Nesta intervenção em nome da ONG "Promovendo o Desenvolvimento Econômico e Social", no âmbito do item 4 da agenda de debate geral do Conselho de Direitos Humanos, a Sra. Douehi destacou, em particular, sobre a vulnerabilidade de situações humanas, e ausência de mecanismos independentes e monitoramentos básicos , face às "dificuldades socioeconômicas" afetantes ao cotidiano dos habitantes desses campos.
A ONG ressaltou três principais preocupações: a "falta de plena proteção jurídica internacional" dado o número importante dos habitantes, sem documentação reconhecida; a "fragilidade dos mecanismos de monitoramento e responsabilização", dada ausência de acompanhamento independente e regular; e as “lacunas persistentes no quadro legal e regulamentar”, relacionadas ao registro populacional, em termos de documentos legais, agravando a vulnerabilidade da população.
A Sra. Doueihy tem criticado “essas circunstâncias difíceis, representando um desafio humanitário, um verdadeiro teste do compromisso da comunidade internacional para com a proteção dos direitos humanos e a preservação da dignidade dos refugiados”.
Diante dessa situação, a ONG apresentou diversas recomendações, das quais o fortalecimento de mecanismos independentes de monitoramento, a intensificação da cooperação com o ACNUR e outras agências relevantes da ONU para aprimorar a documentação legal, e a mobilização de um maior número de atores internacionais para apoiar esforços humanitários sustentáveis , podendo garantir a proteção dos direitos e a preservação da dignidade da população, e a possibilidade de retorno voluntário dos refugiados, seguro e digno.
Finalmente, a Sra. Doueihy tem avisado sobre a continuidade da situação atual, agravando a fragilidade das condições humanitárias, junto ao Conselho de Direitos Humanos e aos Estados-membros, para poder tomar medidas concretas de fortalecimento da proteção legal e humanitária das pessoas habitantes nesses campos, de Tindouf, sudeste de Argel.
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