Um encontro sobre o Sara, organizado em Madrid por universidades públicas, permitiu aos vários homens políticos espanhóis de descobrir a existência de várias correntes de dissidência nas fileiras separatistas do polisario e de um grande número de oponentes à junta dirigente nos campos saranianos de Tindouf, em Argélia.
Os organizadores pela " segundo dia nas universidades públicas madrilenas discursando sobre o Sara Occidental" (do dia 27 a 29 de Maio) os convidados pelo segundo ano consecutivo tratando de uma vintena de líderes do Polisario a juntar se a seus monologos de propaganda separatista, mas està sem contar com a presença de um público pouco habitual na Espanha formado de activistas opostos.
O " polisario " e seus adeptos na Espanha foram convidados pelos organizadores destes " dias scientificos" para discourir sobre a evolução e o desdobramento do conflito do Sara e recordar uma posição que nunca evoluiu apesar das chamadas repetidas da comunidade internacional em prol de procurar uma solução política, negociada, realista e aceitável por todas as partes em conflito.
Aquando do segundo dia deeste encontro, o coordenador na Espanha do movimento dissidente do Polisario, " Khatt Achahid" , Mahjoub Salek, foi impedido pelo regulador de tomar a palavra numa tentativa de bloquear a voz adversaria de um militante sahraoui conhecido pela sua dura oposição junto à direcção dos separatistas.
Após a insistência do público, o líder de Khatt Achahid foi satisfeito " de uma só messagem" endereçado ao embaixador da Argélia na Espanha que participava nesta sessão: " Se A Argélia quer que o Sahraouis permanece a jamais nos campos de Tindouf, que melhore pelo menos as suas condições de vida".
Mahjoub Salek, que não foi convidado pelos organizadores apesar da representatividade do seu movimento nas populações saranianas nos campos de Tindouf, aproveitou da sua participação neste debate para exortar a classe política espanhola a fazer pressão sobre o Polisario " que nào representa de modo algum, de acordo com ele, o Sahraouis de Tindouf".
Os espanhóis sào habituados a ouvir " o mesmo discurso" dos separatistas foram essa vez surpreendidos pela presença entre o público de vários jovens executivos saranianos que vivem na Espanha e que manifestram contra " a ditadura do polisario" e contra " a política de dois pesos duas medidas" de alguns defensores dos direitos do Homem que se consideram como Saranianos trantando daqueles que vivem nos campos de Tindouf.
Abderrahim Berdiji, um jovem executivo sahraoui, que dirige a associação " Hiwar em prol do desenvolvimento, da solidariedade e do dialogo" , baseado em Sevilha, no Sul da Espanha, não vai por quatro caminhos: " O Marrocos é chamado a parar qualquer negociação com o polisario porque não representa o Saraniano de Tindouf".
" Há várias correntes e movimentos de Saraouis que recusam ser representado por esta junta que dirige o Polisario e reclamando deles também uma voz no capítulo e um lugar na mesa das negociações para encontrar uma solução a este conflito que que tem durado demasiado", martelou.
Para este executivo universitário, da actual direcção do Polisario " representa uma minoria de notáveis sahraouis cuja a única preocupação é de aumentar ou enrequecer as suas contas nos bancos e fazer prosperar os seus negócios na Europa e nos países árabes instrumentalizando a miséria das nossas famílias nos campos de Tindouf".
" Aqueles que defendem a autodeterminação do Sahraouis devem antes defender a autodeterminação daqueles que vivem nos campos à Lahmada, a Tindouf e cujo o destino está entre as mãos de uma direcção que os controlam desde mais de 35 anos" , acrescentou Berdiji.
Na margem deeste encontro, o Sr. Berdiji teve entrevistas com vários deputados espanhóis para os " transmitir a voz de uma larga parte da sociedade sahraouie que o Polisario tenta de deter".
Aquando dos debates do segundo dia, uma pergunta feita por uma jovem estudante saraniana na universidade madrilena pôs os líderes do polisario em situaçào de embaraço e deixando perplexo ainda mais os homens políticos espanhóis presentes.
" O polisario adaptou durante mais de 33 anos um estilo de confrontação sem poder aclariar o seu objectivo e sem poder atrair ou ter apoio de uma só potência mundial, entào porque recusa sempre o caminho do diálogo? " , tem interrogado o académico.
A sua interrogação permaneceu obviamente sem resposta porque as chaves da resposta encontram-se noutro lugar fora de Tindouf.
Fonte: Map
Actualdiade relativa à questào do sara ocidental/Corcas