um desenlace feliz a esta auestào, reside na tributária disponibilidade das outras partes e nomeadamente Argélia a inscreverse numa dinâmica construtiva que visa construir, com o Marrocos, uma parceria que ditam as diferentes relações que unem os dois povos, marroquino e algerino". 

" A evolução destas relações, que do resto, se encontra ao centro da visão do futuro do Marrocos, deveria, em princípio, convidar Argélia a inspirarse de uma infinita sabedoria da SM o Rei, quando o Soberano declarou aquelo no seu mesmo discurso real" de Julho de 2008 que " A nossa intenção é de responder às ambições das jovens gerações que desejam ver os recursos e as potencialidades dos povos marroquinos e argelinos irmãos, estendidas e levadas a efeito para assinalar e fazer face aos verdadeiros desafios do desenvolvimento e da complementaridade, em vez de se absorver nos abismos de um conflito legado a um passado acabado".

Sr. Sahel , além disso, tem dito ser surpreendido da " atitude de obstrucçào e deconstrutiva dos outro partes" contra o Enviado pessoal do Secretário geral, o Sr. Peter Van Walsum, também anotou, que a diligência preconizada por este último que privilegia " um tratamento realista e negociado do dossie do Sara que nào é de Abril 2008"

" Esta volta-face, prosseguiu, surpreendeu e o deixou perplexo, sobretudo quando recordando que estas partes sempre congratularam-se com a adopção das resoluções 1754,1783 bem como a resolução de1813, que tem balizado este novo processo".

O Marrocos também não compreende, ainda acrescentando, como as partes que não cessam de reiterar as supostas vontades de encontrar uma solução a este diferendo, nào desperdem nenhum esforço para " investirse numa baixa empresa de prejudicar a imagem do Enviado pessoal numa fase importante  e necessária sublinhou, face a uma empresa similar em prol de uma mediação comprometida a favor do seu antecessor, o Sr. Alvaro de Soto, em 2004"

" O exercício nào tem, infelizmente, que uma finalidade, nomeadamente a de contrariar as possibilidades portadoras de perspectivas sérias de reglamento"  afirmou.

Sublinhando ainda a esse respeito que " a persistência de tal postura, virando as costas, mas com persistencia e força, abrindo o caminho uma via prometedora de regulamento promovendo uma leitura realista e natural de modo a compreender as realidades deste diferendo, traduzidas, outra vez, pela vontade deliberada longe de atrasar o regulamento deste problema e por conseguinte prolongar o sofrimento das populações dos campos de Tindouf, que são no final as victimas "

Agindo assim, a outra parte tem manifestado a prova que ela não inscreve numa dinâmica de solução a favor do processo sendo que nenhuma parte considera como a remanisente da herança de uma época encerrada" , martelou o embaixador.

Retornando sobre a evolução do processo do Sara a nível da O.N.U, recordou ainda que a resolução adoptada por consenso em Outubro de 2007 pela Assembleia geral, não somente, significou o seu apoio firme ao teor da resolução 1754 do Conselho de segurança, mas considerou que " todas as fórmulas possíveis de autodeterminação são portanto válidas correspondendo aos desejos livres e expressos pelos povos implicados".

Inútil sublinhar, tem dito, que a pertinência desta disposição conforta largamente a Iniciativa marroquina de autonomia que se quer uma forma de expressão ligada à autodeterminação que deveria ser submessa, após as negociações, à escolha livre e expressa das populações da região do Sara.

" Recordará-se, além disso, que esta mesma resolução, adoptada sem voto, no ano passado, não fazia nenhuma referência aos planos anteriores que, além disso, tivessem mostrado seus limites" frisou o embaixador.

Esta resolução, explicou, em contrapartida, pôs as balizas, através do apoio firme trazido à resolução 1754 do Conselho de segurança, via uma nova dinâmica de regulamento, cuja a Iniciativa retorna, primeira vez, detem uma parte deste diferendo, em ocorrência, o Reino.

"  Anotando, igualmente, que esta resolução pôs a Assembleia geral doravante em fase com o Conselho de Segurança, ao mesmo tempo no que diz respeito à verdadeira natureza deste dossié e aclariando as vias e meios para encontrar uma solução politica" , tem dito.

Tratando das conclusões apresentadas por Sr. Van Walsum ao Conselho de segurança que sublinha o carácter irrealista de qualquer opção que preconiza a independência do Sara, o diplomata precisou que esta avaliação é o fruto de três anos de mediação e quatro rodadas de negociações.

Neste sentido, o Sr. Sahel sublinhou a honestidade intelectual e a integridade moral de Sr. Van Walsum " a pessoa a quem, com discernimento e coragem, entregou o verdicto  pelo qual , para muitos observadores, poderia constituir a base de um desenlace rápido  a favor deste diferendo regional" , sublinhando ainda que esta abordagem fundada sobre o realismo foi validado e endossado pelo Secretário geral da O.N.U.

Fonte: Map
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