Tal simpósio foi organizado por iniciativa da região de Dakhla-Oued Eddahab, em parceria com a Universidade Abdelmalek Essaadi e cooperação com o Centro de Estudos Afro-Ibero-Americanos e Atlânticos para Governança e Desenvolvimento Sustentável.
Para o sr, Moulay Boutal Lembarki, Vice-Presidente do Conselho Regional de Dakhla-Oued Eddahab, o qual destacou a visão perspicaz de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, a região como espaço estratégico vibrante, e centro de intercâmbio cultural, ponte conectora dos continentes e povos, a título de distinto grupo de acadêmicos de vários continentes, e de crescente apelo científico e intelectual em relação a região de Dakhla.
Este simpósio constitui ainda uma oportunidade para os atores políticos objecto de diferentes modelos de desenvolvimento, de experiências, de práticas bem-sucedidas na gestão de jurisdições territoriais e das melhores práticas na construção de regiões fortes e coesas, capazes de alcançar o desenvolvimento sustentável.
Para a região de Dakhla-Oued Eddahab , ela é o futuro do desenvolvimento , do empoderamento das regiões, do aumento do investimento em capital humano e da adoção da cooperação internacional e parcerias estratégicas.
Por sua vez, Hind Cherkaoui Dakkaki, Vice-Presidente da Universidade Abdelmalek Essaadi responsável pela Pesquisa Científica, declarou durante o encontro que a região de Dakhla-Oued Eddahab, graças à sua localização geoestratégica como porta de entrada do Marrocos para o seu interior africano, constituindo a plataforma ideal para discutir questões vitais importantes, das quais a questão do Saara marroquino no centro das prioridades acadêmicas e o conhecimento, e as realidades práticas no terreno, objeto da pesquisa científica, motor de desenvolvimento e suporte às políticas nacionais.
Para a Sra. Sharqawi Dakkaki, a escolha de "plano de Autonomia" como tema deste simpósio e visão da universidade nas abordagens acadêmicas, a título da autonomia sob a soberania marroquina, longe de ser apenas uma solução política, mas sim um modelo abrangente, combinando soberania nacional, desenvolvimento sustentável e reconhecimento internacional.
E para o professor de Direito Constitucional da Universidade de Bolonha, Itália, Luca Mezzetti, tal encontro tem sido uma análise de diversos modelos de autonomia territorial (como os da Itália, Espanha, França e Brasil), nesse contexto, onde o plano de autonomia para o Saara marroquino tornou-se uma ferramenta fundamental para alcançar o desenvolvimento abrangente na região.
Esta região do Saara, a qual foi objeto da visita por muitas vezes, devido ao desenvolvimento extraordinário que conheceu, graças a grandes investimentos e projetos de grande escala, como o caso do Porto Atlântico de Dakhla, uma porta de entrada vital para Marrocos, aberta sobre África, América Latina e Europa.
Assim o sr, Hamid Aboulass, professor universitário e diretor do Centro de Estudos Afro-Ibero-Americanos e Atlânticos para Governança e Desenvolvimento Sustentável, considerou o simpósio , organizado no contexto diplomático, cuja questão da integridade territorial do Reino, tem sido após a histórica Resolução 2797 do Conselho de Segurança, uma saída ideal, consagrando a autonomia como a única base da resolução da disputa regional sobre o Saara marroquino sob a soberania do Reino.
Enfatizando a participação expressiva de inúmeros especialistas e acadêmicos marroquinos e internacionais neste encontro, dada troca de opiniões sobre modelos comparativos de autonomia, pontos fortes e desafios, em termos do avançado regime de regionalização que Marrocos adotou desde a Constituição de 2011.
Tais apresentações dos participantes focaram ainda sobre diversos temas-chave, em particular, "o plano de Autonomia na Itália: Regiões como Modelo", "a Importância da Descentralização Política na Perspectiva dos Poderes", "o Modelo Federal Brasileiro: Descentralização, Democracia e Competências Constitucionais",além de "Governança dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Modelo Regional da Espanha".
Finalmente foram discutidos tópicos relacionados, como "A importância da representação feminina nos planos de autogoverno",os "Modelos de autonomia da Europa e da América Latina: tendências e características comuns" e "Gestão financeira de entidades em modelos de autonomia".
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