O grupo de 40 países reiterou, ontem, segunda-feira, em Genebra, o seu apoio à "soberania plena e completa" do Reino de Marrocos sobre suas províncias do sul, considerando a questão do Saara uma disputa política, enquadrada na competência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, chamando para uma solução baseada na iniciativa de autonomia marroquina.
A declaração ponto 2 da agenda, do grupo que sublinhou que "a interação dos Estados-membros com o Conselho e o Alto Comissário tem por objetivo manter esta posição em favor do Saara marroquino, de modo bilateral e protegida de qualquer exploração".
Tal declaração, lida pelo Embaixador Omar Zniber, Representante Permanente do Reino de Marrocos junto ao Escritório das Nações Unidas em Genebra, apontando a questão do Saara, uma disputa política segundo o Conselho de Segurança, cuja autonomia genuína sob a soberania marroquina tornou-se solução mais viável para o diferendo regional sobre o saara.
Assim, o grupo expressou o seu apoio à implementação da Resolução 2797 do Conselho de Segurança, para relançar o processo político por meio da organização de negociações entre as quatro partes envolvidas, com base no plano de autonomia marroquina, no intuito de alcançar uma solução política definitiva e mutuamente aceitável dessa disputa regional.
Tais quarenta países saudaram o compromisso de longa data de Marrocos, o engajamento construtivo, voluntário e aprofundado, o sistema de direitos humanos das Nações Unidas, em particular do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e os Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos, cujos representantes já visitaram Marrocos, além do Saara, para promover e respeitar os direitos humanos em todo o seu território nacional.
Tal grupo saudou também a abertura de consulados-gerais por diversos países nas cidades de Dakhla e Laayoune, dada missões diplomáticas um incentivo para fortalecer a cooperação econômica, o investimento e o desenvolvimento regional e continental.
Concluindo que “a resolução desta disputa regional só pode contribuir na realização de legítimas aspirações dos povos africanos e árabes, e no sentido da integração e desenvolvimento socioeconômico, e que o Marrocos continua a perseguir, engajando esforços sinceros e constantes”.
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