“Louvado seja Deus, que as bênçãos e a paz estejam sobre o nosso profeta, Mensageiro de Deus, sua família e companheiros.
Caro povo,
Comemora-se hoje com muito orgulho o quadragésimo nono aniversário da Marcha Verde.
Tratando-se de uma marcha pacífica e popular, levando à recuperação do Saara marroquino, mantendo laços fortes com todos os habitantes e a pátria, Marrocos.
Assim, o Marrocos conseguiu firmar uma realidade tangível, irreversível, com base no direito, na legitimidade, no compromisso e na responsabilidade. O que se traduz no seguinte:
- Primeiro: Apego de todos os filhos do Saara ao marroquinismo do saara e às santidades da pátria, dados os laços de fidelidade, existentes ao longo da história, entre os habitantes do Saara e dos reis de Marrocos.
- Segundo: Renascimento do desenvolvimento, da segurança e estabilidade, das quais goza o Saara marroquino.
- Terceiro: Reconhecimento internacional cada vez mais importante do Saara marroquino, e amplo apoio à iniciativa de autonomia.
Coincidindo paralelamente com a situação legítima e natural, contro um alheio adversário, infelizmente, ele continua a ser longe de qualquer verdade, convivendo com as ilusões do passado e teses ultrapassadas no tempo:
Existe quem chama pelo referendo, apesar de seu abandono pelas Nações Unidas, sua impossibilidade de implementar na realidade saariana. Recusando ao mesmo tempo, realizar o censo dos detidos nos campos de Tindouf, levados como reféns, em situações deploráveis, desumanas, indignadas e sem direitos elementares e básicos.
Sendo que existe alguém que manipula a questão do Saara para ter uma saída no Oceano Atlântico.
Para esses, digamos: não rejeitamos isso; Marrocos, como todos sabem, propôs uma iniciativa internacional de acesso dos países costeiros ao Oceano Atlântico, no quadro da parceria, cooperação e progresso comum entre todos os povos da região.
Existe quem manipula a questão do saara, para encobrir seus enormes problemas internos.
Existe também quem quer desviar-se dos aspectos legais, para servir objectivos políticos estreitos.
A estes queremos dizer: as parcerias e obrigações legais de Marrocos nunca vão ser à custa da integridade territorial e soberania nacional.
Chegou a hora que as Nações Unidas assumem suas responsabilidades, esclarecer a grande diferença entre o mundo real e legítimo, representado pelo Marrocos no seu Saara, e o mundo instável, longe da realidade e dinamismo.
Caro povo
A fase, que atravessa a questão da integridade territorial, exige esforços contínuos e concertados para com todos.
Querendo apontar aqui, em particular, o espírito nacional e patriotismo dos marroquinos, residentes no estrangeiro, dado o compromisso de defender a santidade da pátria, e contribuir para o desenvolvimento.
Devido aos laços desta comunidade marroquina, residente no estrangeiro junto à pátria, temos decidido fazer uma nova mudança no domínio da gestão em prol dos assuntos desta comunidade marroquina no estrangeiro.
Deve-se proceder então a reestruturação das instituições em questão, sem que haja sobreposição de especializações e dispersão de intervenientes, atendendo às novas necessidades.
Para tal, dirige-se ao governo para trabalhar na estruturação deste quadro institucional, com base nos dois órgãos essenciais:
Primeiro: o Conselho da Comunidade Marroquina no Estrangeiro, como instituição constitucional independente tem que cumprir plenamente como quadro de reflexão, de apresentação de propostas, e de relação direta com os diferentes componentes desta comunidade.
Neste sentido, chama-se para agilizar no sentido da nova lei do Conselho, e no horizonte da sua criação o mais rápido possível
Segunda: a criação de um órgão especial denominado “Fundação Mohammadia para Marroquinos Residentes no Estrangeiro”, constituindo o braço executivo das políticas públicas neste domínio.
Tal novo órgão institucional tem por objetivo consolidar competências, existentes hoje, sendo dispersas entre diferentes atores, necessitando coordenar, preparar e implementar a estratégia nacional junto aos marroquinos residentes no estrangeiro.
Esta nova instituição deve também ter o “mecanismo nacional de mobilização das competências dos marroquinos residentes no estrangeiro”, chamando para criar este organismo, vanguarda dos princípios.
Abrindo o caminho para as competências e conhecimentos marroquinos do estrangeiro, empreendedores e proprietários de iniciativas, e projetos.
Esperando que esta instituição, dado o envolvimento dos sectores ministeriais e os diferentes actores, possa ser um forte impulso no sentido linguístico, cultural e religioso junto aos membros da comunidade, e independentemente das gerações.
Como um dos desafios mais importantes que esta instituição deve enfrentar em termos da harmonização, simplificação e digitalização dos procedimentos administrativos e judiciais, em relação à comunidade estrangeira.
Preocupando-se também em abrir novos horizontes para investimentos por parte dos membros da comunidade no país de origem. Sendo anormal que o volume dos investimentos nacionais privados permaneça dentro dos 10%.
Caro povo,
Os sacrifícios da geração da Marcha Verde só podem motivar no sentido da mobilização e vigilância, rumo à consolidação dos ganhos da marroquinaidade do Saara, do renascimento e do desenvolvimento das regiões do sul.
No mesmo espírito, deve-se trabalhar para garantir os frutos do progresso e do desenvolvimento junto a todos os cidadãos e de todas as regiões do Saara, do leste ao oceano, atravessando zonas montanhosas, planícies e oásis.
Aproveitando-se este glorioso aniversário para lembrar do espírito imortal do criador deste épico, da Marcha verde, nosso abençoado falecido pai, Majestade o Rei Hassan II, que Deus esteja com sua alma e de todos os mártires da nossa pátria, Marrocos.
Que a paz, a misericórdia e as bênçãos de Deus, Todo-Poderoso estejam sobre nosso profeta e mensageiro de Deus.”
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