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9 de junho de 2026
 
 
 
Primeira Página

Os trabalhos da quarta comissão da O.N.U foram marcados por um número importante de intervenientes. Dois temas especiais forma o destaque  das alocuções dos requerentes que  exprimiram sobre o processo do Sara: por um lado a condenação da situação deplorável e as infracções aos direitos humanos que reinam nos campos do Polisario a Tindouf, por outro lado a constatação feita pela maior parte deles…



Tanto quanto os Intervenientes como os representantes políticos dos países e associações, bem como  ONG ou os expertos na matéria, todos sabem que a proposta marroquina de autonomia é a única base para realizar o regulamento definitivo do dossiê  do Sara.

Unidos a favor do Marrocos, os congressistas de Gjijimat e o levantamento popular (ONG sahraouie)

O regresso maciço de antigos membros do Polisario, reunidos no  fim de Dezembro no último Congresso de Gjijimat à Tifariti, constituindo " um levantamento popular contra os mercadores do desespero e o movemento separatista" e um apoio ao projecto de autonomia, indicou, quarta-feira em Nova Iorque, a Sra. Ennaba El Moussaoui da Associação saraniana em prol da  unidade e da reconciliação.

Intervindo na frente da 4.a Comissão da O.N.U, a Sra. El Moussaoui precisou, que através do comportamento, pela primeira vez, diante destas bases que contestam o simulacro de congressos do Polisario, bem como o regresso colectivo em Marrocos como sinônimo de dignidade referente ao grupo de aderidos, dos quais ela fazia a própria parte, tem sido  " exercida o seu direito junto à autodeterminação de maneira livre e volontària".

"A autonomia é solução idónea e mais realista ao dossiê do Sara, porque esta é a via que respeita as particularidades dos saranianos e garantindo-os largas prerrogativas para a gestão dos seus próprios negócios de maniera democràtica, com liberdade e com respeito aos direitos de Homme" , afirmou a Sra. El Moussaoui.

Retornando sobre as condições deploráveis nas quais viviam nos campos de Tindouf, ela tem particularmente denunciado " a repressão e as perseguições contínuas sofridas pelas populações destes campos quando ' ousam repôr em causa a fidelidade da Argélia ou contestar as decisões fantasistas da direcção do Polisario".

" Temos sofrido bastante e nào mais podemos aquentar esta polícia secreta argelina que aproveita da situaçào" , acrescentou a participante que insistiu que Argel " explora nem mais nem menos o princípio de autodeterminação para atingir as suas finalidades expansionistas".

" Se  Argélia é convencida sinceramente da necessidade de defender este princípio, deveria permitir a sua aplicação em Kabylie e Touaregs ao Sul do pis", acrescentou.

A oradora, por último, tem chamado a comunidade internacional de intervir com urgência para levantar a sede imposta aos sequestradores e detidos nos campos de Tindouf,  permitindo-lhes juntar-se as suas famílias.

O Senegal reitera o seu apoio à proposta de autonomia

O embaixador representante e membro permanente do Senegal junto às Nações Unidas, o Sr. Paul Badji, reiterou, quinta-feira, o apoio do seu país à proposta marroquina " pertinente e sàbia" com vista à concessão de uma autonomia ao Sara no âmbito da soberania do Reino, sublinhando ainda que só as negociações " sinceras e leais " são de nature a favorecer um regulamento exactamente e duradouro a este processo. "

Precisamos encontrar umas soluções corajosas e justamento naquelo que a proposta marroquina visa atribuir uma larga autonomia ao Sara, mas no âmbito do respeito da soberania do Reino do Marrocos, onde encontrarà a plena pertinência e sua sabedoria" , afirmou o Sr. Badji na frente da quarta comissão da Assembleia geral da O.N.U.

Esta proposta, que o Senegal apoia e endossa, " parece-nos realista e razoável, podendo permitir as partes encontrar um denominador commun" , acrescentou, recorrente ao realismo e ao compromisso para manter o impulso que o Secretário geral da O.N.U imprimiu às negociações.

O Senegal tem declarado com a " clara consciência que só as negociações sinceras e leais poderiam conduzir a um regulamento justo, exacto e duradouro deste processo que conheceu tantas dificuldades de  impasses successives" .

Ele Chamou igualmente à continuação de negociações com " boa fé, tendo em conta esforços realizados desde 2006 e factos novos ocorridos desde muito tempo, visando chegar a uma solução política justa, duradoura e mutuamente acceitàavel".

Sublinhando ainda que " o estatuto quo nào é nem viável, nem acceitàvel" , o diplomata senegalês, por último, lamentou o  impasse que " continua, infelizmente, impedindo os países da subregião do Magrebe árabe de avançar em prol de uma integração mais acentuada e em benefício de seus povos em particular e do Continente africano em geral ".

A autonomia, compatível com os objectivos da integração da África (Universitário gabonês)

A proposta marroquina de atribuir uma autonomia ao Sara é inovador e compatível com os objectivos da integração Áfricana, sublinhou, quinta-feira na frente da quarta comissão das Nações Unidas, o Professor Marco Louis Ropivia, da Universidade gabonesa, Omar Bongo de Libreville.

" A posição inovadora do Marrocos está numa fase com as concepções modernistas do território, testemunhando da sua vontade de ver os povos do Magrebe viver juntos num tecido político-económico harmonioso" , afirmou o Sr. Ropivia, acrescentano que o Reino nunca foi  " uma potência colonial, mas sim um país que sempre lutou contra as dominações extrangeiras".

Neste sentido, recordou que o Marrocos foi o primeiro a pedir para que seja posto um  termo à presença colonial espanhola no território do Sara.

Para o Sr Ropivia, a proposta marroquina de autonomia tem o seu "  mérito que é de preservar a comunidade internacional de uma nova conflagração e das consequências colaterais supostas ser hoje em dia mais amplas e mais catastrôficas".

" O estatuto de autonomia que será concedido ao Sara apresenta-se directamente como a afirmação explícita do particularismo saraniano a favor dessa grande nação marroquina que alias jà existia antes da irrupção colonial da França e da Espanha nesta parte ocidental do Maghreb" , tem afirmado.

E necessàario lançar um apelo aos " partidários tradicionais da independência ou da partição do Sara, que ja mais proposta pela parte algérina" , convidando-a a " encetar as negociações num espírito de realismo e de consenso, e via um clima de confiança e de compromisso que faça emergir o mais rapidamente possível visando únicamente em prol de uma sequência possível contra este conflito: como sendo uma solução politica".

Por último, sublinhou que a proposta marroquina é a mesma que possa garantir a coesão e a estabilidade regional através da edificação da União do Magrebe árabe.

Personalidades políticas e observadores da América Latina defendem a solução de autonomia

Várias personalidades políticas e observadores da América Latina defenderam, na frente da  quarta comissão das Nações Unidas, por uma solução negociada do Sara baseada na autonomia no âmbito da soberania do Marrocos.

Neste sentido, o antigo ministro da justiça da Argentina, o Sr. Jorge Reinaldo da Vanossi, sublinhou a necessidade de chegar um " solução de compromisso".

" É necessário encontrar uma solução e sair do impasse em direçào de uma solução que coloque  em conta o interesse dos actores e permita chegar à uma autonomia do Sara ocidental tanto quanto a proteçào da sua soberania total" , tem afirmado.

O Sr. Vanossi, que destacou a proposta do Marrocos no sentido de conceder uma autonomia à região do Sara, considerando igualmente que " a proposta marroquina deve ser estudada com minuciosidade".

Do seu lado, o Sr. Alberto Cid, senador, e Cardelo Vidalin da Uruguai, que fizeram parte dos observadores internacionais das eleições legislativas de Setembro de 2007, destacaram, quarta-feira em Nova Iorque, a iniciativa do Marrocos, bem como os seus esforços para a edificação de um Estado moderno e democrático.

O Sr. Alberto Cid acrescentou, a esse respeito, que a proposta marroquina de autonomia é aquela que possa  contribuir para progredir em prol de uma solução  junta, recordando que " o Grupo do Rio, cujo o Uruguai faz parte, espera ter chamado, desejando uma solução política justa, duradoura e aceite por todos".

Por seu lado, o Sr. Vidalin exprimiu o desejo de ver instaurar " entre as partes um diálogo frutuoso em prol do interesse do povo". Assegurou ter acrescentado, na ocasião das eleições legislativas de Setembro de 2007, " a vontade da população de chegar à paz e de encontrar um compromisso".

Uma ONG britânica denuncia a tragédia prevalecidas nos campos de Tindouf

A directora da ONG britânica " Freedom for all" , Tanya Warburg, denunciou com força, quinta-feira frente à O.N.U, a tragédia humana que continua nos campos de Tindouf em Argélia.

"  A Argélia esconde-se de trás o princípio de autodeterminação para perpetuar estes sofrimentos mas nenhum princípio também consagrado pode justificar a tragédia que se desenrola sob os nossos olhos nos campos de Tindouf" , indicou na frente da quarta Comissão da O.N.U em Nova Iorque.

A participante insistiu na necessidade de " parar de vir contra a ajuda às populações civis tomadas como refém por líderes sem scrupulo, procurando apenas os seus interesses persoais".

A esse respeito, a Sra. Tanya Warburg lançou uma chamada à comunidade internacional, assim como aos simpatisantes separatistas para ter a coragem de denunciar as actuações inumanas do polisario contra às populações sequestradas nos campos.

Após ter recordado que uma " queixa contra os principais líderes argelinos e do Polisario foi apresentada na frente da justiça espanhola pelos saraninaos  que tiveram êxito a fujir os campos de Tindouf" , declarando ainda que "  Argélia assume uma pesada responsabilidade neste tragedia".

" Não somente as violações dos direitos elementares dos prisioneiros que estào sobre o seu território argelino mas na frente deles e as vezes com a cumplicidade dos seus serviços de informaçoes" , recordou o responsável da ONG britânica.

O representante de uma ONG denuncia o racismo e a escravidão nos campos de Tindouf

A Secretária geral da Associação Yaakare REDHRIC de luta contra o racismo e a escravidão e porta-voz do Comité Internacional para os prisioneiros de Tindouf, a Sra. Anja Oksalampi, denunciou quinta-feira o racismo e a segregação racial que reinam nos campos de Tindouf, no Sul argelino.

A Sra. Oksalampi, que intervinha na frente da 4.a comissão da Assembleia geral da O.N.U, indicou que a sua associação continua sendo preocupada com a vivacidade e o destino das pessoas sequestradas a Tindouf, nomeadamente " aqueles que foram feito com os escravos pela frente do Polisario" , sublinhando ainda a existência, bom e bem, da escravidão e do racismo nestes campos de vergonha.

 A esse respeito, evocou o testemunho dos dois jornalistas australianos que tiveram êxito, em 2007, a enganar e esquivar a vigilância da frente do Polisario para desvendar as práticas de escravidão nestes acampamentos.

Recordou, a esse respeito, o comunicado de " Reporters sem fronteiras" datado do 9 de Maio de 2007 que anunciaram a interpelação pelo Polisario de dois jornalistas australianos, Violeta Ayala e Daniel Fallshawen, os quais foram acusados de se interessar ao destino dos membros pretos da população saraniana.

A Sra. Anja Oksalampi, que teve a ocasião de visitar repetidamente os campos de Tindouf, denunciou igualmente subterfuges utilizados pelo Polisario para desviar a atenção dos visitantes estrangeiros sobre a realidade amarga nos referidos campos e afastar as suspeitas sobre os líderes do Polisario.

Neste sentido, afirmou que estas visitas são verdadeiras apostas em cena, fazendo observar que as principais vítimas deste conflito " absurdo" eram sobretudo " os civis, as minorias étnicas pretas, bem como os emigrantes clandestinos, principalmente dos países subsarianos, que são utilizados pelo Polisario como mão de trabalho baratos e disponivel.

A autonomia, uma diligência democrática que beneficia de um largo apoio internacional (CIPT)

O estatuto de autonomia para a região do Sara proposto pelo Marrocos é uma " solução realista" e uma " diligência democrática que beneficia de um largo apoio por parte da comunidade internationale" , indicou quinta-feira, na frente da quarta Comissão da O.N.U, o Sr. Sidney Assor do Comité Internacional para os prisioneiros de Tindouf (CIPT).

" Esses e outras partes que mantêm o equilibrio para fazer o necessário visando a avançar sobre a via da paz e da reconciliaçào" , tem dito.

O Sr. Assor, no entanto, exprimiu as suas dúvidas sobre as intenções reais da Argélia e do Polisario que " nào faz prova de nenhuma boa fé e, ainda menos, da vontade de avançar na direçào da paz".

O orador, além disso, chamou a um inquérito internacional sobre o destino das pessoas desaparecidas nos campos de Tindouf na Argélia.

" Após a liberação dos últimos prisioneiros marroquinos, as autoridades argelinas e o Polisario, responsáveis pelos directos de violações flagrantes junto ao Direito internacional, são chamados a elucidar o destino das pessoas desaparecidas nos camps" , defendeu o Sr. Assor, insistindo além disso na necessidade de entregar " os despojos dos prisioneiros morridos nestes campos de  seus parentes".

" Argélia assume uma pesada responsabilidade neste tragédia" , tem dito, sublinhando a urgência de " fazer pressão sobre as autoridades argelinas para levantar a sede imposta aos campos a fim de permitir a todos os que desejam de se juntar as suas famílias e parentes no Sul do Marrocos com plena liberdade".

A autonomia assegura ao Sahraouis o justo equilíbrio entre a sua marroquinidade e seu particularismo original (experto)

A Iniciativa de autonomia, proposta pelo Marrocos,  não é " uma concessão mas sim é um progresso que permite ao Saraniano encontrar o justo equilíbrio entre a sua marroquinidade e sua identidade" , afirmou Eymeric Chauprade, o professor de Geopolítica à prestigiosa universidade da Sorbona.

Tomando a palavra quarta-feira na frente da quarta Comissão dos negócios políticos da O.N.U, o Sr. Chauprade sublinhou que " não tem como enganar-se sobre o sentido desta proposiçào" quem nào sabe, tem dito, " uma ideia encontrada à pressa para demonstrar a boa vontade" , mas antes trata do resultado de longos anos de esforços de desenvolvimento e de um processo de largas consultas onde o Saraniano ele mesmo tomou activamente parte. "

E sem duvida so pode ser a evolução da geopolítica da região, o projeto so  vai finalmente iluminar aquilo que ainda não têm compreendido como sendo o verdadeiro rosto deste conflito fabricado" , além disso indicou que este fino conhecedor da situação política no Magrebe e especialista do processo de segurança na região sahelosariana.

A esse respeito, pôs em guarda contra o facto de " os separatistas, que sejam da frente do Polisario ou Touaregs, ameaçam a unidade dos Estados sedentàrios".

" Antes de inventar pequenos Estados artificiais que serão de qualquer modo os satélites de uma potência, tenten entào antes preservar o Estado soberano adaptando ao mesmo tempo o exercício da soberania junto ao particularismo da coisa" , defendeu o orador.

Recordou, a esse respeito, que hoje, "o integrismo é aninhado no grande Sara, através de múltiplos movimentos que estão unidos muito ao terrorismo internacional e compartilham um ódio comum contra todos os governos do Magrebe".

Perante as suas múltiplas ameaças sobre a segurança e a estabilidade na região, Eymeric Chauprade exprimiu a sua convicção que são " muitos numerosos aqueles  que sabem que é urgente tanto quanto acabar com o processo do Sara, permitindo ao Marrocos fechar esse dossiê ligado ao processo descolonizaçào via uma necessidade de uma província marroquina unida historicamente".

O dossiê é também limitado quanto aos " detentores " trantando de um exenviado Pessoal do Secretário Geral da O.N.U, o Sr. Peter Van Walsum, quando ele se tornou culpado " por ter ousado quebrar a monotonia confortável na qual eram instalados desde muito tempo".

E de denunicar em especial os " executivos do Polisario que escapam pelos sofrimentos causados aos saranianos detidos nos campos de Tindouf e que vivem livres e a vontade nas capitais européias através de rendimentos de diversos tráfegos do sara".

" Sr. Van Walsum não faz parte de nenhuma parte, era simplesmente audacioso e visionàrio" , disse este experto, acrescentando que este último facto suportado pelos " diplomatas corajosos que querem fazer avançar os processos, indo até contra o seus interesses como um sacrifício pessoal".

O Sr. Chauprade pediu às delegações que participam nos trabalhos da Comissão da ONU que recordassem-se que " um dos fundamentos da O.N.U é a soberania nacional".

Ora, precisando ainda que actualmente, " o princípio de soberania é ameaçado cada vez mais pelo desequilíbrio unipolar, pela subida de actores transnacionais « hyper potentes », e por estes separatistas, pela maior parte do tempo fabricados e instrumentalizados por países vizinhos".

" É necessário consolidar as soberanias e compreender que a força de brincar com o fogo, possibilita a formação de micros Estados, que de fato um jogo de internacionalistas destructores" , concluiu.

Fonte: Corcas avec MAP

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