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9 de junho de 2026
 
 
 
Destaques

"A penetração espanhola nas costas do Sara marroquino entre 1860-1934" " é o intitulado estudo parecido recentemente entre uma série de obras que foram editadas pelo Instituto dos Estudos Africanos (IEA), cujo o autor e pesquisador é Noureddine Belhaddad .



No prefácio da obra; ela produz uma série de elementos, através de uma relação e uma análise rigorosa dos factos históricos e documentos autênticos, bem como as provas que atestam da soberania do Marrocos sobre as províncias do Sul, desvendando assim as pretensões falaciosas e as informações enganosas dos inimigos da unidade territorial do Reino.

" As informações trazidas neste estudo foram extraídas em documentos oficiais " , esclarece o autor, acrescentando que " estas fontes escritas foram enriquecidas por visitas no terreno pela observaçao, rigorosamente estudads, bem como o modo de vida dos tribos saranianos… e todo para assegurar a autenticidade das informações mencionadas nos escritos dos extrangeiros ".

A esse respeito, o pesquisador afirma ser parado sobre " " arquivos “makhzéniennes” sinônimo do governo; extremamente interessantes, contidos na bibioteca Hassania em Rabat, referindo ao mesmo tempo a recusa dos responsáveis espanhóis de fornecer documentos históricos conservados no seu ministério dos negócios estrangeiros, o que o levou a voltar-se para a França para documentar-se, nomeadamente junto aos Cais “d' Orsay “

Tratando de Arquivos diplomáticos da cidade de Nantes, sendo que no fim do século XIX, o litoral marroquino era também objecto do interesse da imperidador franceses.

Essa escolha de intervalo de 1860-1934, tem acrescentado o autor " por motivo de ser uma importância data onde os acontecimentos marcaram muito este periodo " , foi a primeira data onde o Makhzen, no seguimento da derrota do seu exército à guerra de Tétouan, autorizou os Espanhóis a instalarse sobre partes do seu Sara, enquanto o ano 1934 marca a data da trêve na resistência dos tribos saranianos, pela falta de munições diante da bruta foraça da colonização francesa e espanhola.

A situação geográfica da região e o modo de vida dos tribos sahraouies formam a estreia das cinco partes deste estudo, que tratou igualmente das potencialidades naturais desta região.

Esta primeira vertente quer-se uma introdução para compreender a mentalidade dos habitantes da região e a sua reacção perante os acontecimentos de 1860.

A segunda parte se interessa aos projectos expansionistas dos Espanhóis na região a partir do fim do século XVII até 1860, lançando ao mesmo tempo a luz sobre a recusa dos Sultans do Marrocos de aceitar qualquer ideia que implica renunciar à uma parcela do litoral do Sul.
 Analisa igualmente implica a posição do Makhzen quanto a ocupação inglesa de Tarfaya e as suas repercussões sobre as relações bilaterais.

A terceira parte refere-se às primeiras tentativas espanholas de ocupar as costas da região Oued Eddahab entre 1884 e 1900 assim também quanto aos movementos que têm empurrado a Espanha a embarcarse nesta empresa.

Quanto quarta parte que é consagrada às negociações entre a França e a Espanha ligado aos acordos assinados entre 1900 e 1912, a fim de delimitar e precisar as esferas de infuencia de cada um deles em detrimento do litoral do Sara marroquino, observando em especial a posição referente as autoridades marroquinas pela qual foi feita acordos que ameaçavam a soberania do Marrocos.

Trata igualmente das relações do Makhzen com as componente do seu povo do Sara, como tem ilustrado diante das grandes recepções, que se desenrolavam à Fès ou Marrakech, junto à  intenção de delegações dos tribos saranianos conduzidos peo Cheikh Mal Al Ainaïn, vindos ou seja para renovar a fidelidade, e a lealdade junto ao Sultan que forneça-lhes armas para combater e sedefender contra a colonização do Sara marroquino.

A quinto e última parte é consagrada à resistência dos tribos sahraouies à penetração francesa e espanhola entre 1912 e 1934, com objectivo de permitir compreender as principais etapas e as repercussões desta resistência sobre o curso dos acontecimentos que conheceu contra o Sara marroquino.

As principais conclusões deste trabalho, ao qual são anexados documentos nacionais e estrangeiros, ilustrando fotografias e mapas relativos ao território do Sara marroquino que consistem em uma luta sangrenta que fustiga o desmentido das falsas alegações que apoiam, sem razão, na segunda metade do século XIX a autoridade do Makhzen que não excede o rio de Draâ.

Prova disso é o dahir Sultan Moulay Hassan 1, tomado em 1879 e levando nomeação do Cheikh Ma - Al Ainaïn, Khalifa Sultan nas regiões Oued Noune e do Sara, aquilo confirma que estas regiões eram bem e efectivamente sob a soberania do Makhzen antes de qualquer que sejam ocupaçoes por  Espanhóis.

Entre estas conclusões, figura também o interesse levado pelo Makhzen marroquino aos negócios dos tribos saranianos, como testemunham os dois " " Harka" " Sultan Hassan I em 1882 e 1886.

Neste quadro, o pesquisador tem sido baseado em várias correspondências entre o Makhzen e os líderes do seu exército no Sul

Fonte! Map

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