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segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
 
 
 
 

Genebra, os participantes numa mesa redonda, em Genebra, sobre o Sara foram unânimes a sublinhar a pertinência  da iniciativa marroquina de autonomia atribuida às províncias do Sul, constituindo, têm dito, " a solução a mais adaptada" a este conflito que dura.


A O.N.U tem chegado, de acordo com eles, a esta mesma constatação na sua última resolução (1813), constatação essa que foi confirmada pelo Enviado pessoal do Secretário geral para o Sara ocidental, o Sr. Peter Van Walsum " quem conhece bem o diferendo e os resultados deste conflito e que tem exprimido com conhecimento de causa, é ele, quando supervisionou quatro rodadas de negociaçoes"

Do mesmo modo, ele " estava presente no lugar onde tem encontrado todas as partes referidas neste diferendo, antes de pedir às partes envolvidas para demonstrarem realismo quanto às suas reivindicações ligadas  a uma independência, de acordo com ele, isso é irrealista e irrealisavel".

Aquando do encontro, celebrado quinta-feira em Genebra, e animado pelo Sr. Charles Grave, Presidente da ONG americana " Interfaith International", iniciadora deste acontecimento, os intervenientes consideraram que este conflito constitui uma fonte potencial de instabilidade na região, Porque aquilo faz  sofrer  milhares de famílias, afirmando que é tempo de virar a página dos planos incluindo de inaplicabilidade que é provada e reconhecida pela O.N.U, própria.

A constatação feita pelo Sr. Van Walsum com efeito tem sido assinalada por muito tempo pela maioria dos saranianos a saber: que  uma autonomia sob a soberania do Marrocos é a única solução adequada.

Os intervenientes denunciaram a atitude da  Argélia que tira as cordões nos bastidores com único objectivo de fazer durar o statu quo apesar dos sofrimentos que aquilo gera e os bloqueios que esta situação provoca  nomeadamente para edificação da  União do Magrebe Árabe. De acordo com eles, " a única preocupação deste país é ver conduzir seus desejos  hegemonicos".

A proposta do Marrocos distingue-se também pelo carácter global da sua abordagem e permitirá sobretudo pôr termo a um drama humanitário e social único no mundo. Famílias rasgadas, separadas pela força e a golpes como retiradas e de desaparecimentos involuntários pelo Polisario, mas ora instaurada a proposta do Marrocos visando contribuir para reunir estas famílias e  reforçar uma coesão social iniciada a anos contra os separatistas e os totalitaristas, que causaram problemas e sequelas físicas e psiquicas pelas deportações da crianças menores separadas e enviadas ao estrangeiro, distante do calor e da afeição da sua familia.

Além disso eles observaram que se a maioria das populações sahraouies vive no seu país diante da estabilidade e com o sentimento autêntico de pertença a uma pátria, aquelo favorece a emergência dos cidadãos conscientes dos seus deveres e orgulhosos dos seus direitos, face a outra parte que é encurralada e vive num ambiente hostil, vítima de sequestros insidiosos  privanda das liberdades de circulação e de expressão.

As grandes linhas do projecto de autonomia foram  expostas pela  assistência, aquele  projecto oferece a oportunidade ao Polisario como uma saída honrosa, afirmaram, chamando  Argélia a aproveitar do seu lado este momento.

Participaram nomeadamente nesta mesa redonda, organizada sob o tema " Autonomia do Sara, Solução realista um drama humanitaire" , O Sr. Moulay Ahmed M' ghizlate, membro do Conselho Real Consultivo para os Negócios Sarianos (CORCAS), a Sra. Saadani Maoulainine, um das vítimas de deportação forçada, o Sr. Sidati Ghallaoui, exrepresentante do Polisario na Itália, e a Sra. Hajbouha Zoubeir, militante associativo à Laâyoune.

Fonte: Map

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