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14 de agosto de 2026
 
 
 
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Os Acadêmicos, pesquisadores e especialistas internacionais defenderam, sexta-feira passada, em Tóquio, uma renovação de abordagens, de análise do separatismo, a título de fenômeno terrorismo,  crime organizado,  via campanhas de desinformação e novas formas de manipulação cognitiva.



Tal encontro foi organizada em formato híbrido do Centro Internacional para o Estudo do Separatismo (ICSOS), sendo a primeira Conferência Internacional sobre Separatismo, Extremismo e Segurança Regional, reunindo especialistas da África, Ásia, Europa, Oriente Médio e Américas em torno do tema "Separatismo, Extremismo e Segurança Regional: Perspectivas da África, Oriente Médio, Ásia e Europa".

 

Tais trabalhos, presididos em sua primeira sessão pelo Professor Kei Nakagawa, Reitor da Universidade de Estudos Internacionais de Hagoromo, e do Presidente do ICSOS, Sr. Shoji Matsumoto, cujo separatismo e terrorismo dois dos principais desafios face á comunidade internacional, a abordagem multidisciplinar, e as dimensões jurídica, política, econômica, social e psicológica, capazes de compreender esses fenômenos.

 

Destacando a natureza evolutiva dos movimentos separatistas das regiões do mundo, das interações das organizações terroristas e redes criminosas, além do crescente das campanhas de desinformação, das mídias sociais e novas tecnologias dos processos de radicalização e desestabilização dos Estados.

 

Para o Professor Mohd Mizan Aslam, da Universidade Nacional de Defesa da Malásia, os crescentes vínculos entre separatismo, terrorismo e crime organizado no Sudeste Asiático, e o Professor Sapto Priyanto, da Universidade da Indonésia, a ameaça terrorista so pode evoluir pelas redes descentralizadas, amplamente estruturadas em torno de espaços digitais.

 

Para o Professor John Edward Phillips, a evolução do Boko Haram, como organização radical gradualmente ameaçadora regional, mantida por fundamentos do Estado pós-colonial na Bacia do Lago Chade.

 

Para a professora Elwasila Saeed Elamin Mohamed,  as consequências da crise sudanesa só podem levar os riscos de novas dinâmicas separatistas ao contexto da guerra no Sudão.

 

Para o diretor do Centro Líbio de Contraterrorismo, Major-General Mohamed Bashir Saleh, os fatores comuns fomentam simultaneamente o terrorismo e movimentos separatistas, provocam instituições frágeis, desigualdades territoriais e dificuldades socioeconômicas.

 

Para o professor Abdoul Sogodogo, da Universidade de Ciências Jurídicas e Políticas de Bamako, Mali, esta crescente convergência entre grupos separatistas e organizações jihadistas no Sahel, acentuam a crise das redes sociais nas estratégias contemporâneas de propaganda e recrutamento.

 

Para o sr El Mostafa Rezrazi, professor da Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P), pesquisador sênior do Centro de Políticas para o Novo Sul e presidente do Observatório Marroquino sobre Extremismo e Violência (OMEV), esta nova abordagem científica tem sido capaz de fazer face ao separatismo, através da ciência cognitiva.

 

Em relação ao estudo interdisciplinar dos ex-detentos dos campos de Tindouf,  Marrocos luta face a qualquer conceito de "mapas mentais distorcidos do território",  da "geoengenharia cognitiva", objeto dos atores influenciadores das percepções coletivas e da legitimação dos "projetos separatistas".

 

Para o pesquisador marroquino, o conteúdo educacional e mecanismos de socialização nos campos de Tindouf constituem processos comparáveis , das estratégias de doutrinação de organizações terroristas, da exploração do discurso de ódio, das narrativas de vitimização e das crise de identidade, além da abordagem abrangente da prevenção do separatismo, das dimensões psicológica, cognitiva, educacional e informacional, e das respostas diplomáticas e segurança.

 

No final do evento, os participantes enfatizaram sobre as convergências emergentes entre separatismo, terrorismo, crime organizado e guerra da informação, chamando para o desenvolvimento de abordagens interdisciplinares e do fortalecimento da cooperação internacional.

 

O lançamento oficial do ICSOS como a primeira plataforma internacional dedicada ao estudo comparativo do separatismo, dada ambição de promover a pesquisa científica, o diálogo internacional e a formulação de recomendações para fortalecer a paz, a estabilidade e a segurança regional.

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