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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
 
 
 
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A Sua Majestade o Rei Mohammed VI: "A  inteira e plena soberania de Marrocos no âmbito da iniciativa de autonomia é a única maneira possível de alcançar o acordo desejado"




"Reafirmamos nosso sincero compromisso de manter nossas mãos estendidas aos nossos irmãos na Argélia, fiéis aos laços de fraternidade, de religião, de língua e de boa vizinhança, que sempre unem nossos dois povos irmãos".



Sua Majestade o Rei Mohammed VI, reafirmou segunda-feira pela tarde em Tetouan, em um discurso dirigido à nação por ocasião do 20º aniversário da ascensão de sua Majestade o Rei ao trono de Seus gloriosos, cuja celebração deste dia nacional constitui "a expressão mais eloquente do nosso compromisso inabalável da marroquinidade do nosso Saara, rumo a nossa unidade nacional e a nossa integridade territorial. Sendo também a afirmação solene da nossa plena soberania sobre todo o território do Reino".

O soberano chamou à "mobilização constante em todos os níveis", para consolidar as realizações a nível da ONU, da África e da Europa e "contrariar as manobras dos inimigos", sublinhando a "sincera adesão" do Reino ao processo político em curso. Sob a égide exclusivo das Nações Unidas, reafirmando ao mesmo tempo que a iniciativa da autonomia é "a única maneira possível de alcançar o acordo desejado", no marco do respeito da soberania plena de Marrocos.

Expressando "Sua profunda fé na comunidade do destino" dos países vizinhos em termos históricos e culturais, e em relação aos desafios de segurança e de desenvolvimento, pelos quais a região é confrontada, Sua Majestade renovou "o sincero compromisso de manter a mão estendida para os nossos irmãos na Argélia "para realizar" as aspirações de unidade, complementaridade e integração, levadas pelos povos dos irmãos Maghreb`

O soberano evocou também a última ilustração na data desta proximidade, remontando à copa das Nações Africanas, organizada no Egito, "durante a qual o rei e o povo de Marrocos, num entusiasmo espontâneo e sincero, demonstraram sua simpatia e seu apoio entusiástico à seleção argelina. Juntaram-se ao povo argelino para compartilhar seu orgulho, após a conquistada merecida durante a competição, porque, nesta vitória, eles sentiram como se fossem também deles

Aqui segue o texto integral do discurso real:

Louvado seja Deus, que a oração e salvação estejam sobre o Profeta, sua família e seus companheiros.

 Caro povo

 Vinte anos se passaram desde que Me apreende a carga de presidir o seu destino. A missão é à luz da responsabilidade subjacente, imensa.

 Antes de ti e diante do Deus Todo Poderoso, tenho feito o juramento para completar  esta missão com uma devoção sincera.

 Deus é testemunha da perseverança pelo qual defendi seus interesses superiores e causas justas.

 Ele é também  testemunha da preocupação absoluta que sempre foi a minha: servir-te assegurando que todos os marroquinos, onde quer que estejam, desfrutem de condições de vida justas e equitativas.

 Conseguimos graças a Deus os benefícios que Ele nós deu generosamente de forma dispendiosa, cimentando, em unidade e simbiose, o pacto de lealdade mútua ligando o Trono ao povo, tecendo entre você e Mim os laços de afeição e fidelidade que o tempo fortalece e fortifica.

 São louvores da unanimidade nacional que reúnem todos os marroquinos em torno das constantes e símbolos sagrados da nação, em torno das escolhas principais do país:

 No primeiro lugar: a Monarquia Patriótica e o Cidadão, que se quer ser próximo dos cidadãos, tornando suas preocupações e suas aspirações  esforços a satisfazer.

 • Segunda lugar: a busca resoluta do trabalho de consolidação democrática e da busca do desenvolvimento.

 • Terceiro lugar: as reformas profundas engajadas, as reconciliações bem sucedidas em prol dos grandes projetos realizadas.

 Graças à conjunção dessas escolhas essenciais, Deus seja louvado. Continuamos a construção do moderno Marrocos, trabalhando para suavizar as dificuldades encontradas ao longo do caminho.

 Agradecemos também ao Altíssimo por ter coroado de sucesso as iniciativas e ações que empreendemos com vista o serviço do Nosso país e da pátria.

 Certamente, não foi sempre da nossa conta realizar tudo aquilo a que aspiramos. Mas hoje, estamos mais determinados a manter o rumo, capitalizando os ganhos alcançados, completando a dinâmica das reformas em curso, corrigindo as disfunções observadas no terreno.

 Caro povo,

 Demos um salto qualitativo na matéria de infraestrutura: rodovias, trens de alta velocidade, grandes portos, energias renováveis, reabilitações urbanas.

 Temos também alcançado importantes etapas no fortalecimento e consolidação de direitos e liberdades, em prol  de uma ancoragem forte e saudável da prática democrática.

 No entanto, sabendo que as reformas institucionais e infraestrutura, por mais importantes que estejam, não são suficientes.

 O dever de clareza e objectividade exige a qualificação deste balanço positivo, na medida em que os progressos e realizações, já alcançados, não tiveram ainda, infelizmente, repercussões suficientes sobre toda a sociedade marroquina.

 Certamente alguns cidadãos percebem sem dúvida mal  os impactos dessas conquistas nas suas condições de vida, particularmente em termos de atender as necessidades diárias e, particularmente, em termos da prestação de serviços sociais básicos, a redução das desigualdades sociais ou o fortalecimento das classe média.

 Deus sabe a que ponto lamento ver que os cidadãos marroquinos, aqueles que representam apenas 1% da população, continuando a viver em precariedade e privação material.

 É por isso que atribuímos especial importância aos programas de desenvolvimento humano, a promoção de políticas sociais para responder às necessidades urgentes dos marroquinos..

 Como sublinhei no discurso do ano passado, não terei descanso até que todos os obstáculos estejam removidos e soluções adequadas estejam orientadas para as questões sociais e de desenvolvimento.

 Este objetivo requer uma visão global e projetos de sucesso com recursos qualificados e condições favoráveis.

 Caro povo

 Os últimos anos revelaram a incapacidade de nosso modelo de desenvolvimento para atender às crescentes necessidades de alguns de nossos cidadãos, a reduzir as desigualdades sociais e as disparidades espaciais. Razão pela qual tem chamado para a reavaliação e atualização.

 De fato, foram reservas sobre a relevância da criação de comissões especiais, porque algumas pessoas encontram no processo a melhor maneira de enterrar os dossiês e ultrapassar os problemas associados.

 Não obstante, tomamos a iniciativa de criar alguns os quais confiamos a missão de examinar questões de interesse nacional, como a regionalização e a Constituição, o Código da Família, os assuntos relacionados à Comissão de Equidade e reconciliação. Nosso acompanhamento pessoal das obras permitiu resultados conclusivos e positivos.

A este respeito, temos decidido criar a comissão especial encarregada do modelo de desenvolvimento. Procedendo a sua implantação na entrada próxima.

Temos acordado que esta comissão, por sua composição, reúne diferentes disciplinas acadêmicas e várias sensibilidades intelectuais, acolhendo suas competências nacionais do setor público e privado. Além da experiência e da exigência de imparcialidade, esses perfis devem ser suficientemente equipados para entender a dinâmica do trabalho na sociedade, às suas expectativas, sem nunca perder de vista os melhores interesses supremos da a nação.

A este respeito, tenho que enfatizar que esta comissão não terá lugar nem no segundo governo, nem como numa instituição oficial paralela. Ela desenpenha um papel como um órgão consultivo, investido na missão limitada no tempo.

No decorrer de seu trabalho, ela terá que levar em conta as principais orientações das reformas iniciadas ou em passo de ser, nos setores como a educação, a saúde, a agricultura, o investimento, o sistema tributário. Suas propostas devem visar seus amelhoramento e acumprir a sua eficácia.

Esperamos que esta comissão cumpra o seu mandato com imparcialidade e objetividade, levando ao nosso conhecimento uma declaração exata do estado de lugares, tão doloroso e difícil, podendo ser. Terá também a ousadia e o gênio necessários para propor soluções adequadas.

Em vez de fazer parte de uma lógica de ruptura com o passado, trata de colocar um novo passo em prol do processo de desenvolvimento.

Acima de tudo, tem que fazer prova de ousadia, de espírito de iniciativa, de alto senso de responsabilidade, de implementaridade em prol das conclusões corretas e das recomendações relevantes que serão adotadas, a interrogação se seriam difíceis ou onerosas?.

Voltando sobre este tópico no futuro próximo.

Ao mesmo tempo, o trabalho deve se prosseguir com um sentido elevado de compromisso e de responsabilidade, para garantir uma melhor governança e responder efetivamente às preocupações dos cidadãos.

O foco deve ser colocado sobre os benefícios sociais básicos e o desempenho dos serviços públicos.

Além disso, convidamos o governo a começar a preparar uma nova geração de planos setoriais amplos, coerentes e harmoniosos que possam servir como um pilar do modelo de desenvolvimento na sua nova versão.

Caro povo,

A renovação do modelo nacional de desenvolvimento não é um fim em si mesmo; esta renovação é o pré-requisito para o surgimento de uma nova etapa na qual desejamos, com a ajuda de Deus, envolver o Marrocos.

Um novo passo cujas palavras-chave são "Responsabilidade" e "Essor".

Esta nova etapa é ainda mais promissora, pois o Marrocos tem muitas energias e potencialidades que permitem criar condições favoráveis de estímulo e desenvolvimento. Dispondo certamente de ativos indisponsáveis.

O Nosso melho desejo é que o Marrocos se junte ao clube das nações avançadas.

Além disso, a nova etapa que estamos preparando para alcançar estas questões e enfrentar os desafios, internos e externos, a serem vencidos:

• Primeiro lugar: o desafio de consolidar a confiança e as conquistas: confiança entre os cidadãos, confiança nas instituições nacionais que nos unem, confiança e fé num futuro melhor. Esta é a chave para o sucesso e a condição sine qua non para alcançar nossa ambição coletiva.

• Segundo lugar, o desafio de abertura e recusa de retirar-se, especialmente nos domínios relacionados  com a experiências e nos conhecimentos internacionais. A abertura é ainda mais fundamental para o desenvolvimento econômico de empresas, operadoras marroquinas em muitas oportunidades, que aumentam a competitividade.

Tem potencial real para atrair investimento, conhecimento e saber-fazer exterior. Constituindo uma alavanca para melhorar a qualidade dos serviços e o desempenho das organizações, no nível de formação despensada, para criar mais empregos.

É verdade que o setor público, as organizações profissionais nacionais fizeram grandes esforços para cumprir suas missões e melhorar a qualidade de seu trabalho.

Mas alguns setores e profissões liberais hoje precisam estar abertos à expertise e competéncias mundiais, no setor privado, nacional e estrangeiro.

Além disso, muitas instituições e empresas internacionais expressaram o desejo de investir e  instalar-se no Marrocos.

O Verdadeiro motivo de satisfação, esta mania para o nosso país testemunha da confiança reconhecida. Mas os obstáculos impostos por certas leis nacionais, a relutância e a indecisão predominantes em algumas autoridades, às vezes confinam a Marrocos e o colocam em uma postura negativa de confinamento e reserva.

Aqueles que se opõem à abertura de certos sectores - sem dizer que  sob o pretexto de que isso levaria a perdas de emprego, não se importam muito com os marroquinos e procuram acima de tudo preservar os seus próprios interesses.

Em contraste com essa lógica, o investimento estrangeiro nesses setores provavelmente consolidará os esforços do Estado para criar novos empregos; podendo promover treinamento de qualidade e saber fazer em temros de experiências bem-sucedidas.

• Terceiro lugar: o desafio da aceleração econômica e eficiência institucional. O desafio é reconstruir uma economia forte e competitiva, incentivando a iniciativa privada, lançando novos programas de investimento produtivo e criando novas oportunidades de emprego.

Na mesma perspectiva, é necessário fortalecer a eficiência das instituições e mudar as mentalidades dos responsáveis.

De fato, o setor público deve, sem demora, operar um salto triplo em termos de simplificação, de eficiência e de moralização.

Além disso, temos chamado pela necessidade de modernizar os métodos de trabalho, fazendo prova de criatividade e inovação na gestão de assuntos públicos.

• Quarto lugar: o desafio da justiça social e espacial para completar a edificação de um Marrocos, portador de esperança e igualdade para todos.

Um Marrocos onde as disparidades difusas e os comportamentos geradoras de frustração, ou disparecem as formas existentes de rendimentos, situações  resultado do desperdício de tempo e energia.

É necessário, portanto, pôr fim aos atos e aos aspectos negativos, fazendo triunfar os valores do trabalho, do compromisso responsável, do mérito, da igualdade de oportunidades.

Caro povo,

O sucesso desta nova etapa passa pelo envolvimento das instituições e instáncias nacionais em questão, por um firme compromisso que dará um novo ímpeto à dinâmica de desenvolvimento socioeconômico de nosso país.

O que exige também mobilizar-se em prol do princípio segundo o qual "os interesses da nação e dos cidadãos devem ser em primeiro lugar " não seja mais uma fórmula, que encontre toda a sua substância.

Outro papel primordial de diferentes instituições nacionais, inecessitando do envolvimento implicando o cidadão marroquino como actor fundamental no ponto culminante desta nova etapa.

Além disso, convidando todos os marroquinos a contribuir para a edificação, impulsionado por um espírito de cidadania activa, porque os resultados que aspiramos, os projectos e as iniciativas empreendidas visam um único objectivo: melhorar as condições de vida de todos os cidadãos..

Pela vontade de Deus, esta nova etapa será marcada pelo lançamento de uma nova geração de projetos. Portanto, isso requer novas habilidades em diferentes posições e níveis de responsabilidade. O sangue novo deve, portanto, ser injetado nas instituições e órgãos políticos, econômicos e administrativos, inclusive o governo.

Para este fim, no horizonte do próximo ano, encarregamos o chefe do governo para apresentar á nossa apreciação, para renovar e melhorar os cargos de responsabilidade, tanto dentro do governo como na administração, permitindo perfis de alto nível, em conformidade com os critérios de competência e mérito.

Isso não significa, obviamente, que o governo e as estruturas públicas não tenham habilidades dentro de suas instâncias.

Mas, desejamos colocar os perfis adotados de uma nova mentalidade, capaz de elevar a ação para níveis superiores, atendendo as condições de sucesso desta nova etapa, visando finalmente alcançar a profunda mudança que se chama nossos desejos.

Caro povo,

A celebração do Dia do trono dos gloriosos antepassados constitui a expressão a mais eloquente do nosso compromisso inabalável ligado á marroquinidade do saara, a unidade nacional e a integridade territorial. É também a afirmação solene da nossa plena soberania sobre todo o território do Reino.

Esta fé profunda na comunidade do destino, sustentada por uma história e civilização comuns, encoraja-nos a trabalhar, com esperança e otimismo, para realizar as aspirações de unidade, de complementaridade e de integração para com os nossos irmãos dos povos Magrebinos.

Caro povo,

O Marrocos pertence a todos os marroquinos, porque é a nossa casa comum. É por isso que cada um de nós deve, a nosso nível, contribuir a sua edificação, a seu crescimento, a sua preservação de unidade, de segurança e estabilidade.

Um Marrocos que acolhe todas suas crianças, que as concede, sem exceção ou discriminação, o gozo dos mesmos direitos e liberdades e que os submete, no respeito á dignidade humana, aos mesmos deveres.

Neste momento, fomos tomados pelo pensamento comovente e deferente em prol da memória de todos os marroquinos que defendem a liberdade, que consentiram enormes sacrifícios pela liberdade e independência, contribuindo no sentido de edificação de um Marrocos moderno, onde se reina na base de: "desenvolvimento", de "democracia" e "progresso".

Pensando mais particularmente em Nosso agosto avô, falecido sua majestade, o rei Mohammed V e Nosso ilustríssimo pai, o falecido rei Hassan II, que Deus esteja com Sua alma e misericórdia.

Aproveitando esta oportunidade para homenagear as Forças Armadas Reais, a Gendarmaria Real, as Forças Auxiliares, a Segurança Nacional e a Protecção Civil, bem como todos os componentes confundidas, pela sua constante mobilização, sob o nosso comando, em prol de defender o unidade nacional e preservar a segurança e a estabilidade do país.

"Allah prometeu àqueles dentro vocês que acreditam e fazem boas obras, que Ele lhes dará a  successão  na terra como, Ele deu àqueles que os precederam." Verdade é a palavra de Deus.

Wassalamou alaikum warahmatullahi wabarakatouh "

 

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